Marcos Veiga dos Santos

Leite de descarte: deve ser fornecido para bezerras?
07/08/2012

Leite de descarte: deve ser fornecido para bezerras?

Qualidade do leite: Um dos principais prejuízos que o produtor percebe em relação à mastite é o descarte do leite de vacas em tratamento de mastite clínica. Considerando os custos totais de um caso clínico, o descarte do leite pode representar até 40% dos custos diretos, enquanto que os custos de redução da produção são estimados em 55% e custos com medicamentos, 5%. Por Camila Silano (Aluna de pós-graduação USP) e Marcos Veiga dos Santos (professor USP)

Leite de descarte: deve ser fornecido para bezerras?
06/08/2012

Leite de descarte: deve ser fornecido para bezerras?

Um dos principais prejuízos que o produtor percebe em relação à mastite é o descarte do leite de vacas em tratamento de mastite clínica. O tratamento de mastite é a principal causa de uso de antibióticos em vacas leiteiras. Considerando os custos totais de um caso clínico, o descarte do leite pode representar até 40% dos custos diretos, enquanto que os custos de redução da produção são estimados em 55% e custos com medicamentos, 5%.

Uso de vacinas como ferramentas para controle de mastite bovina - Parte 2
18/07/2012

Uso de vacinas como ferramentas para controle de mastite bovina - Parte 2

O desenvolvimento de vacinas contra S. aureus tem sido objeto de estudo desde a metade do século passado, no entanto, os primeiros trabalhos apresentaram resultados insatisfatórios. As vacinas desenvolvidas desde então podem ser classificadas com relação ao tipo de antígeno utilizado. Existem vacinas produzidas com o uso de microrganismos inteiros (bactérias vivas atenuadas e inativadas, ou extratos bacterianos totais), e por fragmentos ou subunidades bacterianas, como proteínas, DNA. Por Marcos Veiga dos Santos (professor USP) e Tiago Tomazi (mestrando USP)

Uso de vacinas como ferramentas para controle de mastite bovina - Parte 2
17/07/2012

Uso de vacinas como ferramentas para controle de mastite bovina - Parte 2

O desenvolvimento de vacinas contra S. aureus tem sido objeto de estudo desde a metade do século passado, no entanto, os primeiros trabalhos apresentaram resultados insatisfatórios. As vacinas desenvolvidas desde então podem ser classificadas com relação ao tipo de antígeno utilizado. Existem vacinas produzidas com o uso de microrganismos inteiros (bactérias vivas atenuadas e inativadas, ou extratos bacterianos totais), e por fragmentos ou subunidades bacterianas, como proteínas, DNA.

Leite residual pós-ordenha e ocorrência de mastite
11/01/2012

Leite residual pós-ordenha e ocorrência de mastite

Qualidade do leite: O leite residual pós-ordenha é um importante fator predisponente para a ocorrência de mastite. A quantidade de leite residual representa cerca de 15% do total de leite presente no úbere. Essa fração só pode ser recuperada pela administração exógena de ocitocina, o que não é aconselhável na rotina da produção leiteira. Vários fatores influenciam a quantidade de leite residual após a ordenha, como a produção de leite, o estágio de lactação, a idade, o estresse durante a ordenha, a interação humano-animais e o sistema de ordenha. Por Camila Silano e Marcos Veiga dos Santos.

A influência da higiene no bem-estar e sanidade de vacas leiteiras
30/08/2011

A influência da higiene no bem-estar e sanidade de vacas leiteiras

A exposição das vacas a agentes causadores da mastite ocorre, muitas vezes, no ambiente onde elas vivem. O manejo de dejetos, o tipo e os procedimentos de limpeza da cama, limpeza da sala de espera e ambiente de ordenha são fatores que exercem forte influência sobre a higiene dos animais. Desta forma, a higiene das vacas leiteiras pode ser usada como um indicador do bem-estar animal, pois fornece informações sobre o bem-estar dos animais e eficiência do manejo da fazenda.

Como o pagamento influencia a qualidade do leite?
22/08/2011

Como o pagamento influencia a qualidade do leite?

Após a recente prorrogação por 6 meses para a entrada em vigor de novos padrões legais de qualidade do leite cru no Brasil, a cadeia produtiva do leite tem aguardado com grande interesse a definição de quais medidas concretas deverão ser aplicadas para evitar futuros adiamentos. Houve certo consenso entre representantes dos vários segmentos de que, a despeito de alguns avanços na questão da qualidade do leite, ainda são enormes os desafios para atingirmos padrões internacionais, principalmente quanto à higiene e saúde da glândula mamária. Desse modo, parece ser justificável esta prorrogação dos prazos, no entanto não se pode perder esta oportunidade para definição de um conjunto de medidas para alavancar a qualidade do leite.

Fontes de Staphylococcus aureus em rebanhos leiteiros com alta prevalência de mastite
01/07/2011

Fontes de Staphylococcus aureus em rebanhos leiteiros com alta prevalência de mastite

Na maioria dos países, a bactéria <i>S. aureus</i> é a principal causa de mastite, com prevalência média de 20% das vacas. Este microrganismo é considerado contagioso, o que indica que o úbere é a principal fonte de infecção e a transmissão do agente entre as vacas ocorre principalmente durante a ordenha. Desta forma, fica evidente porque as principais medidas para reduzir a transmissão da mastite causada por <i>S. aureus</i> tem sido focadas na melhoria da rotina de ordenha (linha de ordenha e pós-dipping).

Frequência de amostragem de CCS é importante para avaliação da mastite subclínica
30/05/2011

Frequência de amostragem de CCS é importante para avaliação da mastite subclínica

A contagem de células somáticas (CCS) é o principal indicador da sanidade do úbere de vacas em produção para o diagnóstico da mastite subclínica. Em uma glândula mamária infectada, a maior parte das células somáticas é proveniente do sangue (leucócitos), e migram da corrente sanguínea à glândula mamária a fim de combater o agente causador da mastite. Em menor proporção, células de descamação do epitélio da glândula mamária compõem a CCS total do leite bovino.

17/05/2011

A melhoria da qualidade do leite e a IN 51

Não é exagero afirmar que o tema de qualidade do leite está longe de ser uma unanimidade dentro da cadeia produtiva. O que poderia ser uma situação de convergência entre produtores, indústria processadora e consumidores, reflete os vários conflitos de interesse dentro de um setor em fase de consolidação. Uma importante pergunta a ser respondida pelo setor produtivo é: a) qual a demanda atual de qualidade por parte do consumidor? b) o que as empresas e produtores podem ganhar com a melhoria da qualidade?

Tratamento de vaca seca reduz mastite clínica durante lactação subsequente
27/04/2011

Tratamento de vaca seca reduz mastite clínica durante lactação subsequente

O uso da terapia da vaca seca no final da lactação é uma das medidas mais importantes e recomendadas para prevenção de novas infecções intramamárias (IMI) durante o período seco. Além do uso da terapia da vaca seca, a ocorrência de mastite durante o período seco está ligada a outros fatores como: nível de produção de leite no momento da secagem, condição dos tetos e nível de contaminação ambiental dos tetos.

Efeito do tratamento térmico sobre os resíduos de antibióticos-lactâmicos
28/03/2011

Efeito do tratamento térmico sobre os resíduos de antibióticos-lactâmicos

Nos últimos anos, a ocorrência de resíduos de antibióticos no leite tem sido um dos grandes desafios impostos à indústria de alimentos no mundo. O uso de antibióticos no tratamento de infecções intramamárias os devidos cuidados pode levar ao ocorrência de de resíduos no leite, especialmente quando o período de carência não for respeitado. Estes resíduos podem ser tóxicos e perigosos para a saúde humana, podendo causar reações alérgicas e resistência à antibioticoterapia. Além disto, representam problemas tecnológicos para a produção industrial, pois afetam os processos de fermentação bacteriana nos derivados lácteos, tais como queijos e iogurtes.

Importância dos antimicrobianos na secagem das vacas
15/03/2011

Importância dos antimicrobianos na secagem das vacas

A mastite é uma doença multifatorial que geralmente é resultado da interação entre o agente causador, hospedeiro, ambiente e manejo. O período seco é um período de mudanças anatômicas, fisiológicas e metabólicas para muitos sistemas do organismo da vaca, incluindo a glândula mamária. O risco de mastite depende de quão bem o mecanismo de defesa da vaca leiteira pode se ajustar ao desafio imposto pelo ambiente e os microorganismos. Um fator importante que influencia a manifestação de mastite na lactação seguinte é a ocorrência de infecções intramamárias (IIM) novas ou persistentes durante o período seco.

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