Mastite causada por Klebisiella pode ser transmitida por variadas fontes
Entre os agentes causadores de mastite ambiental, <em>Klebisiella</em> é um dos mais importantes, pois sua ocorrência pode trazer elevados prejuízos como a morte do animal, aumento do risco de descarte e a ocorrência de casos de mastite crônica. Além disso, a resposta ao tratamento deste agente é de forma geral muito baixa.
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Tradicionalmente, as fontes mais conhecidas de transmissão de Klebisiella são a serragem maravalha de madeira. Os estudos mais antigos indicavam que uma das formas de introdução da Klebisiella como causa de mastite em vacas leiteiras era pelo uso de serragem e maravalhacontaminadas como cama. Sendo assim, as principais medidas preventivas para controlar a mastite causada por Klebisiella baseavam-se na troca de cama de serragem e maravalha por outros materiais, como a areia. No entanto, ultimamente este agente tem aumentado de importância em muitos rebanhos, a despeito do tipo de cama utilizada. O uso de cama de areia é uma medida recomendada para redução dos casos de mastite ambiental, entretanto, mesmo nos rebanhos que utilizam rotineiramente a areia, podem ocorrer casos de mastite por Klebisiella.
Um estudo recente da Universidade Cornell destaca que, além ter origem em camas de serragem e maravalha, as próprias vacas podem ser reservatórios da Klebisiella, pois os resultados de pesquisa indicam que 80% das vacas sadias podem abrigar Klebisiella nas próprias fezes. Além disso, Klebisiella pode ser encontrada no solo, água e outros locais com contaminação fecal. Desta forma, quando as vacas defecam e contaminam as camas e os demais locais de permanência ocorre aumento da contaminação do ambiente, o que aumenta o risco de uma nova infecção intramamária.
Após defecar nos corredores e camas, as fezes contaminadas com Klebisiella podem se espalhar pelas pernas e o úbere das vacas, pois os animais entram em contato com fezes quando estão deitadas ou se alimentando. Os resultados dos estudos indicaram que 70% dos corredores de rebanhos confinados (tipo free-stall) apresentavam contaminação com Klebisiella e que cerca de 60% das vacas estavam contaminadas nas pernas, o que facilita a contaminação dos tetos e úbere. Deve-se destacar que nem todas as vacas apresentam a mesma condição de higiene dentro de um rebanho, o que pode ser avaliada por um escore de higiene. Vacas ou instalações com piore condições de higiene são aquelas com maior risco novos de casos de mastite, entre os quais aqueles causados por Klebisiella. Nos rebanhos estudados, cerca de 75% das vacas apresentaram tetos contaminados com Klebisiella, mesmo após o uso de pré-dipping.
Para rebanhos com boas condições de higiene e limpeza de corredores, camas, limpeza de úbere e de tetos, houve redução da contaminação por Klebisiella, pois menos de 3% dos tetos apresentaram contaminação por este agente. Isso significa que a melhoria das condições de higiene, limpeza de úbere e da vaca auxiliam na redução da transmissão da Klebisiella. Os resultados dos estudos indicam que Klebisiella é encontrada em qualquer local com algum tipo de contaminação por fezes e que o controle depende da melhoria das condições de higiene de cama, limpeza de instalações de alojamento das vacas e melhoria dos procedimentos de preparação do úbere antes da ordenha (pré-dipping e secagem dos tetos).
Fonte: Zadoks, et al. J. Dairy Sci. 94 :1045-1051, 2011.
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Material escrito por:
Marcos Veiga Santos
Professor Associado da FMVZ-USP Qualileite/FMVZ-USP Laboratório de Pesquisa em Qualidade do Leite Endereço: Rua Duque de Caxias Norte, 225 Departamento de Nutrição e Produção Animal-VNP Pirassununga-SP 13635-900 19 3565 4260
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Já que ela possui a cepa da Klebisiella na sua formula.