Quando uma vaca pare, precisamos pensar em quando esse animal deve ser inseminado novamente. As gestações que iniciam no momento adequado no pós-parto têm um impacto positivo no desempenho e na lucratividade das vacas leiteiras, não apenas durante a lactação vigente, mas também lactações subsequentes.
Vacas que não ficam gestantes no momento adequado passam mais tempo na fase de lactação após o pico, ou seja, com DEL aumentado e intervalos de parto mais longos. Na fase mais tardia da lactação a produção de leite é menor do que na fase inicial, especialmente em vacas de segunda lactação e mais velhas. Vacas leiteiras com DEL alto também são mais propensas a serem descartadas ou, se mantidas no rebanho, secam e parem com excesso de condição corporal. Essas vacas com excesso de condição corporal ao parto muitas vezes têm maior incidência de problemas de saúde após o parto, menor fertilidade e maior chance de precoce de gestação.
Para manter um programa reprodutivo eficiente e lucrativo, práticas de manejo reprodutivo proativo precisam ser realizadas diariamente. Algumas áreas-chave a serem avaliadas para ver se você está praticando um manejo reprodutivo proativo incluem a otimização do período de espera voluntário, da taxa de detecção de cio, da taxa de concepção e da taxa de prenhez.
Período de espera voluntário
Algumas semanas após o parto, a vaca já começará a mostrar sinais de estro. No entanto, só porque ela está mostrando sinais de estro não significa que precisa ser inseminada ou que está pronta para ser inseminada. Geralmente, a maioria das fazendas começa a inseminar vacas em média com 45 a 60 dias após o parto. Isso pode variar dependendo da paridade. Novilhas de primeira cria podem se beneficiar de um período de espera voluntário ligeiramente mais longo, já que sua produção de leite é mais persistente do que a das vacas maduras. A maioria das vacas deve ficar gestante 90 a 120 dias em lactação, para prevenir o excesso de ganho de condição corporal e minimizar problemas de saúde, no início da próxima lactação.
A fertilidade é ligeiramente maior após um período de espera voluntário um pouco mais longo, especialmente com novilhas de primeira cria. No entanto, a magnitude e se essas diferenças são reais dependem do número de lactações, método de inseminação, estação do ano, produção de leite e período de espera voluntário utilizado. Ao utilizar um período de espera voluntário mais longo, o programa de manejo reprodutivo precisa ser ainda mais rigorosamente gerenciado para alcançar a meta de ter a maioria das vacas prenhes entre 90 a 120 dias em lactação.
Taxa de detecção de cio
A taxa de detecção de cio, também conhecida como taxa de inseminação, refere-se ao número de vacas que foram detectadas em cio e inseminadas em comparação com o número das fêmeas que são elegíveis para serem inseminadas dentro de um período de 21 dias ou outro período pré-definido. A diferença entre a taxa de detecção de cio e a taxa de inseminação é que a taxa de detecção de cio também inclui vacas que são detectadas em cio, mas não são inseminadas.
Para a maioria das fazendas, uma boa meta a ser alcançada é ter mais de 60-65% das vacas elegíveis, inseminadas dentro de um intervalo de 21 dias ou outro intervalo pré-definido. Se essa meta não estiver sendo alcançada, recomenda-se avaliar essas áreas:
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Você está registrando todos os serviços para vacas inseminadas durante este período?
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Você está detectando vacas em cio?
As vacas devem ser observadas para sinais de cio três vezes ao dia, por 20 a 30 minutos cada vez. Verifique se as ferramentas auxiliares para a detecção visual de cio, como tinta na cauda, estão sendo usadas adequadamente. Ao usar um sistema de monitoramento automático de atividade, certifique-se de que aqueles que usam a tecnologia entendem como usar e interpretar os dados.
Taxa de concepção
A taxa de concepção pode ser definida como a porcentagem de vacas que concebem após serem inseminadas. No entanto, essa medida de fertilidade não leva em consideração as perdas de gestação entre 30 a 60 dias após a inseminação, já que as vacas são verificadas prenhes por volta de 30 dias. Para a maioria das fazendas, uma boa meta a ser alcançada é ter 45-55% de taxa de concepção. Áreas a serem avaliadas incluem:
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Revisar os procedimentos de manuseio do sêmen.
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Garantir que o sêmen esteja sendo depositado no corpo uterino e não em um corno uterino.
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As vacas estão sendo inseminadas no momento adequado após o cio ou após o protocolo de IATF.
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As vacinas para prevenir doenças reprodutivas foram administradas, conforme orientado, e seguem as orientações do veterinário, o momento da administração e o tipo de vacina necessário.
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Práticas de mitigação de estresse térmico estão em vigor.
Taxa de prenhez
Em comparação com a taxa de concepção, a taxa de prenhez é a porcentagem de vacas que ficam gestantes dentro de um período de 21 dias ou período pré-definido em relação ao número total de vacas elegíveis. Esse valor reflete a taxa de sucesso de obter vacas gestantes, pois engloba a capacidade de detectar cio das vacas e fazer uma inseminação eficiente para que a vaca tenha chance de ficar gestante.
Uma boa porcentagem a ser alcançada é 26% ou mais. Aumento da taxa de prenhez aumentam o lucro. Quando as taxas de prenhez estão em torno de 15%, um número insuficiente de novilhas nasce anualmente para servir como reposição para o rebanho. De modo geral, as taxas de prenhez precisam estar acima de 20% para produzir novilhas de reposição suficientes.
Se as taxas de prenhez estiverem abaixo dessa meta, algumas áreas a serem avaliadas incluem:
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Diagnóstico precoce de gestação para identificar as vacas vazias e tomar uma atitude para que sejam re-inseminadas o mais rápido possível.
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As gestações devem ser reconfirmadas 45 a 60 dias após a inseminação para contabilizar as perdas de gestação precoce, e tomar uma atitude para que a fêmea seja re-inseminada o mais rápido possível, ou seja retirada do manejo reprodutivo.
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Como a taxa de prenhez é uma função das taxas de detecção de cio, inseminação e concepção, as práticas de manejo associadas a essas áreas impactam esse parâmetro reprodutivo. Verifique todos os detalhes sempre.
Seja proativo
Para que um programa reprodutivo opere com desempenho máximo, é importante garantir que as práticas de manejo adequadas sejam seguidas rotineiramente e que os parâmetros de referência sejam estabelecidos.
Infelizmente, parâmetros como intervalo de partos, período de serviço e número de vacas descartadas por razões reprodutivas são mais históricos e não refletem o desempenho atual dentro do programa de reprodutivo. Esses parâmetros de referência são importantes, pois impactarão o desempenho geral e a lucratividade do rebanho, mas não são tão úteis para gerenciar os sucessos e as deficiências do programa reprodutivo atual e contínuo.
Este texto é parte da matéria publicada por Taylor Leach na revista Dairy Herd Management.