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Classificação das infecções uterinas das vacas leiteiras

POR RICARDA MARIA DOS SANTOS

E JOSÉ LUIZ MORAES VASCONCELOS

JOSÉ LUIZ M.VASCONCELOS E RICARDA MARIA DOS SANTOS

EM 17/08/2006

12 MIN DE LEITURA

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As infecções uterinas são geralmente causadas por bactérias inespecíficas e podem ser divididas em:
  • Metrite puerperal aguda

  • Piometra

  • Endometrite clínica

  • Endometrite subclínica
Metrite puerperal aguda

A metrite puerperal aguda ocorre geralmente na primeira semana pós-parto. Está relacionada com retenção de placenta, partos difíceis e partos gemelares. Ocorre com maior freqüência em vacas com escore de condição corporal igual ou abaixo de 2, e igual ou acima de 4. Caracteriza-se pelo aparecimento agudo de sinais de toxemia ou septicemia, febre alta, depressão e anorexia com queda severa da produção de leite, além de descarga uterina aquosa e fétida (cor chocolate).

O diagnóstico é simples, histórico de parto recente, com sinais de toxemia e descarga uterina fétida. Recomenda-se que as vacas doentes sejam examinadas para excluir a possibilidade de mastite superaguda, deslocamento do abomaso, pneumonia, peritonite ou qualquer outra enfermidade sistêmica.

O tratamento para a metrite puerperal aguda é a administração sistêmica de antibióticos. É indicado o uso de antiinflamatórios não esteróides e, se necessário, recomenda-se a utilização de uma terapia de suporte mais agressiva, inclusive fluido terapia intravenosa ou oral. A drenagem do conteúdo uterino fétido não é recomendada, pois o útero está friável e pode ser facilmente perfurado. A manipulação do útero pode provocar bacteremia e outras complicações.

Foi demonstrado que muitos antibióticos são úteis no tratamento de vacas com metrite puerperal aguda. Vários estudos mostraram que a administração sistêmica de Ceftiofur é capaz de acelerar o desaparecimento dos sinais clínicos.

Em muitas fazendas adota-se a prática do exame periódico de todas as vacas, duas vezes ao dia nos primeiros 10 dias pós-parto. Todas as vacas são examinadas, a temperatura e o teor de cetonas na urina são mensurados, o leite é examinado para verificar a presença de sinais de mastite, a motilidade do rúmen é confirmada e as fezes são avaliadas. Recomenda-se que todas as vacas com temperatura corporal acima de 39,5 ºC sejam tratadas com antibiótico por via parenteral.

Entre as terapias de suporte, incluem-se os antiinflamatórios não esteróides, como o flumexin meglumine. Esses agentes não apenas melhoram o estado das vacas doentes, como também podem melhorar o desempenho reprodutivo posterior. Em casos graves, pode ser necessária a fluido terapia. Não há indícios de que a infusão intra-uterina de antibióticos ou anti-sépticos tenha alguma utilidade (especialmente quando se avalia o desempenho reprodutivo posterior), podendo ser prejudicial. Os antibióticos sistêmicos têm a vantagem adicional de proteger contra as seqüelas da bacteremia, o que geralmente, coexistem com a metrite puerperal aguda, podendo mais tarde provocar artrite, endocardite ou doença renal.

A maioria das vacas, quando tratadas no momento certo, se recupera rapidamente da metrite puerperal aguda. Muitos distúrbios no período periparto têm relação entre si e, assim como a metrite puerperal aguda geralmente ocorre após retenção de placenta, ela própria representa um fator de risco para complicações posteriores, tais como formas crônicas de endometrite, mastite, deslocamento do abomaso, cistos ovarianos e mesmo o aborto na gestação seguinte. A metrite puerperal aguda aumenta o risco de infertilidade e descarte.

Piometra

A piometra ocorre como doença específica do pós-parto em vacas. Caracteriza-se pelo acúmulo de exsudatos purulentos ou mucopurulentos no útero, na presença de corpo lúteo. Afeta cerca de 4% das vacas leiteiras em cada período de lactação. É de consenso que a PGF2α ou produtos análogos são o tratamento de escolha para a piometra em bovinos. A prostaglandina F2α ou produtos análogos são utilizados em doses luteolíticas normais (que variam entre os análogos) e provocam luteólise, comportamento de estro, expulsão do exsudato acumulado e excreção bacteriana do útero em aproximadamente 90% dos casos tratados.

A recorrência de piometra após um único tratamento ocorre em 9 a 13% dos casos. Após o tratamento observa-se uma taxa de concepção no primeiro serviço de aproximadamente 30% ou mais, mas pode-se esperar que 80% dos animais emprenhem depois de 3 ou 4 inseminações.

Também foram utilizados estrógenos, na forma de cipionato de estradiol, no tratamento da piometra. A resposta clínica à terapia com estrógenos é menor do que a esperada após o tratamento com PGF2α, e os resultados de concepção pós-tratamento são mais baixos, embora as diferenças registradas não tenham sido estatisticamente significativas.

Em um estudo, a infusão intra-uterina com nitrofurazona foi associada ao tratamento com estradiol ou com prostaglandina. Em ambos os casos, o uso da nitrofurazona reduziu as taxas de concepção após o tratamento. Esses dados fornecem mais indícios contra o uso de infusão intra-uterina como tratamento de distúrbios uterinos em bovinos.

Endometrite clínica

A literatura técnica veterinária sobre endometrite em bovinos não possui uma definição mundialmente aceita dessa doença, nem uma uniformidade nos critérios de diagnóstico. É provável que o diagnóstico de endometrite por da palpação retal (e a eventual observação de descarga vaginal) seja a base para o tratamento da maioria das vacas. Apesar da biópsia e da histopatologia do endométrio ser o método ideal de diagnóstico da endometrite, trata-se de procedimento invasivo, caro e que requer muito tempo, e o próprio procedimento pode ter relação com atraso na concepção.

Uma publicação de LeBlanc et al. (2002a) ajudou bastante a esclarecer a confusão, elaborando um raciocínio lógico para o diagnóstico da endometrite clínica em vacas leiteiras. Os autores utilizaram a análise de sobrevivência para deduzir uma definição de caso de endometrite com base em fatores relacionados ao aumento do intervalo do parto até a concepção. Foram examinadas 1.865 vacas de 27 rebanhos entre 20 e 33 dias após o parto. Esse grupo de pesquisadores concluiu que o resultado dos sinais clínicos na reprodução dependia do momento em que se faziam as avaliações.

A presença de descarga uterina purulenta ou de diâmetro cervical maior que 7,5 cm após 20 dias pós-parto ou de descarga muco purulenta após 26 dias pós-parto determinou a observação de endometrite em termos clínicos nesse estudo. Utilizando-se essa definição, a prevalência foi de 17%. A vaginoscopia foi um componente importante do exame, a sua não realização não teria permitido a identificação de 44% dos casos clinicamente relevantes de endometrite.

Entretanto, se não for viável realizar a vaginoscopia, uma boa alternativa é verificar a presença de corno uterino com diâmetro maior de 8 cm. A probabilidade das vacas com endometrite ficarem gestantes foi 27% menor em um determinado período e 1,7 vezes maior de serem descartadas do que as vacas sem a doença. Utilizando-se a ocorrência de prenhez até 120 ou 150 dias como principal medida dos resultados, esses critérios de diagnóstico foram quase 90% específicos e apresentaram sensibilidade de aproximadamente 20% (o que reflete inúmeras outras causas de falha reprodutiva).

A endometrite clinicamente relevante apresentou maior prevalência em vacas adultas. As vacas na terceira lactação ou superior apresentaram prevalência de 21% em comparação a 13% nos animais na segunda e 12% naquelas na primeira lactação. As vacas com endometrite apresentaram maior probabilidade de não terem estruturas ovarianas palpáveis no momento do exame. O risco de endometrite clínica aumentou com a ocorrência de retenção de placenta, partos gemelares ou metrite puerperal. A época da parição não afetou a prevalência dessa doença (LeBlanc et al., 2002a).

De modo geral, o intervalo médio até a prenhez em vacas com endometrite foi de 32 dias a mais do que nas normais. Houve um leve atraso (3 dias) no número de dias até a primeira inseminação e uma redução acentuada (30%) na taxa de concepção no primeiro serviço (LeBlanc et al., 2002a).

A avaliação das opções de tratamento é limitada pela ausência de uma definição largamente aceita de endometrite clínica e de foco nos resultados de reprodução. Assim sendo, durante décadas a infusão intra-uterina foi o principal tratamento da endometrite em bovinos. Apesar disso, não havia indícios convincentes de que esse tipo de terapia tinha algum efeito benéfico no futuro desempenho reprodutivo das vacas acometidas. Frente à preocupação crescente com o uso de medicamentos em produtos de origem animal, fica difícil justificar o uso de tratamentos com antibióticos de eficácia duvidosa. É interessante observar que as primeiras palavras de descrédito sobre o uso de infusões intra-uterinas foram proferidas em 1956 pelo pesquisador Roberts. A principal alternativa para a terapia intra-uterina foi a administração sistêmica de prostaglandina F2α. Infelizmente, os indícios a favor dessa estratégia tampouco são convincentes.

Contudo, há pouco tempo foi lançado um produto que vem somando alguns indícios positivos. Em 2001 McDougall relatou que a administração intra-uterina de cefapirina, cefalosporina de primeira geração, formulada especificamente para administração intra-uterina, foi capaz de melhorar o desempenho reprodutivo em vacas leiteiras com fatores de risco de doença uterina.

Junto com o estudo em que elaboraram uma definição de endometrite clinicamente relevante, LeBlanc et al. (2002b) avaliaram o tratamento com cefapirina ou prostaglandina e verificaram que ambos eram melhores do que a ausência de tratamento em termos de desempenho reprodutivo. LeBlanc et al. (2002b) não identificaram nenhum benefício no tratamento antes das 4 semanas pós-parto. Vacas tratadas com cefapirina apresentaram intervalo menor até a prenhez do que as controle. Curiosamente, observaram um efeito prejudicial da administração de PG em vacas sem corpo lúteo palpável.

A ausência de dados convincentes de experimentos e a variedade dos produtos comercializados nos diversos países não permitem indicar com segurança uma única estratégia para terapia da endometrite clínica. Todas as infusões intra-uterinas, com exceção da cefapirina, são aparentemente contra-indicadas. Dada a atual sensibilidade ao uso de antibióticos em vacas produtoras de alimentos, são necessários mais testes antes que se possa endossar o uso da cefapirina em todos os casos. Embora sejam fracos os indícios a favor do uso da PGF2α, esse produto é barato e não prejudicial. Ele é útil nos programas de manejo reprodutivo, podendo ser benéfico, independente da presença de endometrite.

Endometrite subclínica

O útero normal é um ambiente estéril, ao contrário da vagina que abriga inúmeros microorganismos. Às vezes, patógenos oportunistas da flora vaginal normal ou do ambiente podem invadí-lo. Tais oportunidades ocorrem sobretudo, mas não exclusivamente, durante o parto e a inseminação. O útero sadio é capaz de eliminar essas infecções passageiras de forma bastante eficaz. Na verdade, é difícil estabelecer experimentalmente uma infecção uterina persistente em animais normais na maioria das espécies. É comum que vacas no período pós-parto imediato apresentem contaminação uterina por uma variedade de microorganismos. Na maioria dos animais, o ambiente uterino estéril é restabelecido dentro de dias ou semanas pós-parto. Naqueles em que a infecção persiste, desenvolve-se endometrite crônica ou subaguda, afetando negativamente a fertilidade.

Numa tentativa de determinar a verdadeira prevalência e a importância da inflamação do endométrio na função reprodutiva, quaisquer que fossem os sinais clínicos, foi pesquisada a citologia do tecido uterino de vacas leiteiras (GILBERT et al., 2004). Em uma modificação do método de Ball et al. (1988), foram coletadas amostras através de injeção intra-uterina de um pequeno volume (15 mL) de solução salina estéril, massagem do útero pelo reto e aspiração de parte do fluido injetado. Essa amostra foi utilizada para cultura bacteriana e exame citológico.

As amostras para exame citológico foram processadas por citocentrifugação e submetidas à coloração Diff-Quik. Em 12 vacas, o diagnóstico citológico de inflamação com base na presença de neutrófilos relacionava-se perfeitamente ao indício histológico de inflamação. Os pesquisadores concluíram que a citologia do endométrio é um meio rápido, barato, específico e sensível para o diagnóstico da endometrite em bovinos, além de um recurso potencialmente valioso em exames epidemiológicos e outras pesquisas sobre o papel e a importância dessa doença.

Em seguida, os pesquisadores coletaram amostras uterinas de vacas no período imediatamente anterior ao período de inseminação (período voluntário de espera de 40 a 60 dias pós-parto) em 5 fazendas de gado leiteiro na região central do estado de Nova York. As amostras foram processadas conforme descrito acima e as correlações posteriores foram analisadas com parâmetros de fertilidade.

Foram incluídas no estudo de 25 a 40 vacas de cada um dos 5 rebanhos, num total de 159 vacas. A incidência total de endometrite na lactação (61,6 %) foi maior do que esperado. As taxas de incidência nos rebanhos foram 44, 54, 59, 59 e 85% (P = 0,02). Em cada um dos rebanhos e no conjunto dos dados, a presença de endometrite no final do período de serviço afetou profunda e significativamente o número de dias em aberto. A média de dias em aberto nas vacas com resultado positivo para endometrite foi de 154 dias e nas vacas sem a doença, 115 (P < 0,001). O percentual de vacas sem confirmação de prenhez num período de 300 dias foi de 32 % naquelas com diagnóstico positivo de endometrite e 9 % nas com diagnóstico negativo (P = 0,001). O número de lactações não afetou significativamente a incidência de endometrite (P = 0,28). O número de inseminações e o intervalo (dias) até a primeira inseminação não diferiram nos grupos (P = 0,26 e P = 0,06, respectivamente).

Não foi observado nenhum efeito do rebanho no número de dias em aberto (P = 0,42), nem interação entre rebanho x endometrite. Esse estudo mostra que a taxa de incidência da endometrite na lactação em vacas leiteiras é maior do que se pensava anteriormente, e que a endometrite exerce uma influência profunda e negativa no número de dias em aberto e no descarte involuntário.

As pesquisas demonstraram que praticamente todas as vacas apresentam leve indício de inflamação uterina nas 2 semanas pós-parto e que quase 90% continuam com a inflamação até a quarta semana. Por volta da 4ª a 6ª semana pós-parto, cerca de metade das vacas ainda apresenta endometrite subclínica. Ainda não se conhecem os fatores que causam a persistência da inflamação subclínica em algumas vacas, mas não em outras. Embora a higiene ao parto certamente merece cuidados, atualmente as atenções estão voltadas para a compreensão dos fatores nutricionais que afetam a saúde uterina no pós-parto e a incidência de endometrite subclínica.

Em um teste de acompanhamento Gilbert et al. (2004) coletaram amostras de 600 vacas de 6 rebanhos leiteiros na região central do estado de Nova York em 3 fases do pós-parto: aproximadamente 3ª, 5ª e 7ª semanas. Em cada uma das visitas, coletaram uma amostra uterina para exame citológico e uma amostra de sangue para verificar a concentração de progesterona e avaliaram o escore da condição corporal. Além disso, todas as vacas receberam uma injeção de solução salina estéril ou PGF2α em cada uma das visitas, em um delineamento aleatório e duplo-cego.

Posteriormente, o desempenho reprodutivo das vacas foi correlacionado com os achados clínicos. A presença de endometrite na sétima semana pós-parto, a alta concentração de progesterona na terceira semana pós-parto e o rebanho são fatores que influenciam a taxa de prenhez e a proporção de vacas prenhez com 300 DPP. A presença de endometrite subclínica na 3ª ou 5ª semanas não afetou significativamente o desempenho reprodutivo posterior.

Embora esteja claro que a endometrite subclínica seja uma doença altamente prevalente e extremamente prejudicial para o desempenho reprodutivo, infelizmente ainda não se sabe muito bem suas causas para se desenvolver um método de prevenção eficaz. Tampouco existe um tratamento seguro e eficaz. O uso da PGF2α ou de produtos análogos em diversos manejos é benéfico para o desempenho reprodutivo, mas esse benefício parece não ser mediado por um efeito de cura da endometrite.

Conclusão

A metrite puerperal aguda, a piometra e a endometrite clínica e subclínica são patologias clínicas distintas, que podem compartilhar uma mesma evolução patogênica, mas representam desafios diferentes quanto ao diagnóstico e ao tratamento.
Como foi dito do radar anterior: A PREVENÇÃO É ESSENCIAL!

RICARDA MARIA DOS SANTOS

Professora da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Uberlândia.
Médica veterinária formada pela FMVZ-UNESP de Botucatu em 1995, com doutorado em Medicina Veterinária pela FCAV-UNESP de Jaboticabal em 2005.

JOSÉ LUIZ MORAES VASCONCELOS

Médico Veterinário e professor da FMVZ/UNESP, campus de Botucatu

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MARIA BECKER GONÇALVES

CUJUBIM - RONDÔNIA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 22/09/2014

Gostaria,se possível que me enviassem por  e-mail o nome de um remédio que eu pudesse usar em uma vaca de leite que após o parto ela baqueou muito,não quer se alimentar e está sem forças para andar, já aplicamos vários remédio e soro e nada está ajudando. Ontem ela soltou um líquido branco/liga, tipo pús.  Se puderem me ajudar ficarei muito agradecida. Abraços e sucesso
DANILO CESAR

RONDONÓPOLIS - MATO GROSSO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 31/07/2014

muito Bom era tudo que queria saber Parabens pelo artigo me ajudou muito...
LUCAS EDUARDO MAULE

CONCÓRDIA - SANTA CATARINA - ESTUDANTE

EM 14/11/2010

boa noite!! parabens
otimo artigo..
EDVALDO MOREIRA DE MELO

SANTA ISABEL - SÃO PAULO

EM 21/08/2006

Parabéns aos colegas por este excelente artigo.
ROGERIO FARIA

JATAÍ - GOIÁS

EM 17/08/2006

Excelente artigo! Parabéns pela riqueza de informações.
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