A busca pela alimentação mais saudável e a sustentabilidade nunca estiveram tão em alta. Essas mudanças comportamentais e alimentares têm incentivado as indústrias de alimentação a investir em produtos que, além de nutrir, tragam benefícios à saúde e sejam ecologicamente corretos.
De maneira alinhada, campanhas governamentais têm sido implementadas no combate às doenças crônicas não transmissíveis, como diabete, hipertensão, obesidade e câncer, as quais podem ser prevenidas por meio de hábitos de vida saudáveis e de uma alimentação equilibrada. Como parte dessas campanhas, o governo também vem apostando em regras de rotulagem mais claras, especialmente para alertar sobre o consumo excessivo de gordura, sódio e açúcar.
Nesse contexto, os alimentos funcionais têm tido grande destaque, sendo amplamente estudados devido aos seus benefícios à saúde. Eles contêm ingredientes biologicamente ativos que oferecem benefícios adicionais à saúde quando consumidos regularmente como parte de uma dieta balanceada. Entre os quais, os prebióticos se destacam, apoiados por evidências científicas que demonstram efeitos positivos à saúde.
Estudos indicam que o consumo regular de prebióticos contribui para equilibrar a microbiota intestinal, promovendo melhora da função imunológica, redução da absorção de lipídeos e carboidratos e diminuição do risco de doenças metabólicas, como obesidade, diabete melito tipo 2 e enfermidades cardiovasculares,
E onde entram os lácteos nessa história? Esses alimentos já são naturalmente ricos em proteínas de alto valor biológico, vitaminas e minerais. Mas quando recebem a adição de prebióticos, tornam-se verdadeiros aliados na prevenção de doenças crônicas. Estudos apontam efeitos positivos no controle da diabete, hipertensão e até na melhora do perfil lipídico.
Embora a aplicação de prebióticos clássicos, como inulina e oligossacarídeos, esteja consolidada, pesquisas recentes têm explorado fontes alternativas e sustentáveis de prebióticos, os subprodutos da agroindústria como:
- borra de café,
- cascas de frutas,
- broto de bambu,
- algas marinhas.
Como resultado? Uma estratégia promissora para unir saúde, inovação e responsabilidade ambiental com soluções sustentáveis para a diminuição da contaminação ambiental, melhora da questão econômica com o aproveitamento de subprodutos e o aumento na demanda por alimentos funcionais.
Como os lácteos são os produtos com grande aceitação, muito consumido sendo o mais confeccionado na produção de alimentos funcionais devido também ao fato de ser um veículo perfeito, já que o leite é rico em vitaminas e minerais e pode ser mais enriquecido nutricionalmente com a incorporação de prebióticos. O futuro dos alimentos clara: cada vez mais veremos lácteos enriquecidos com prebióticos inovadores, oferecendo não apenas benefícios para a saúde intestinal e geral, mas também
Referências bibliográficas
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