Roteiro de Avaliação do Manejo Reprodutivo
O manejo reprodutivo pode ser avaliado através de um roteiro, no qual são analisados dados de detecção de cio, inseminação artificial, saúde reprodutiva, entre outros.
Professora da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Uberlândia. Médica veterinária formada pela FMVZ-UNESP de Botucatu em 1995, com doutorado em Medicina Veterinária pela FCAV-UNESP de Jaboticabal em 2005.
O manejo reprodutivo pode ser avaliado através de um roteiro, no qual são analisados dados de detecção de cio, inseminação artificial, saúde reprodutiva, entre outros.
Durante o pós-parto de vacas leiteiras, a extensão do balanço energético negativo (BEN) torna-se aparente a partir do grau de perda de escore de condição corporal (ECC).
Este texto é parte da palestra apresentada por Dr. Ron Butler, no XII Curso de Novos Enfoques na Reprodução e Produção de Bovinos, realizado em Uberlândia em março de 2008.
Antes da disponibilidade de PGF<sub>2</sub> e GnRH para controle do ciclo estral pela a indução de estro e ovulação, havia muita preocupação quanto a períodos longos demais de espera antes da IA pós-parto. O objetivo era chegar a intervalos entre partos de 12 a 13 meses. Para manter os intervalos entre partos nesta faixa, era comum observar PVE de 40 a 50 dias, porém com base em um resumo de 8 diferentes estudos Britt, (1975) concluiu que a concepção à primeira IA atinge o pico entre 80 a 90 dias pós-parto.
A deposição do sêmen em local inadequado do trato reprodutivo pode ser um fator limitante quando o técnico não tem certeza da localização da ponta da pipeta. Pesquisas demonstram que menos espermatozóides móveis chegam ao oviduto quando o sêmen é depositado na cérvix. Na inseminação, o objetivo é chegar ao corpo do útero. Quando em dúvida, é melhor depositar o sêmen em um ou ambos cornos uterinos e a fertilidade será menos comprometida do que se o sêmen for depositado somente na cérvix. Como 85 a 90% do sêmen é expelido do trato reprodutivo da fêmea por fluxo retrógrado, é fundamental que a dose total seja depositada no útero (Hawk, 1983). Erros na deposição do sêmen são comuns entre técnicos profissionais (Graham, dados não publicados). Técnicos abaixo da média somente depositaram o sêmen no local desejado (corpo do útero) em 1 de cada 3 tentativas, contra 85,7% de precisão de técnicos acima da média.
A relação entre secreção de estrógeno, manifestação do estro, onda de LH e ovulação é bem conhecida (Hansel e Convey, 1983). À medida que o folículo cresce, mais estrógeno é secretado pelas células do folículo, até que se atinja um pico de concentração sérica, que desencadeia o início do pico pré-ovulatório de secreção de LH, que inicia a fase final de maturação folicular e eventual ovulação. Este processo leva 27 horas a partir da elevação inicial os níveis séricos de LH até a ruptura do folículo e expulsão do ovócito no oviduto.
Manter o desempenho reprodutivo dos rebanhos de leite mantidos a pasto e com produção sazonal de leite é um desafio para veterinários, especialistas em nutrição e gerentes de fazenda. Devido à natureza multifatorial dos fatores de risco que interferem na reprodução, é necessária uma visão bem ampla para se chegar as causas e as soluções de um problema. Por exemplo, se as ações se voltam para o tratamento de uma vaca individualmente, quando o problema do desempenho reprodutivo é falha nutricional ou de detecção de estro, não resultará em melhorias no desempenho da fazenda.
O desempenho reprodutivo das vacas de leite vem declinando, tanto em sistemas que adotam o pastejo quanto em sistemas com confinamento total. No entanto, o desempenho reprodutivo varia de acordo com o sistema de manejo. Os rebanhos mantidos em sistemas de pastejo na Austrália e Nova Zelândia apresentam melhor eficiência reprodutiva do que os rebanhos confinados dos EUA e da Europa.
O estudo da fisiologia da reprodução começou com <b>Aristóteles</b> por volta de 350 anos antes de Cristo, com seu livro intitulado A Geração dos Animais. Ele acreditava que o feto se formava a partir do sangue menstrual, concluiu isso baseado na observação de que a menstruação não ocorria durante a gestação. Ele também propôs que a transformação do sangue menstrual em feto se iniciava devido à deposição do fluido seminal na fêmea durante a copula, e acreditava que o fluido seminal era formado em todas as partes do organismo masculino, sendo que o testículo era só um reservatório.
Com a chegada do verão aumenta o uso de touros para monta natural nas fazendas leiteiras, mesmo em áreas onde já foi provado que a inseminação artificial é mais eficiente. Muitos fazendeiros acreditam que a taxa de prenhez é mais alta quando a monta natural é usada, em comparação com a inseminação artificial. Porém, quando a detecção de cio e a inseminação são feitas corretamente o resultado da taxa de prenhez é igual ao da monta natural.
É uma novilha Freemartin. Freemartinismo é uma das mais severas formas de anormalidade sexual em bovinos. Essa condição causa infertilidade em fêmeas nascidas de parto gemelar com macho. Quando o feto fêmea divide o útero com um feto macho, eles também dividem as membranas placentárias. Essa junção entre as placentas ocorre por volta do quadragésimo dia de gestação e os fluidos dos dois fetos também se misturam, provocando uma troca de sangue, hormônios e antígenos que carregam características que são únicas para cada sexo.
Saiba como interpretar os índices de eficiência reprodutiva em fazendas leiteiras, para uma melhor produção de leite e lucratividade!
A detecção correta e eficiente do cio em vacas de leite é um importante componente de um bom programa de manejo reprodutivo. Falhas de detecção de cio são uma das grandes causas dos problemas reprodutivos dos rebanhos leiteiros. Uma vaca pode não estar sendo observada em cio por dois motivos. Primeiro, o ovário da vaca não esta funcionando adequadamente e a vaca esta em anestro (não esta ciclando). O segundo motivo, a pessoa responsável pela observação de cio, não esta vendo a vaca em cio, porém a vaca esta ciclando normalmente.
O Brasil possui um dos maiores rebanhos bovino do mundo, porém índices zootécnicos muito abaixo do desejado. O baixo desempenho reprodutivo determina menor produção de leite, de bezerros, incremento nas despesas de manutenção com vacas secas e maiores taxas de descarte. A eficiência reprodutiva de um rebanho é um dos componentes mais importantes na performance econômica de uma propriedade de produção de leite (GAINES et al., 1994).
A seleção genética para produção de leite, juntamente com as tecnologias de manejo e nutrição, permitiu um aumento significativo na produção de leite nas últimas décadas. Entretanto, o aumento na produção de leite por vaca, foi acompanhado por uma redução na fertilidade.
A dieta pode afetar a sobrevivência embrionária de varias maneiras. As deficiências nutricionais podem afetar diversos aspectos da reprodução, inclusive sobrevivência embrionária. Além disso, constituintes específicos da dieta podem ter efeito direto sobre a vaca ou o embrião, promovendo ou inibindo a sobrevida embrionária.
A correta detecção de cio e a escolha do melhor momento para a inseminação é um importante fator de sucesso no manejo reprodutivo de uma fazenda leiteira. Exitem várias formas de detecção de cio, além da observação visual, como por exemplo as ferramentas auxiliares que medem mudanças de atividade, condutividade do muco cervical, número de montas e temperatura corporal. Estes procedimentos resultam em diferentes taxas de detecção de cio, que variam de 60 a 80%.
O objetivo desse experimento foi caracterizar a perda de gestação em vacas diagnosticadas com gestação simples ou gemelar. Os dados foram coletados por um veterinário experiente, semanalmente por ultra-sonografica transretal, de janeiro de 2005 a fevereiro de 2006.
Qual o efeito da infusão intra-uterina com antibiótico na reprodução de vacas de leite? Será que existem benefícios? Quais? Saiba tudo sobre o tema neste artigo!
- Correções no manejo nutricional e sanitário devem ser feitos antes do início do programa. Conforto animal é fundamental em todas as situações.<br><br>- Uma alta porcentagem das vacas deve estar ciclando no início do programa. Apesar dos protocolos induzirem ovulação e ciclicidade nas vacas em anestro, a taxa de concepção geralmente é maior em vacas ciclando.<br><br>- A taxa de prenhez é significativamente mais alta em vacas com escore de condição corporal acima ou igual a 2,5 do que em vacas com condição menor do que 2,5.<br><br>- As listas com os animais a serem tratados devem ser de fácil utilização, visualização e entendimento (por exemplo: ordenadas por lote e vaca). Todas a informações devem ser anotadas e atualizadas.
É fácil compreender que nada vale um bom manejo e um inseminador competente, treinado e comprometido se o sêmen utilizado não for de boa qualidade fecundante e sanitária. As empresas filiadas a ASBIA (Associação Brasileira de Inseminação Artificial) são registradas e fiscalizadas pelo Ministério da Agricultura, que credita qualidade e segurança nos padrões do sêmen comercializado. Por isso é importante sempre adquirir sêmen de empresas idôneas e filiadas a ASBIA.
Para a vaca ficar gestante é necessário: a vaca, o touro (sêmen), a detecção de cio e o inseminador, e para que se obter um bom desempenho reprodutivo, todos esses fatores tem que ser trabalhados com máxima eficiência. O inseminador é uma peça fundamental nesse processo, pois ele é responsável pela observação de cio e pelo ato de inseminar a vaca.
As características reprodutivas têm geralmente baixa herdabilidade: a maior parte da variação entre vacas se deve a fatores ambientais e não genéticos e a taxa seleção genética é menor que para características de maior herdabilidade. Apesar da baixa herdabilidade das características reprodutivas, estratégias genéticas podem ser utilizadas para elevação das taxas obtidas de prenhez.
A vaca de alta produção passa a apresentar aumento de temperatura corporal em temperatura ambiente de apenas 26,6 ºC. Como resultado, o estresse térmico causa problemas em quase todos os Estados Unidos, até mesmo em locais no extremo norte como Wisconsin (região fria). As vacas expostas ao estresse térmico apresentam queda no consumo de ração, redução na produção de leite, baixo nível de expressão dos sinais de estro e infertilidade.