O motor dessa transformação está nas águas do Pacífico, que sobem de temperatura semana após semana. O calor acumulado não fica apenas na superfície, mas atinge profundidades do mar onde as medições revelam marcas superiores às médias históricas. Esse imenso reservatório quente garante o combustível para alterar a circulação do ar em escala global, somando forças com o aquecimento dos oceanos Atlântico e Índico.
Na prática, a população de diversos continentes deve sentir os reflexos no dia a dia com a alta dos termômetros e a desregulação das chuvas. Na América do Sul, a previsão indica temperaturas muito elevadas do Norte ao Sul. No Brasil, o impacto tende a ser bastante dividido. Enquanto o Sul corre maior risco de encarar tempestades severas e acumulados volumosos de água, o Norte e o Nordeste tendem a viver estiagens mais rigorosas. Já o Centro-Oeste e o Sudeste devem conviver com chuvas falhas e sequências prolongadas de dias extremamente abafados.
Os efeitos mais impressionantes da força dos oceanos já começam a aparecer no céu. Imagens registradas por satélites espaciais mostraram três furacões avançando ao mesmo tempo pelo Pacífico Oriental, batizados de Lowell, Karina e Marie, todos com potencial para alcançar categorias elevadas de destruição. Um trio de tempestades dessa magnitude juntas na mesma região do oceano não era visto há mais de uma década, sinalizando que a grande quantidade de calor acumulada na água já começou a disparar eventos extremos em ritmo acelerado.
Foto: Nasa
Artigo escrito com informações do NOAA, G1 e CNN.
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