Perda de gestação em vacas Holandesas diagnosticadas com gestação simples ou gemelar

O objetivo desse experimento foi caracterizar a perda de gestação em vacas diagnosticadas com gestação simples ou gemelar. Os dados foram coletados por um veterinário experiente, semanalmente por ultra-sonografica transretal, de janeiro de 2005 a fevereiro de 2006.

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Este resumo foi publicado por N. Silva del Rio, J.D. Colloton, P.M. Fricke, no ADSA (Americam Dairy Science Association) Meeting realizado em julho de 2007, nos EUA.

O objetivo desse experimento foi caracterizar a perda de gestação em vacas diagnosticadas com gestação simples ou gemelar.

Os dados foram coletados por um veterinário experiente, semanalmente por ultra-sonografica transretal, de janeiro de 2005 a fevereiro de 2006. Somente de vacas diagnosticadas com fetos viáveis no exame realizado entre os dias 27 e 40 após a inseminação, foram re-examinadas entre os dias 48 e 82 e incluídas na análise de perda de gestação. Foram incluídas na análise final 468 gestações simples e 74 gestações gemelares

Das gestações simples, 60,9% eram no corno direito, com o corpo lúteo no ovário direito e 39,1% no corno esquerdo, com corpo lúteo no ovário esquerdo.

Das vacas com gestações gemelares, 69 apresentavam dois corpos lúteos, sendo que destas, 26,1% apresentavam dois corpos lúteos no ovário direito, 31,9% apresentavam dois corpos lúteos no ovário esquerdo e 42% apresentavam um corpo lúteo em cada um dos ovários.

Entre as vacas com gestação gemelar, 5 apresentavam apenas um corpo lúteo, destas 3 perderam um dos feto, uma perdeu os dois e uma manteve a gestação até o final. Nas vacas com gestação gemelar e dois corpos lúteos 8,6% (6/69) perderam um feto e 13,0% (9/69) perderam os dois fetos.

A perda de gestação foi maior (P<0,01) em vacas com gestação gemelar (25%) do que em vacas com gestação simples (4,9%). Foi verificado que as gestações gemelares são mais curtas do que as simples (276 vs. 281 dias, P< 0,05). As vacas com gestação gemelar precisaram de assistência ao parto com maior frequência (70 vs 30%) e apresentaram mais retenção de placenta (55 vs 29%).

Concluindo, a perda de gestação é maior em vacas com gestação gemelar e a perda de um dos fetos e manutenção de outro pode ocorrer.

Os mecanismos que levam à ocorrência de gestações gemelares ainda não são bem conhecidos, provavelmente estão relacionados com a alta produção de leite. Essas informações deixam claro a necessidade de se identificar as vacas com gestações gemelares, para que recebam maior atenção no peri-parto, pois tem mais probabilidade de apresentarem problemas.
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Material escrito por:

Ricarda Maria dos Santos

Ricarda Maria dos Santos

Professora da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Uberlândia. Médica veterinária formada pela FMVZ-UNESP de Botucatu em 1995, com doutorado em Medicina Veterinária pela FCAV-UNESP de Jaboticabal em 2005.

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José Luiz Moraes Vasconcelos

José Luiz Moraes Vasconcelos

Médico Veterinário e professor da FMVZ/UNESP, campus de Botucatu

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