Ricarda Maria dos Santos

RICARDA MARIA DOS SANTOS

Professora da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Uberlândia. Médica veterinária formada pela FMVZ-UNESP de Botucatu em 1995, com doutorado em Medicina Veterinária pela FCAV-UNESP de Jaboticabal em 2005.

Melhorando a reprodução de vacas leiteiras e mantendo alta produção de leite - Parte 1
03/07/2018

Melhorando a reprodução de vacas leiteiras e mantendo alta produção de leite - Parte 1

A seleção genética com ênfase somente em produção de leite e dos componentes do leite até o meio dos anos 1990 foi responsabilizada como um grande componente do declínio histórico na fertilidade do gado leiteiro nos EUA e em outras partes do mundo. Sabe-se que as características reprodutivas são negativamente correlacionadas com as características de produção, e a ênfase em produção de leite e componentes lácteos provavelmente aumentou o pool de genes que são deletérios para a reprodução adequada.

Exemplo de uma fazenda que está aproveitando as vantagens da seleção genômica
07/05/2018

Exemplo de uma fazenda que está aproveitando as vantagens da seleção genômica

As fazendas Ruann and Maddox Dairy possuem o maior rebanho registrado de gado Holandês dos EUA. Já produziram mais de 1500 vacas classificadas como excelente e mais de 10.000 classificadas como muito boas. Nos últimos três anos, 100% das bezerras nascidas são avaliadas genomicamente. Até agora já foram identificadas mais de 400 fêmeas com TPI genômico maior que 2.500, e 100 com TPI genômico maior que 2.700.

Futuro da reprodução dos rebanhos leiteiros - Parte 2
10/01/2018

Futuro da reprodução dos rebanhos leiteiros - Parte 2

Se a vaca não fica gestante na primeira inseminação, o menor intervalo para a segunda inseminação é o melhor cenário (Giordano et al., 2013). Se a vaca não gestante não é observada no cio de retorno, aproximadamente cinco semanas são perdidas entre a IA e o diagnóstico de gestação (35 dias) e um tempo adicional é perdido com o protocolo de ressincronização. Se a gestação pudesse ser diagnosticada mais cedo, isso poderia salvar tempo.

Futuro da reprodução dos rebanhos leiteiros - Parte 1
03/01/2018

Futuro da reprodução dos rebanhos leiteiros - Parte 1

Radar Reprodução: "As pesquisas nos próximos 100 anos vão focar na melhoria das tecnologias já existentes, para torná-las mais efetivas, mais acessíveis e fáceis de serem usadas em grandes fazendas. Importantes áreas para pesquisas vão buscar melhorar a fertilidade das vacas e do sêmen; a sincronização de cio; a detecção de cio; as tecnologias de produção de embriões e o diagnóstico precoce de gestação. A seleção genética vai buscar vacas de alta produção e com alta fertilidade e agora é o momento para se identificar as características que definem alta fertilidade das vacas leiteiras", por Ricarda Maria dos Santos, professora da UFU e José Luiz Moraes Vasconcelos, professor da UNESP de Botucatu.

Informação genômica para aumentar a fertilidade das vacas de leite - Parte 4
28/11/2017

Informação genômica para aumentar a fertilidade das vacas de leite - Parte 4

As novilhas de reposição são um dos maiores custos para os produtores comerciais, de modo que manter as novilhas erradas é um investimento perdido. Os animais que não possuem potencial genético não ficam gestantes e não permanecem no rebanho o suficiente para recuperar seus custos. Nem todas as novilhas representam uma melhoria genética. Então, quais animais eu mantenho ou compro e quais são os que eu devo descartar? Por Ricarda Maria dos Santos, professora da UFU e José Luiz Moraes Vasconcelos, professor da UNESP de Botucatu.

Informação genômica para aumentar a fertilidade das vacas de leite - Parte 3
24/10/2017

Informação genômica para aumentar a fertilidade das vacas de leite - Parte 3

Seção Reprodução: "Desenvolvido pelo USDA, o Mérito Líquido Vitalício (NM $) estima o lucro da vida combinando os rendimentos e as despesas de cada característica em uma medida precisa do lucro global relevante para os produtores de leite. O NM $ utiliza características economicamente relevantes relacionadas ao rendimento, saúde, longevidade e facilidade de parto", por Ricarda Maria dos Santos, professora da UFU e José Luiz Moraes Vasconcelos, professor da UNESP de Botucatu.

Informação genômica para aumentar a fertilidade das vacas de leite - Parte 2
10/10/2017

Informação genômica para aumentar a fertilidade das vacas de leite - Parte 2

"A taxa de prenhez das filhas (DPR) permite que os gerentes das fazendas meçam a rapidez com que suas vacas ficam gestantes novamente depois do parto, e é definida como a porcentagem de vacas não gestantes que ficam gestantes durante cada período de 21 dias. Um DPR de valor 1 implica que as filhas de um determinado touro são 1% mais propensas a ficarem gestantes durante esse ciclo estral do que as filhas de um touro com uma avaliação de valor 0", por Ricarda Maria dos Santos, professora da UFU e José Luiz Moraes Vasconcelos, professor da UNESP de Botucatu.

Informação genômica para aumentar a fertilidade das vacas de leite - Parte 1
28/09/2017

Informação genômica para aumentar a fertilidade das vacas de leite - Parte 1

Seção Reprodução: "A avaliação genética e a seleção no gado leiteiro se concentraram principalmente em características de produção, como a produção de leite e proteínas, durante muitos anos. A seleção genética resultou em uma vaca Holandesa norte-americana, nascida em 2014, que produz na media 14 mil quilos de leite em uma lactação a mais do que seus ancestrais nascidos em 1960. No entanto, a fertilidade e a saúde das vacas leiteiras não podem ser incluídas nessas histórias de sucesso, pelo menos ainda não. Entre 1960 e seu ponto baixo em 2000, a fertilidade fenotípica do gado leiteiro diminuiu 14,7 pontos percentuais, enquanto a fertilidade genética diminuiu 15,1 pontos percentuais", por Ricarda Maria dos Santos, professora da UFU e José Luiz Moraes Vasconcelos, professor da UNESP de Botucatu.

Nutrição, metabolismo e saúde uterina em vacas leiteiras pós-parto - Parte 2
21/06/2017

Nutrição, metabolismo e saúde uterina em vacas leiteiras pós-parto - Parte 2

Seção Reprodução: "O ambiente endócrino e metabólico da vaca em lactação afeta a capacidade da mesma para reconceber no pós-parto. Há uma ampla evidência de que os hormônios responsáveis pelos mecanismos homeorréticos que suportam o início da lactação também podem atuar sobre o ovário e o útero, afetando sua função antes e durante o período reprodutivo", por Ricarda Maria dos Santos, professora da UFU e José Luiz Moraes Vasconcelos, professor da UNESP de Botucatu.

Nutrição, metabolismo e saúde uterina em vacas leiteiras pós-parto - Parte 1
09/05/2017

Nutrição, metabolismo e saúde uterina em vacas leiteiras pós-parto - Parte 1

Seção Reprodução: "O aumento do equilíbrio energético e da taxa de entrada de glicose no início da lactação coordenam os mecanismos homeorréticos (mudanças coordenadas no metabolismo para conseguir suprir novos estados fisiológicos, que normalmente não sofrem influência da nutrição ou fatores externos). Esses mesmos mecanismos podem afetar o sistema reprodutivo que está sendo submetido a restauração durante os primeiros 30 dias pós-parto", por Ricarda Maria dos Santos, professora da UFU e José Luiz Moraes Vasconcelos, professor da UNESP de Botucatu.

Estratégias nutricionais para otimizar a eficiência reprodutiva - Parte 3
20/03/2017

Estratégias nutricionais para otimizar a eficiência reprodutiva - Parte 3

Seção Reprodução: "Alguns aminoácidos são limitantes para produção de leite, como evidenciado por aumento do rendimento de leite, proteína e porcentagem de proteína no leite depois da suplementação com aminoácidos específicos, protegidos da ação ruminal. Geralmente, os três primeiros aminoácidos na dieta de vacas leiteiras que são limitantes para a produção de leite são a metionina (Met), lisina (Lys) e histidina (His). Além disso, muitos aminoácidos podem ter efeitos positivos sobre processos fisiológicos independente de seus efeitos sobre a síntese de proteínas", por Ricarda Maria dos Santos, professora da UFU e José Luiz Moraes Vasconcelos, professor da UNESP de Botucatu.

Estratégias nutricionais para otimizar a eficiência reprodutiva - Parte 2
17/02/2017

Estratégias nutricionais para otimizar a eficiência reprodutiva - Parte 2

Seção Reprodução: "Um importante conceito que ainda precisa ser adequadamente testado é que o excesso de energia poderia resultar em superestimulação do folículo ou oócito, levando a subsequentes efeitos negativos sobre o desenvolvimento do embrião.Já foram demonstradas evidências de efeitos negativos da superalimentação sobre o desenvolvimento do embrião em estudo conduzido em ovelhas superovuladas que foram alimentadas com 2,2 vezes que os requerimentos de mantença. Houve piora da qualidade do embrião, mesmo em comparação a embriões de ovelhas subalimentadas (0,5 vez, ou 50% dos níveis de mantença)", por Ricarda Maria dos Santos, professora da UFU e José Luiz Moraes Vasconcelos, professor da UNESP de Botucatu.

Estratégias nutricionais para otimizar a eficiência reprodutiva - Parte 1
01/02/2017

Estratégias nutricionais para otimizar a eficiência reprodutiva - Parte 1

Seção Reprodução: "Ao longo do século passado, o aumento da produção de leite foi associado à piora do desempenho reprodutivo. Na última década, entretanto, houve melhora na reprodução, mesmo com o contínuo aumento da produção de leite. Pesquisas recentes e antigas indicam que ganhos em desempenho reprodutivo exigem otimização dos programas nutricionais, assunto a ser enfatizado neste texto, abordando quatro áreas específicas", por Ricarda Maria dos Santos, professora da UFU e José Luiz Moraes Vasconcelos, professor da UNESP de Botucatu.

Efeito das inflamações e da condição de saúde sobre o desenvolvimento e a fertilidade de gado de leite - Parte 2
21/11/2016

Efeito das inflamações e da condição de saúde sobre o desenvolvimento e a fertilidade de gado de leite - Parte 2

Seção Reprodução: "Os mecanismos biológicos que explicam as doenças que ocorrem no pós-parto, entretanto, não estão claramente entendidos. A maioria dos estudos é de natureza epidemiológica e a grande maioria está associado aos efeitos negativos de doenças durante o estágio inicial da lactação, com redução da taxa de prenhez por inseminação artificial ou com intervalos maiores até o início da gestação", por Ricarda Maria dos Santos, professora da UFU e José Luiz Moraes Vasconcelos, professor da UNESP de Botucatu.

Efeito das inflamações e da condição de saúde sobre o desenvolvimento e a fertilidade de gado de leite - Parte 1
28/10/2016

Efeito das inflamações e da condição de saúde sobre o desenvolvimento e a fertilidade de gado de leite - Parte 1

Seção Reprodução: "A queda na fertilidade da vaca de leite atual tem, provavelmente, origem multifatorial e está associada à alta produção de leite. A associação entre a baixa fertilidade e o aumento da produção podem ser considerados resultados das mudanças homeoréticas necessárias para sustentar a produção de leite, o que afeta diretamente os tecidos reprodutivos. A maior produção de leite está associada às mudanças fisiológicas que podem reduzir a fertilidade, tais como o agravamento do balanço energético negativo, concentrações plasmáticas de progesterona e estradiol menores, entre outros", por Ricarda Maria dos Santos, professora da UFU e José Luiz Moraes Vasconcelos, professor da UNESP de Botucatu.

Parâmetros produtivos e reprodutivos associados ao comportamento de estro - Parte 4
08/08/2016

Parâmetros produtivos e reprodutivos associados ao comportamento de estro - Parte 4

Seção Reprodução: "Alguns métodos de detecção de estro são observação visual, marcação da base da cauda com giz, detectores de pressão, pedômetros e sensores (Caraviello et al., 2006). A observação visual do estro exige maior intensidade de mão de obra e tem geralmente baixa eficiência (At-Taras e Spahr, 2001). IATF após manipulação hormonal do ciclo estral tem sido usada como alternativa para atingir metas reprodutivas sem necessidade de detecção de estro (Pursley et al., 1995) e resulta em maiores taxas de prenhez pelo maior número de vacas inseminadas", por Ricarda Maria dos Santos, professora da UFU e José Luiz Moraes Vasconcelos, professor da UNESP de Botucatu.

Parâmetros produtivos e reprodutivos associados ao comportamento de estro - Parte 3
08/07/2016

Parâmetros produtivos e reprodutivos associados ao comportamento de estro - Parte 3

Seção Reprodução: "Uma importante questão ainda sem resposta é se o comportamento de monta pode ser usado como padrão ouro para a expressão do estro (intensidade e duração), considerando os desafios enfrentados por vacas leiteiras em free-stalls e pisos de concreto para expressar a monta, atividade que causa significativo estresse sobre cascos e pernas. Um recente levantamento revelou que a taxa de detecção de estro (Denis-Robichaud et al., 2015) está abaixo de 50%, mas a proporção de vacas inseminadas mediante detecção de estro ainda se confunde com o uso de IATF", por Ricarda Maria dos Santos, professora da UFU e José Luiz Moraes Vasconcelos, professor da UNESP de Botucatu.

Parâmetros produtivos e reprodutivos associados ao comportamento de estro - Parte 2
10/06/2016

Parâmetros produtivos e reprodutivos associados ao comportamento de estro - Parte 2

Seção Reprodução: "O estro tem um importante efeito positivo sobre a fertilidade. Além disso, este efeito também parece estar associado à intensidade do estro, o que levanta uma série de dúvidas quanto aos detalhes dos mecanismos fisiológicos associados à melhora da fertilidade associada ao estro", por Ricarda Maria dos Santos, professora da UFU e José Luiz Moraes Vasconcelos, professor da UNESP de Botucatu.

Parâmetros produtivos e reprodutivos associados ao comportamento de estro - Parte 1
27/04/2016

Parâmetros produtivos e reprodutivos associados ao comportamento de estro - Parte 1

Seção Reprodução: "Ao longo dos últimos 30 anos, a observação da atividade de monta revela mudanças em manifestações comportamentais do estro, provavelmente devido à qualidade das instalações e maior confinamento das vacas. É claro que as vacas leiteiras modernas, considerando as atuais condições das fazendas leiteiras, não aceitam a monta com a frequência que seria necessária para a avaliação puramente visual do estro. As alternativas a serem consideradas são [...]", por Ricarda Maria dos Santos, professora da UFU e José Luiz Moraes Vasconcelos, professor da UNESP de Botucatu.

Efeito do estresse térmico durante o período seco no metabolismo da vaca periparto e subsequente produção de leite
19/01/2016

Efeito do estresse térmico durante o período seco no metabolismo da vaca periparto e subsequente produção de leite

Seção Reprodução: "Além dos efeitos do estresse térmico observados durante a lactação, diversos estudos recentes indicam que o estresse térmico de vacas secas também pode resultar em efeitos negativos persistentes sobre a produção na lactação subsequente e impactos adversos sobre a saúde durante a transição para a lactação. O presente trabalho traz uma rápida revisão de literatura sobre a resposta de vacas secas ao estresse térmico, particularmente uma série de estudos recentes realizados na Flórida, com o objetivo de sugerir intervenções de manejo para mitigar os efeitos observados no estresse térmico", por Ricarda Maria dos Santos, Professora da Faculdade de Medicina Veterinária da UFU e José Luiz Moraes Vasconcelos, Médico Veterinário e professor UNESP Botucatu

Doenças do periparto e desempenho reprodutivo
22/10/2015

Doenças do periparto e desempenho reprodutivo

Seção Reprodução: "O objetivo do artigo foi caracterizar a prevalência de doenças no periparto e seus efeitos no desempenho reprodutivo de vacas leiterias mantidas à pasto. Um total de 957 vacas multíparas em 2 fazendas (555 na fazenda A e 402 na fazenda B) foram avaliadas e as doenças caracterizadas", por Ricarda Maria dos Santos, Professora da Faculdade de Medicina Veterinária da UFU e José Luiz Moraes Vasconcelos, Médico Veterinário e professor UNESP Botucatu

As relações entre fertilidade e mudança da condição corporal e do peso corporal pós-parto em vacas leiteiras em lactação
30/07/2015

As relações entre fertilidade e mudança da condição corporal e do peso corporal pós-parto em vacas leiteiras em lactação

O período de transição, definido como o período de 3 semanas antes a 3 semanas após o parto, representa um desafio para vacas leiteiras pois a produção de leite e ingestão de materia seca (IMS) aumentam drasticamente nessa fase (Bell, 1995; Grummer, 1995; Herdt, 2000). Em algumas vacas, a falta de sincronização ideal desses dois processos podem resultar em balanço energético negativo (BEN; Herdt, 2000; Grummer, 2008), mobilização de gordura do tecido adiposo (Herdt, 2000;. Weber et ai, 2013) e perda de escore de condição corporal (ECC) e de peso corporal (PC) (Ferguson, 1996; Grummer e Rastan, 2003).[...]

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