Objetivos do manejo de pastagens de capim Tanzânia

Conheça os objetivos do manejo do capim tanzânia, lançamento da EMBRAPA que apresenta alta produção vegetal e facilidade de manejo.

Publicado por: MilkPoint

Publicado em: - 1 minuto de leitura

Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

Marco Antônio Alvares Balsalobre e Patrícia Menezes Santos

Um pasto bem manejado é aquele que se consegue colher elevadas quantidades de forragem de boa qualidade. Em áreas de azevém tem sido possível atingir até 85% de eficiência de pastejo (forragem consumida pelo animal em relação à forragem produzida), através da melhoria do manejo. Já em pastagens tropicais, esses valores estão entre 30 e 50%. O que determina a baixa eficiência de pastejo é o elevado nível de perdas de forragem, que ocorrem tanto durante o pastejo (pisoteio, resíduo pós pastejo) quanto durante o período de descanso (senescência).

A ação do trânsito dos animais sobre a planta forrageira, fazendo com que os perfilhos tombem e fiquem sujeitos ao pisoteio se torna mais significativa à medida que o pasto fica mais alto. Hillesheim (1987), por exemplo, determinou que se perdia 49 kg/ha de matéria seca para cada centímetro de aumento na altura do capim elefante. A altura do pasto está diretamente correlacionada ao desenvolvimento das hastes. Além disso, a presença das hastes pode reduzir a eficiência do sistema limitando a capacidade de colheita da forragem pelo animal (aumenta resíduo pós pastejo) ou reduzindo o valor alimentar da dieta (o consumo de haste é menor que o de folhas e seu valor nutritivo reduz mais rapidamente). Isso indica a necessidade de se buscar alternativas de manejo que permitam o controle do desenvolvimento das hastes no pasto. A Tabela 1 mostra a relação folha:haste do capim Tanzânia (Santos, 1997). Esses dados mostram que a presença das hastes se torna mais expressiva a partir de abril, quando os perfilhos se tornam reprodutivos.

Tabela 1 : Efeito do intervalo entre pastejos e do período na relação folha:haste do Tanzânia

Tabela 1


Médias seguidas das mesmas letras a,b e c nas linhas e das mesmas letras x, y e z nas colunas não diferem significativamente (p < 0,05). Fonte: Santos (1997) Os perfilhos das plantas forrageiras conseguem manter um número relativamente constante de folhas e, após ser atingido esse número, sempre que aparecer uma folha nova a mais velha irá senescer. Isso significa que quando a folha não é colhida em um determinado espaço de tempo, ela inevitavelmente morre. Deste modo, para reduzir as perdas por senescência, é necessário conhecer o tempo de vida das folhas, e os intervalos entre pastejos devem ser determinados de tal forma que a maior parte das folhas tenha pelo menos uma chance de ser colhida.

fonte: Marco Antônio Balsalobre e Patrícia Menezes Santos (PG-ESALQ/USP)
Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

Publicado por:

Foto MilkPoint

MilkPoint

O MilkPoint é maior portal sobre mercado lácteo do Brasil. Especialista em informações do agronegócio, cadeia leiteira, indústria de laticínios e outros.

Deixe sua opinião!

Foto do usuário

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração.

Qual a sua dúvida hoje?