Como andam os programas de melhoramento genético em bovinos leiteiros no Brasil?
Um dia desses, num grupo de discussão sobre potenciais projetos de pesquisa em bovinos leiteiros, muitos tópicos interessantes surgiram e várias idéias serão desenvolvidas em breve. No entanto, um ponto me chamou muita a atenção: o fato dos vários profissionais presentes terem opiniões bastante atípicas sobre a situação brasileira em melhoramento genético.
Publicado em: - 3 minutos de leitura
1. "O melhoramento existe sim, e a produção não aumentou porque precisamos melhorar o ambiente. Se a gente fornecer boas condições a vaca vai produzir."
2. "Não existe descarte por baixa produção em vacas leiteiras, pois toda novilha se torna produtora e reprodutora, devido à falta de novilhas de reposição, afinal o mercado produtor é crescente."
Diante destas duas frases afirmativas, pretendo realizar algumas considerações com vistas a possíveis discussões sobre o melhoramento em vacas leiteiras no Brasil.
Tal afirmação de que o melhoramento genético no Brasil existe sendo efetivo, merece grandes ressalvas. Isto pode ser verdadeiro para rebanhos mantidos sob condições muito atípicas às condições de produção nacional, e incluo aí os maiores produtores de leite do país. Não consigo vislumbrar tal ganho genético, pelo simples fato que nossa produção média diária está praticamente estagnada há mais de 30 anos, sendo da ordem de 1000-1200 kg/vaca ao ano. E a cada ano aumenta o volume das importações de sêmen de touros de raças especializadas para produção leiteira. Aumenta-se também a diversidade de raças importadas, com variedades e muitos adjetivos associados, sempre com promessas salvadoras e milagrosas.
Inúmeros artigos sobre a existência da interação do genótipo com o ambiente me proíbem de aceitar, como adequada e eficiente, uma prova "integrada" mundialmente, no qual a grande parte dos países envolvidos está situada em zonas de climas temperados. Parece-me muito mais um comodismo e esperança de lucro rápido com pequeno volume de investimento em avaliações genéticas nacionais.
Um teste de progênie, com um bom número de touros avaliados, seja ele promovido por órgãos governamentais ou por empresas privadas, não vem sendo realizado em nosso país. Não avaliamos os touros que são efetivamente necessários, como se faz em países como EUA e Canadá. As poucas iniciativas, que são pioneiras e heróicas, não refletem a magnitude do rebanho leiteiro do Brasil, nem seriam suficientes para suprir uma parte considerável do mercado potencial. E olhem que o sêmen importado parece ser tão bom para os criadores e órgãos brasileiros, quanto pode ser para os criadores americanos e canadenses onde os touros são testados!
Quanto a fornecer melhores condições à vaca para produzir, isso é inegável, no entanto, a contribuição que o melhoramento genético deve fornecer não deve depender da melhoria de ambiente. Um bom exemplo do que estamos falando, é a longevidade das vacas leiteiras, o interesse e importância que vários de nossos colegas tem atribuído ao referido assunto (ver 1, 2, 3, 4, 5 entre outros), se deve simplesmente ao fato de nossas vacas leiteiras especializadas não serem especializadas para as nossas condições de criação e manejo.
Quanto à afirmação da ausência de seleção, devido ao uso da totalidade das novilhas criadas, nada mais que corrobora o fato da ineficiência dos atuais caminhos para melhorar o rebanho leiteiro, pois julgar que todas as fêmeas nascidas, apenas por serem filhas de reprodutores "provados", é um engodo, mesmo que diante de um mercado comprador. Se assim o fossem, as constantes importações de material genético teriam surtido efeito há muitos anos.
Acredito que tal problema possa estar muito ligado à baixa longevidade produtiva e reprodutiva e ou alta morbidade, na qual as vacas adultas tem sido descartadas por outros motivos que não a sua pouca produtividade.
A solução para isso me parece simples. Não pequena, mas simples: planejar, organizar e implantar um ou mais programas de avaliação genética em condições brasileiras, que levem em consideração a diversidade e a realidade do processo produtivo nacional, assim como o tamanho efetivo do rebanho leiteiro e a demanda por material genético específico para as condições nacionais.
O primeiro passo deveria ser algo como o levantamento da realidade e necessidades eminentes da cadeia produtiva do leite, com foco nos rebanhos leiteiros. Algo como é realizado periodicamente pelo USDA, com os quais relacionam as principais causas de descarte de suas vacas e apenas depois indicam os possíveis caminhos pra solucionar os problemas. Não basta, portanto, estudar e indicar técnicas e procedimentos a esmo.
1. http://www.milkpoint.com.br/?noticiaID=49053&actA=7&areaID=61&secaoID=182
2. http://www.milkpoint.com.br/?noticiaID=49113&actA=7&areaID=61&secaoID=184
3. http://www.milkpoint.com.br/?noticiaID=36674&actA=7&areaID=61&secaoID=171
4. http://www.milkpoint.com.br/?noticiaID=17717&actA=7&areaID=61&secaoID=171
5. http://www.milkpoint.com.br/?noticiaID=17966&actA=7&areaID=61&secaoID=171
Material escrito por:
Gerson Barreto Mourão
Professor de Genética e Melhoramento Animal na ESALQ/USP. Publicou mais 80 artigos científicos. É editor associado da Scientia Agricola, da revista Visão Agrícola e bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq
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SALVADOR - BAHIA
EM 05/05/2009
Ao que me parece, embora nessa discussão haja dois polos contrários, acredito que ambos partem de premissas absolutamente verdadeiras: i) o melhoramento genético do gado leiteiro evoluiu muito no Brasil; e ii) a melhora da produção leiteira nacional evolui (se é que evolui!) a passos de tartaruga.
O que ocorre, no meu sentir, é que os esforços empregados no melhoramento genético do gado leiteiro tem-se voltado, exclusivamente, ao desempenho máximo de produção leiteira dos animais, deixando de lado características outras que melhorem a rentabilidade da atividade. Maior produtividade não significa, necessariamente, maior rentabilidade do negócio.
Com efeito, tem-se privilegiado a "criação" de animais de altíssimo desempenho (em kg de leite), mas que, economicamente, pelos custos envolvidos na sua criação, não são viáveis para a produção e comercialização de leite. Para alcançar a produtividade atingida pelo gado de elite geneticamente melhorado é preciso mantê-los em condições absolutamente incompatíveis com a realidade brasileira. Não tenho visto, por exemplo, ofertas de semen ou embriões de animais cuja característica marcante seja boa produção de leite a pasto, sem necessidade de tanta complementação alimentar. Vejo, apenas, "propagandas" no sentido de que tal ou qual animal doador de semem ou embrião vem de uma linhagem recordista em produção de leite! Mas, em que condições?
O apego à pureza das raças também se apresenta, na minha opinião, como fator que atravanca a melhora da produtividade. Tem-se valorizado mais as características fenotípicas que o genótipo dos animais. Por que animais, para serem valorizados, devem ser P.O.? O desprezo aos cruzamentos de raças distintas, com características que, somadas, resultariam em animais mais rentáveis é, de igual modo, um fator que atravanca o crescimento da rentabilidade da produção de leite no Brasil.
Enfim, não sou criador nem tenho formação relacionada à área (sou apenas um advogado) mas, na minha pretensão de começar nessa atividade, tenho lido alguns textos e visitado algumas fazendas, leilões e exposições, experiências que me levaram à conclusão acima esposada. Peço desculpas se disse alguma besteira e peço que me corrijam se estiver errado.
Abraço a todos.

CASTRO - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO
EM 18/04/2009
CURITIBA - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO
EM 17/04/2009
Parabéns pelo seu artigo e me desculpe pela minha tardia participação no debate que o seu artigo gerou.
Gostaria de salientar que concordo com a sua afirmação de que poucas vacas são descartadas por baixa produção de leite nos rebanhos brasileiros. Nosso grupo aqui no Paraná acaba de completar um projeto nesta linha de pesquisa em 21 rebanhos na bacia leiteira de Arapoti e entre as 1.926 vacas descartadas em 2007 e 2008 nestes rebanhos, somente 4,3% das vacas foram descartadas por baixa produção de leite, sendo somente a sexta principal razão de descarte! Esperamos que estes dados sejam apresentados na íntegra na próxima Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Zootecnia no próximo mês de julho em Maringá.
Por que os rebanhos brasileiros fazem pouca seleção para produção de leite? Na minha modesta opinião, em parte porque a maioria dos rebanhos ainda está em expansão (e assim seguram demasiadamente vacas pouco produtivas). O pequeno descarte por baixa produção de leite também se justifica pelo elevado descarte por razões involuntárias, quando o produtor se vê obrigado a descartar determinadas vacas (problemas reprodutivos, mastite e alta CCS, problemas podais, etc). E também acredito que a idade ao primeiro parto dos nossos rebanhos ainda é alta (27-30 meses em rebanhos especializados do PR); o que atrasa o início da vida produtiva de fêmeas jovens e obriga o produtor a reter excessivamente vacas mais velhas de menor mérito produtivo.
Obrigado Gerson pela oportunidade de contribuir no debate e novamente parabéns pelo seu artigo.
Prof. Rodrigo de Almeida
Universidade Federal do Paraná

ARAÇATUBA - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 17/04/2009
Após leitura deste artigo, me senti obrigado a deixar aqui o meu depoimento a respeito, tendo em vista a minha experiencia e conhecimento do ramo, uma vez que sou veterinario, trabalho com produtores de leite desde 1995, trabalhei como veterinario e gerente da Fazenda Serramar (28000 lts-dia) e atualmente dou assistencia a varios produtores de leite de Araçatuba e regiao.
Vale ainda dizer que trabalhei com pequenos produtores de leite, em um projeto de IA da Prefeitura de Araçatuba e pude perceber em um mesmo nivel de produtores, resultados totalmente diferentes em relaçao ao melhoramento genetico. Bem, muitos foram excluidos pela falta de sanidade. Outros perguntavam se tinha semen de nelore. Outros nao separavam o touro anelorado das vacas. Outros falavam que observar o cio da muito trabalho. Aqueles poucos que seguiram em frente obtiveram sim uma evoluçao genetica no rebanho, refletindo em aumento da produçao. Os que ficaram olhando depois lamentaram.
Sei que se trata de uma situaçao vivida aqui em Araçatuba, mas creio que nao é diferente no restante do pais. Claro que o ideal seria termos provas nacionais, desde que tivessem o minimo de confiabilidade, por exemplo: produçao das vacas gir impressas nos catalogos de semen (12mil, 13mil Kg por lactaçao), media de +ou-40Kg em 305 dias.
Aproveitando, conformação está diretamente relacionada com producao. Concluindo, o melhoramento genetico passa por outros caminhos, alem da cervix da vaca.
Obrigado.
PIRACICABA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO
EM 11/03/2009
Agradeço suas palavras e importantes colocações. Nossos esforços de pesquisa estão voltados com o foco em resultados e tecnologia sustentável, mas que deve obrigatoriamente ser desenvolvida em condições brasileiras, por técnicos que acreditem no Brasil e em seu sistema produtivo.
Certamente, sua região pode a partir de sua iniciativa e de seus congeneres se beneficiar de uma possível articulação para o desenvolvimento do melhoramento de seus animais, sempre com foco real em seus problemas e realidade.
Se necessitar de nossa colaboração para tanto, podemos participar e colaborar com tais ações.
Atenciosamente,
Prof. Dr. Gerson Barreto Mourão
UMIRIM - CEARÁ
EM 02/03/2009
Concordo plenamente quando afirmas que a pecuária leiteira brasileira está completamente desassistida quanto ao quesito melhoramento genético de seus rebanhos. O que vemos em nosso país é uma gama de propriedades, umas eficientes outras nem tanto, do ponto de vista produtivo. Essas propriedades em sua grande maioria, nas diversas regiões do país, não têm comunicação entre sí, o que é sabido por todos nós da total falta de contato entre produtores e até mesmo entre vizinhos. Toda essa situação corrobora com suas afirmações da ausência dessa importante ferramenta para o progresso produtivo dos nossos rebanhos leiteiros.
Particularmente, sofro diretamente com esse mal. Pois temos alguns animais da raça holandesa em produção a pasto e sinceramente o máximo que nos conseguem oferecer é o touro tal que vai melhorar isso ou aquilo, de forma muito superficial. Sei o quanto estamos perdendo, mas como falei a estrutura do sistema é cavernosa. Desculpa pelo desabafo, mas acredito que um dia, no longo prazo, teremos um setor mais organizado que também se preocupará com genética apropriada para os mais diversos sistemas de produção.
Estive em Carlos Barbosa, RS, em 2004 e vimos algum trabalho de seleção, feito pelos técnicos da cooperativa Santa Clara, visando conhecer os resultados dos touros utilizados naquela região. Mais uma vez parabéns pela iniciativa das suas considerações.
Atenciosamente,
Cleber Medeiros Barreto
PIRACICABA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO
EM 02/03/2009
Com o devido respeito lhe dirijo esta carta:
A base de minhas afirmações são os artigos científicos publicados pelos pesquisadores brasileiros, ressalta-se que os mesmos são recentes, mas principalmente baseados em dados e informações coletados até o início dos anos 2000. Com base nestes, infelizmente, não existe comprovação científica das suas afirmações.
Quanto aos testes de progênies existentes, sobretudo para a raça Holandesa, qual é a fração de sêmen comercializado destes touros? Melhoramento não pode ser feito apenas no papel, logo é muito importante,
além de pertinente a questão de publicidade sobre os touros nacionais. Afinal, "Porque será que jogam contra ao desenvolvimento de nossa
genética?". Meu artigo trata, exatamente, sobre isso!
Como se sabe, dados fenotípicos não comprovam ganhos genéticos, pois sofrem enorme viés dos sistemas de produção entre outros, logo da forma
como é colocado, suas informações pode nos induzir à um cenário muito positivo. Sendo o rebanho da referida raça crescente, como explica a não evolução do rebanho como um todo. Afinal a cada ano temos mais vacas holandesas em produção. Não deveríamos esperar por aumento na produção média do rebanho
nacional? O modismo de raças e outras técnicas, pra mim, são pura jogada de publicidade, e as organizações e órgãos governamentais sérios deveriam
atuar pra esclarecer os todos os produtores.
Quanto ao USDA e suas propostas, foi apenas pra refletir sobre algo que precisa ser feito; pelo menos lá é feito!
Artigos científicos que utilizaram informações da vacas da raça Holandesa, criadas no Brasil, que sustentam minha colocações:
Ferreira et al (2006) (http://www.scielo.br/pdf/abmvz/v58n4/a23v58n4.pdf):
As estimativas de tendência genética obtidas estão muito aquém do teoricamente possível, sugerindo que as práticas de seleção no período não foram adequadas. Possivelmente, a ênfase para características diferentes da produção de leite tenha contribuído para os baixos valores encontrados.
Além disso, em razão da inexistência de teste de touros jovens na população, a seleção de pais e mães de touro foi pouco enfatizada.
Glória et al (2006)(http://www.scielo.br/pdf/%0D/abmvz/v58n6/24.pdf): A utilização de sêmen de touros provados em avaliações genéticas utilizando
populações de raça pura nos países de clima temperado não se justifica para produção de animais cruzados em países de clima tropical.
Boligon et al (2005) (http://www.scielo.br/pdf/rbz/v34n5/26631.pdf) Embora
positivos, os ganhos genéticos para produções de leite e de gordura foram baixos, indicando que, caso tenha havido, os processos seletivos nestes rebanhos não foram eficientes, refletindo a necessidade de implementação de programas de melhoramento que utilizem touros com valores genéticos altos e positivos para estas duas características. A tendência genética
negativa estimada para a porcentagem de gordura indica que o ganho obtido para as características de produção não foi transferido para a qualidade
do leite, sugerindo a necessidade de programas de incentivo, como os de pagamento pela qualidade, para que o produtor considere estes quesitos ao
tomar decisões sobre a aquisição de sêmen e/ou de reprodutores.
Weber et al (2005)( http://www.scielo.br/pdf/rbz/v34n2/25463.pdf) A
heterogeneidade observada nos componentes de variância e, conseqüentemente, nos coeficientes de herdabilidade sugerem que o resultado esperado como conseqüência da seleção, poderá não se confirmar nos diferentes níveis, comprometendo, portanto, a eficiência da seleção e frustrando a expectativa de ganho genético do produtor. Portanto, no ato de escolha do sêmen e/ou reprodutores, este fato deve ser considerado.
Durães et al. (2001) (http://www.scielo.br/pdf/rbz/v30n1/5436.pdf): Em
virtude da baixa tendência genética tanto para leite quanto para gordura observada, pode-se deduzir que os aumentos das médias de produção ocorreram principalmente pela melhoria de manejo e alimentação dos animais. Todavia, pode-se concluir que na década de 90 os produtores selecionaram touros com maior capacidade de transmissão para
características produtivas, em relação aos utilizados na década de 80, refletindo o interesse no aumento da capacidade de produção de seus animais. Porém, apesar da disponibilidade de sêmens importados de touros provados no mercado nacional, a escolha e o uso deles são feitos com pouca ênfase em características de produção, possivelmente pela inclusão de características não produtivas, como as de conformação, no programa de seleção. Portanto, o monitoramento periódico de rebanhos leiteiros
torna-se importante para avaliar a tendência genética ocorrida no período e serve para alertar os produtores sobre a necessidade de reavaliar o seu programa de seleção.
PIRACICABA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO
EM 24/02/2009
Suas colocações vão de encontro às nossas idéias para o desenvolvimento da pesquisa, que num futuro não muito distante, poderão trazer resultados e respostas para o setor.
É fato que muitas das pesquisas e políticas dirigidas ao setor e até mesmo a visão de muitos de nossos dirigentes é ultrapassada, muitas vezes com foco minúsculo ou desfocado. As vezes buscam a isenção dizendo que o problema é de outra esfera.
Por fim, as pesquisas e ações deveriam focar e ter como beneficiário, o sistema de produção leiteira brasileiro.
Fico grato pelo apoio, crítica e colocações.
Gerson Barreto Mourão (ESALQ/USP)

JACAREÍ - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 17/02/2009
O desenvolvimento genético anda muito bem!
Pelo menos na raça Holandesa no Brasil.
Temos números comparáveis e superiores a de países desenvolvidos, berço da raça (Europa / Holanda).
A ABCBRH (Ass. Bras. de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa) em conjunto com a EMBRAPA (Gado de Leite), bem como, outras raças leiteiras no Brasil, cito Girolanda e a Gir Leiteiro, tem obtido avanços significativos e surpreendentes no desenvolvimento genético.
Se da porteira para fora quase nada funciona na cadeia láctea no Brasil, é outro problema e outra discussão.
O Teste de Progênie existe e é funcional para o produtor que sabe ler, interpretar e escrever (a grande minoria).
Se existe a falta de interesse, ou mesmo o marketing contra o comércio do material genético dos Touros Nacionais, também é outro problema e outra discussão.
Vamos aos dados da raça holandesa no Brasil nos últimos 10 anos.
Lactação média da raça no ano de 1.999 de 7.532 kg.
Lactação média da raça no ano de 2.008 de 9.074 kg.
Classificação Linear média da raça no ano de 1.999 de 81,47 pontos.
Classificação Linear média da raça no ano de 2.008 de 82,21 pontos.
Números de Registros feitos de 1.999 até 2.008, total de 431.176.
Nossos dados mostram um total de 450.000 animais registrados e vivos no dia de hoje.
Quem indica técnicas a esmo, são os mesmos que jogam contra a união do produtor nacional esclarecido e da Embrapa (Gado de Leite) para a evolução das raças leiteiras.
Porque será que jogam contra ao desenvolvimento de nossa genética?
Conheço os USA e a USDA. Quando chegarmos próximos do nível de organização norte americanos, aí então podemos pensar em algo próximo, porém mambembe, da USDA.

JACAREÍ - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 17/02/2009
O desenvolvimento genético anda MUITO BEM!
Pelo menos na raça Holandesa no Brasil.
Temos números comparáveis e superiores a de países desenvolvidos, berço da raça (Europa / Holanda).
A ABCBRH (Ass. Bras. de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa) em conjunto com a EMBRAPA (Gado de Leite), bem como, outras raças leiteiras no Brasil, cito Girolanda e a Gir Leiteiro, tem obtido avanços significativos e surpreendentes no desenvolvimento genético.
Se da porteira para fora quase NADA funciona na cadeia láctea no Brasil, é outro problema e outra discussão.
O Teste de Progênie existe e é funcional para o produtor que sabe ler, interpretar e escrever (a grande minoria).
Se existe a falta de interesse, ou mesmo o marketing contra o comércio do material genético dos Touros Nacionais, também é outro problema e outra discussão.
Vamos aos dados da raça holandesa no Brasil nos últimos 10 anos.
Lactação média da raça no ano de 1.999 de 7.532 kg.
Lactação média da raça no ano de 2.008 de 9.074 kg.
Classificação Linear média da raça no ano de 1.999 de 81,47 pontos.
Classificação Linear média da raça no ano de 2.008 de 82,21 pontos.
Números de Registros feitos de 1.999 até 2.008, total de 431.176.
Nossos dados mostram um total de 450.000 animais registrados e vivos no dia de hoje.
Quem indica técnicas a ESMO, são os mesmos que jogam contra a união do produtor nacional esclarecido e da Embrapa (Gado de Leite) para a evolução das raças leiteiras.
Porque será que jogam contra ao desenvolvimento de nossa genética?
Conheço os USA e a USDA.
Quando chegarmos próximos do nível de organização Norte Americanos, aí antão podemos pensar em algo próximo, porem mambembe da USDA.
Antonio Vilela Candal

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 15/02/2009
Pelo menos quatro grupos de bovinos devem ser analisados separadamente: europeu leiteiro (basicamente o holstein); indiano leiteiro (o gir leiteiro, que é mais destinado para cruzamentos do que para a produção de leite); os mestiços em geral, grande contingente nas pequenas propriedades; o girolando "oficial", formado a partir dos regulamentos do Ministério da Agricultura. Em cada um desses grupos (sobretudo nos dois últimos) há ainda a subdivisão representada por diferentes sistemas de manejo e diferentes enfoques quanto a melhoramento genético. O ataque simultâneo a todos esses estratos certamente seria complexo, muito caro e trabalhoso e, portanto, de difícil viabilidade e resultados incertos.
Uma diretriz nacional a ser adotada regionalmente pelas entidades ligadas (sejam oficiais ou particulares) aos produtores, com as devidas adaptações para as diversas situações, parece-me o melhor, senão o único caminho para a gradativa melhoria. Já conhecemos iniciativas de indústrias do setor que procuram incentivar seus fornecedores com programas de distribuiçaõp de sêmen e, recentemente, mesmo de bezerras obtidas por FIV para melhoria genética dos rebanhos.
Em Minas Gerais há o programa oficial do governo, o Pró-genética (concebido inicialmente para financiamento de reprodutores zebus PO, de corte ou leite) mas que posteriormente incorporou a possibilidade de financiar a aquisição de touros PS (Puros Sintéticos, incluindo os Girolando registrados) para pequenos produtores, sob a orientação da EMATER-MG.
Iniciativas do tipo, acredito, são o caminho para a melhoria. E, insisto, a análise da evolução deve sempre ser feita para cada um dos estratos, pelo meno dividindo em faixas de volume de produção. A partir daí, identificar aonde e como a melhoria genética, combinada com o ambiente e o manejo, pode ter maior sucesso e rapidez.
Abraço.
Roberto Melo Carvalho