Segundo Emerson Diniz, Head de Desenvolvimento de Negócios da companhia, o trabalho da empresa ultrapassa o simples fornecimento de insumos básicos. "Nosso papel é ajudar os clientes a capturar oportunidades de crescimento, melhorar a eficiência dos processos e desenvolver produtos alinhados às necessidades dos consumidores", afirma o executivo, ressaltando o uso de culturas, enzimas e probióticos para gerar valor em toda a cadeia de produção e antecipar tendências econômicas.
Um dos principais gargalos enfrentados atualmente pelo mercado de iogurtes bebíveis de alta proteína envolve a relação direta entre a concentração proteica e o aumento da viscosidade. Bebidas com alto teor desse nutriente tendem a ficar excessivamente espessas, prejudicando tanto a experiência de consumo quanto o processamento nas fábricas. Para solucionar essa questão, a enzima Galaya® Smooth foi introduzida no mercado como uma protease de alta especificidade. Diniz explica que a tecnologia atua promovendo uma hidrólise controlada das proteínas lácteas, transformando-as em peptídeos mais longos e solúveis. "Isso enfraquece de forma seletiva a rede proteica responsável pelo aumento da viscosidade, mantendo a fluidez do produto", pontua o porta-voz.
Outro aspecto técnico relevante dessa hidrólise restrita é a prevenção de sabores indesejados na formulação. Enzimas convencionais frequentemente geram pequenos peptídeos associados ao amargor, problema que a nova biossolução busca minimizar para preservar a qualidade sensorial do alimento. Na prática das linhas de produção, a adoção da tecnologia viabiliza o desenvolvimento de iogurtes bebíveis com até 12% de proteína, além de facilitar processos industriais primários como o bombeamento, a mistura e o envase. Produtores enxergam nessa alternativa uma forma de ampliar seus portfólios proteicos sem depender exclusivamente de ingredientes de alto custo ou de disponibilidade restrita.
Paralelamente às inovações em bebidas, o segmento de queijos recebe aportes focados no aumento de rentabilidade fabril por meio da solução YieldMAX™ Plus. Tradicionalmente, elevar o rendimento na fabricação de queijos levanta preocupações sobre possíveis danos à textura ou ao desempenho tecnológico da coalhada. Contudo, a nova solução atua de forma integrada sobre as frações proteica e lipídica do leite. O mecanismo promove uma retenção superior de gordura, proteína e umidade, fortalecendo a organização estrutural. Como resultado, os componentes do leite são incorporados ao produto final sem que o ganho de volume se restrinja apenas ao acréscimo de água.
Estudos industriais recentes conduzidos pela companhia demonstram impactos quantitativos diretos dessa eficiência produtiva. Foram registrados ganhos de rendimento de até 4,8% no queijo Minas Frescal e de até 5,3% no queijo Coalho, acompanhados por uma redução na necessidade de gordura e proteína por quilograma produzido. Para o queijo Coalho especificamente, a análise técnica apontou um aumento de 14,7% na firmeza da massa, preservando atributos funcionais fundamentais para sua comercialização. Considerando que o leite representa a maior parcela do custo industrial de um laticínio, produzir mais queijo com o mesmo volume de matéria-prima afeta positivamente a competitividade comercial do negócio. "O resultado é que os ganhos de rendimento não vêm simplesmente do aumento de umidade, mas do melhor aproveitamento dos constituintes do leite", destaca Diniz.
Durante as etapas de validação e inserção no mercado, a receptividade da indústria às duas tecnologias tem se mostrado expressiva, justificada pela combinação de ganhos operacionais e financeiros. Ambas as biossoluções, embora operem em categorias distintas, compartilham o objetivo prático de superar limitações técnicas do setor lácteo. A empresa interpreta o interesse do mercado não apenas como adoção de produtos, mas como um endosso a uma filosofia focada em ciência aplicada. "Olhando para o futuro, continuaremos investindo no desenvolvimento de biossoluções que combinem produtividade, qualidade, sustentabilidade e inovação", conclui o Head de Desenvolvimento de Negócios, avaliando que os avanços do setor exigirão uma integração cada vez mais rigorosa entre microbiologia e ciência de alimentos.
De 27 a 28 de outubro no Bourbon Resort em Atibaia/SP, o Dairy Vision contará com a presença de mais de 500 executivos do setor e palestras sobre inovação, tendências e o Fórum MilkPoint Mercado.