Como desdobramento prático dessa direção, surgiu o projeto "Brincar Sustentável", uma iniciativa focada na inserção da educação ambiental na rotina infantil. Desenvolvida em conjunto com a Fundação de Meio Ambiente de Içara (FUNDAI) e escolas municipais da região de Santa Catarina, a ação propõe a conversão de materiais recicláveis em ferramentas pedagógicas. A escolha pelo público infantil ocorre sob a premissa de que o aprendizado prático tem maior chance de enraizamento. Segundo representantes da marca, a principal motivação do projeto derivou da constatação de que "a educação ambiental pode ser mais efetiva quando trabalhada desde a infância, de forma prática, lúdica e conectada à realidade das crianças".
Briquedos desenvolvidos nas esoclas E.M.E.F. Quintino Rizzieri e E.M.E.F. Theóphilo Cassemiro Silveira - Foto: Eskimó
Durante as dinâmicas educacionais, os estudantes são encorajados a atuar no processo de reaproveitamento, ressignificando objetos que seriam destinados ao lixo comum. Para a Eskimó, transformar um tema técnico em algo atrativo para os alunos é um desafio logístico que pode ser superado pelo aspecto lúdico. Ao utilizar o descarte como matéria-prima, conceitos sobre separação de resíduos e economia circular ganham um formato visual. Com a mudança de perspectiva, os idealizadores do projeto notaram que, quando "o resíduo se transforma em brinquedo, ele deixa de ser percebido apenas como 'lixo' e passa a ser associado à possibilidade de criar, brincar e aprender".
Engajar o ecossistema escolar exige planejamento para respeitar as diretrizes das instituições, demandando um esforço conjunto entre poder público, educadores e iniciativa privada. Desde a implementação da atividade, observou-se que o impacto transcende os limites acadêmicos, transformando as crianças em agentes multiplicadores de conhecimento no ambiente familiar. A empresa relata que "a educação ambiental ganha maior significado quando as crianças deixam de ser apenas receptoras de informações e passam a participar ativamente da transformação dos resíduos", dinâmica que também favorece a colaboração coletiva em sala de aula.
Para a Eskimó, a responsabilidade corporativa vai além da mitigação de danos produtivos, uma vez que representa "reconhecer que a sustentabilidade não se resume à gestão dos impactos ambientais da operação". Para o futuro, o objetivo da companhia é expandir a atuação para novas unidades de ensino, buscando consolidar o modelo como uma ferramenta permanente de cidadania e formação de uma geração alinhada à preservação ambiental.
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