Logo do site MilkPoint
Entrar
  • NOTÍCIAS & MERCADO
    GIRO DE NOTÍCIASPANORAMA DE MERCADOCONCEITOS DE MERCADOMILK EXPRESS
  • PREÇO DO LEITE
  • COLUNAS
  • MILKPLAY
  • ARTIGOS
    PRODUÇÃO DE LEITEINDÚSTRIA DE LATICÍNIOSESPAÇO ABERTOE-BOOKSCRUZADINHA
  • EVENTOS
    MILK PRO SUMMITINTERLEITE BRASILDAIRY VISIONFÓRUM MILKPOINT MERCADOPRÓXIMOS EVENTOS
  • TOP 100
  • EMPRESAS
    CEVA: JUNTOS, ALÉM DA SAÚDE ANIMALDELAVAL - PRODUÇÃO DE LEITE EFICIENTEMSD SAÚDE ANIMAL - MAXI-LEITENOVIDADES DOS PARCEIROS
  • MILKIA
  • CONTATO
    NEWSLETTERANUNCIEENVIAR UM ARTIGOFALE CONOSCOTRABALHE CONOSCOQUEM SOMOS
Acesse sua conta Ou cadastre-se
INÍCIO
NOTÍCIAS & MERCADO
GIRO DE NOTÍCIASPANORAMA DE MERCADOCONCEITOS DE MERCADOMILK EXPRESS
PREÇO DO LEITE
COLUNAS
MILKPLAY
ARTIGOS
PRODUÇÃO DE LEITEINDÚSTRIA DE LATICÍNIOSESPAÇO ABERTOE-BOOKSCRUZADINHA
EVENTOS
MILK PRO SUMMITINTERLEITE BRASILDAIRY VISIONFÓRUM MILKPOINT MERCADOPRÓXIMOS EVENTOS
TOP 100
EMPRESAS
CEVA: JUNTOS, ALÉM DA SAÚDE ANIMALDELAVAL - PRODUÇÃO DE LEITE EFICIENTEMSD SAÚDE ANIMAL - MAXI-LEITENOVIDADES DOS PARCEIROS
MILKIA
CONTATO
NEWSLETTERANUNCIEENVIAR UM ARTIGOFALE CONOSCOTRABALHE CONOSCOQUEM SOMOS
  • Acesse o MilkPoint Ventures MilkPoint Ventures
  • Acesse o CaféPointCaféPoint
  • Acesse o MilkPoint Mercado MilkPoint Mercado
  • Acesse o Milk Monitor Milk Monitor
  • Acesse o MapLeite MapLeite
Leia a edição completa
  1. Início >
  2. Indústria de laticínios

Kefir de leite e seus potenciais benefícios à saúde

O kefir é um leite fermentado ácido, levemente alcoólico e de consistência cremosa, resultante da produção de ácido lático, gás carbônico e álcool. Leia!

Publicado por: vários autores

Publicado em: 10/01/2022 - 7 minutos de leitura

Ícone para ver comentários 1
Ícone para curtir artigo 10

O kefir é um leite fermentado ácido, levemente alcoólico e de consistência cremosa, resultante da produção de ácido lático, gás carbônico e álcool durante o processo de fermentação desenvolvido por diversos microrganismos atuando simbioticamente.

Acredita-se que o kefir teve origem nas montanhas do Cáucaso há mais de 2000 a. C. Os caucasianos observavam que o leite, transportado em bolsas de couro, se transformava naturalmente em uma bebida refrescante e efervescente. Ao longo dos anos, com o aumento do conhecimento da sua tecnologia e benefícios para a saúde, a produção de kefir difundiu-se para outros países.

Nos últimos anos e motivado pela pandemia da Covid-19, é crescente o interesse do consumidor por alimentos funcionais que proporcionem benefícios à saúde, impulsionando o consumo de kefir. Apesar de o kefir ser produzido comercialmente, destaca-se no Brasil a sua produção artesanal para consumo familiar.

Este artigo tem o objetivo de apresentar a tecnologia de fabricação de kefir, além dos seus benefícios para a saúde e tendências atuais de mercado.

 

Tecnologia de fabricação: como é feito o kefir?

Mas o que difere o kefir dos demais leites fermentados? O kefir é o resultado metabólico de diversos microrganismos que vivem em simbiose, formando os grãos de kefir. Estes são compostos por espécies de leveduras, bactérias do ácido lático e bactérias do ácido acético.

A composição microbiana dos grãos pode variar de acordo com o local de produção e estação do ano, mas geralmente os gêneros predominantes são Lactobacillus (p. ex. Lactobacillus acidophilus, Lactobacillus brevis, Lactobacillus kefir e Lactobacillus casei), Leuconostoc, Acetobacter, Lactococcus, Kluyeromyces, Kazachstania, Naumovozyma e Saccharomyces.

Estes microrganismos encontram-se envolvidos em uma matriz proteica e polissacarídica denominada kefiran, que contribui para as características sensoriais, funcionais e de estabilidade do kefir.

Ao observarmos os grãos de kefir (Figura 1), percebemos que eles se apresentam com uma aparência semelhante à couve-flor, tamanho irregular (2 a 4 cm de diâmetro), coloração branca ao amarelado e estrutura gelatinosa.

Figura 1. Grãos de kefir.

Figura 1
Fonte: Canva (2021).

 

 

A utilização dos grãos de kefir ocorre preferencialmente na produção artesanal do produto. Neste caso, utiliza-se de 5 a 10% dos grãos. O tempo de fermentação pode variar de 12 a 48 horas a 25 °C, dependendo das características desejadas do produto final, como acidez e textura.

Após o processo de fermentação, os grãos são separados do leite fermentado. Assim, o kefir está pronto para ser consumido, enquanto os grãos são utilizados em uma nova produção artesanal, reiniciando-se o processo (Figura 2).

Figura 2. Produção artesanal de kefir.

Figura 2

Fonte: autores.

 

Em ambos os processos (tradicional ou industrial), após a fermentação e envase, o kefir pode ser submetido à maturação sob refrigeração durante 24 horas. Durante esta etapa há o crescimento de alguns microrganismos, principalmente leveduras, contribuindo para a valorização do sabor e aroma do kefir.

Atualmente, além da doação dos grãos de kefir entre vizinhos e amigos, há sites especializados de venda. Os grãos comercializados vêm acompanhado do manual que ensina como fabricar o kefir e cuidar dos grãos recuperados ao final do processo fermentativo.

Porém, a composição microbiana dos grãos de kefir e, consequentemente, do kefir, pode variar dependendo das condições geográficas, climáticas, culturais e da diversidade de espécies de leveduras e bactérias selvagens.

Logo, o kefir artesanal produzido em diferentes regiões do Brasil tende a apresentar diferença na diversidade microbiológica (ZANIRATI et al., 2015), resultando na produção de diversos compostos com potencial bioativo.

Para a garantia da qualidade e segurança do kefir, o controle da matéria-prima e dos ingredientes assim como as boas práticas de fabricação são primordiais, evitando a obtenção de um produto de baixa qualidade higiênico-sanitária, nutricional e com atributos sensoriais indesejáveis.

 

Quais os benefícios associados ao consumo de kefir? O que tem neste alimento que proporciona saudabilidade?

O kefir tem apresentado atividade antimicrobiana contra bactérias patogênicas comumente presentes no nosso dia-a-dia, tais como Staphylococcus aureus, Escherichia coli, Bacillus cereus, dentre outras. Este potencial bioativo do kefir está relacionado à presença de ácido lático, peptídeos e do kefiran. A atividade antioxidante do kefir também tem sido associada ao kefiram.

Porém, a literatura científica ainda é insipiente quanto aos estudos sobre o efeito das atividades antimicrobiana e antioxidante do kefir in vivo, demonstrando a necessidade de mais pesquisas sobre os seus efeitos em sistemas fisiológicos.

Peptídeos bioativos presentes no kefir tem demonstrado aumentar as contagens de bactérias benéficas presentes no intestino, além de reduzir as patogênicas. O exopolissacarídeo do kefiran demonstrou ter melhor efeito sobre a diversidade da microbiota intestinal comparado à inulina, que é um prebiótico utilizado na indústria de alimentos.

O kefiran também têm apresentado impacto preventivo contra os cânceres de mama, colo do útero e cólon. Também estão associadas ao consumo de kefir as vitaminas do complexo B (B1, B2, niacina, pirodoxina e biotina), ácido fólico, vitamina K e aminoácidos essenciais, além de minerais como cálcio, fósforo e magnésio (BENGOA et al., 2020; GUZEL-SEYDIM; GÖKIRMAKLI; GREENE, 2021; TU et al., 2020; VIEIRA et al., 2021).

Além do potencial bioativo, o kefir também pode ser mais propício para os consumidores intolerantes à lactose. Durante a fermentação do leite para a produção do kefir, a lactose  é consumida pelas bactérias, total ou parcialmente, reduzindo assim o seu teor no produto final. Vale ressaltar que existem diferentes graus de intolerância à lactose, o que determinará se o indivíduo poderá ou não consumir o kefir.

 

Tendências

Nos últimos anos, a indústria de laticínios tem desenvolvido produtos com propriedades funcionais, de modo a atender aos anseios dos consumidores por alimentos mais saudáveis. No entanto, para a produção industrial otimizada do kefir, faz-se necessária a utilização de uma microbiota selecionada para a padronização do produto final.

Para atingir este objetivo, a estratégia adotada, principalmente em países como os Estados Unidos, Canadá e França, tem sido o uso de culturas starters liofilizadas contendo espécies de bactérias e leveduras previamente selecionadas, baseadas nos microrganismos presentes nos grãos tradicionais de kefir.

O uso destas culturas simplifica o processo de produção, obtendo-se um produto com atributos sensoriais padronizados e com baixo risco de contaminação devido à menor manipulação durante o processamento. Tal padronização é fundamental para a identificação e fidelidade dos consumidores com determinada marca disponível no mercado.

A produção de kefir também apresenta grande versatilidade quanto ao sabor. Além dos tradicionais, como morango e banana, sabores exóticos tem sido desenvolvidos como de cupuaçu, graviola e jabuticaba, dentre outros.

Outra alternativa que tem sido pesquisada nesta linha é o uso de soro oriundo de diversas tecnologias, particularmente os soros desproteinados (soro de ricota e permeado de ultrafiltração) e o soro ácido, para a produção de bebidas lácteas à base de kefir, possibilitando ainda maior agregação de valor ao produto ao adicionar-se à fabricação etapas como a de delactosagem e/ou a carbonatação.

Exemplo é uma bebida láctea carbonatada à base de kefir sabor limão, desenvolvida recentemente pelo Instituto de Laticínios Cândido Tostes, da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais.

 

Conclusão

Devido às propriedades funcionais e benefícios à saúde aliados à conjuntura mundial atual da pandemia da Covid-19 o kefir vem aumentando a popularidade e, consequentemente, seu consumo tem ganhado destaque.

Industrialmente, a utilização de culturas starters com uma microbiota variada, comparada aos grãos de kefir, é importante para potencializar as propriedades bioativas do kefir. A maior variabilidade de sabores, além da adição de cereais e prebióticos como a inulina, também são estratégias interessantes para aumentar a atratividade do kefir frente ao consumidor.

A utilização de kefir na fabricação de bebidas com aproveitamento de soros não convencionais (desproteinados e soro ácido), além do desenvolvimento de sobremesas geladas e vitaminas são outras opções promissoras para maior agregação de valor ao produto e aumento da competitividade das indústrias.

 

Leia também:

  • Kefir: funcionalidade, versatilidade e potencial de mercado
  • Kefir: qual é a qualidade do produto feito em casa?
  • Bebida à base de kefir para aproveitamento do soro de leite
  • Corantes a partir de resíduos de frutas podem aquecer o mercado de kefir
 

 

Referências

BENGOA, A. A. et al. Exopolysaccharides From Lactobacillus paracasei Isolated From Kefir as Potential Bioactive Compounds for Microbiota Modulation. Frontiers in Microbiology, v. 11, 16 out. 2020.

CANVA.Kefir

3b6j3Q/edit. Acesso 27/12/2021.

GUZEL-SEYDIM, Z. B.; GÖKIRMAKLI, Ç.; GREENE, A. K. A comparison of milk kefir and water kefir: Physical, chemical, microbiological and functional properties. Trends in Food Science & Technology, v. 113, p. 42–53, jul. 2021.

TU, M.-Y. et al. Kefir Peptides Prevent Estrogen Deficiency-Induced Bone Loss and Modulate the Structure of the Gut Microbiota in Ovariectomized Mice. Nutrients, v. 12, n. 11, p. 3432, 9 nov. 2020.

VIEIRA, C. P. et al. Bioactive Compounds from Kefir and Their Potential Benefits on Health: A Systematic Review and Meta-Analysis. Oxidative Medicine and Cellular Longevity, v. 2021, p. 1–34, 27 out. 2021.

ZANIRATI, D. F. et al. Selection of lactic acid bacteria from Brazilian kefir grains for potential use as starter or probiotic cultures. Anaerobe, v. 32, p. 70–76, abr. 2015.

*Fonte da foto do artigo: Freepik

Ícone para ver comentários 1
Ícone para curtir artigo 10

Material escrito por:

Carini A Lelis

Carini A Lelis

Pós-doutoranda da Rede de Nanotecnologia no Núcleo de Análises de Alimentos (NAL) - Instituto de Química (IQ)/Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Acessar todos os materiais
Ana Flavia Coelho Pacheco

Ana Flavia Coelho Pacheco

Professora/pesquisadora do Instituto de Laticínios Cândido Tostes - EPAMIG-MG) e Membra do Laboratório de Inovação no Processamento de Alimentos - LIPA/DTA/UFV.

Acessar todos os materiais
Junio Cesar J. de Paula

Junio Cesar J. de Paula

Professor e Pesquisador da Epamig Instituto de Laticínios Cândido Tostes

Acessar todos os materiais
Flaviana Coelho

Flaviana Coelho

Graduanda em Engenharia de Alimentos - DTA/UFV.

Acessar todos os materiais
Paulo Henrique Costa Paiva

Paulo Henrique Costa Paiva

Professor Dr. e Pesquisador do Instituto de Laticínios Cândido Tostes/EPAMIG.

Acessar todos os materiais
Leia a edição completa

Deixe sua opinião!

Foto do usuário

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração.

Vida Probioticos
VIDA PROBIOTICOS

JOINVILLE - SANTA CATARINA - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 03/06/2022

A Vida Probióticos parabeniza pelo artigo!

Mais visualizadas de Indústria de laticínios

24/04/2026

LC 224/2025, Funrural e laticínios: inconsistências jurídicas e impactos tributários em 2026

28/04/2026

Do esporte à longevidade: o papel dos lácteos na saúde 60+

14/12/2021

Quais as diferenças entre a manteiga e a margarina?

02/02/2022

Acidez do leite: definição, fatores de alteração e análises

26/07/2021

Densidade do leite: definição, fatores de alteração e análises

05/08/2021

Bebida à base de kefir para aproveitamento do soro de leite

Destaques de hoje

Qual o verdadeiro poder de influência das importações de leite em pó nos preços ao produtor?
Espaço Aberto

Qual o verdadeiro poder de influência das importações de leite em pó nos preços ao produtor?

A primeira onda de frio do ano chegou: confira os alertas para a cadeia leiteira no Centro-Sul
Giro de Notícias

A primeira onda de frio do ano chegou: confira os alertas para a cadeia leiteira no Centro-Sul

Preço do leite sobe 10,5% em março com oferta restrita, aponta Cepea
Giro de Notícias

Preço do leite sobe 10,5% em março com oferta restrita, aponta Cepea

Mercado do leite: atualização quinzenal de preços (30/04), confira!
Panorama de Mercado

Mercado do leite: atualização quinzenal de preços (30/04), confira!

Da secagem ao pico de produção
José Luiz M.Vasconcelos e Ricarda Maria dos Santos

Da secagem ao pico de produção

Conseleite/PR divulga projeção do valor de referência do leite a ser pago em maio/26
Giro de Notícias

Conseleite/PR divulga projeção do valor de referência do leite a ser pago em maio/26

Quem produz o leite brasileiro

Assine nossa newsletter gratuitamente

E fique por dentro de todas as novidades do MilkPoint diretamente no seu e-mail.

Logo do site MilkPoint Logo do site MilkPoint Ventures

MilkPoint é um produto da rede MilkPoint Ventures

NOTÍCIAS & MERCADOGIRO DE NOTÍCIASPANORAMA DE MERCADOCONCEITOS DE MERCADOMILK EXPRESSPREÇO DO LEITECOLUNASMILKPLAYARTIGOSPRODUÇÃO DE LEITEINDÚSTRIA DE LATICÍNIOSESPAÇO ABERTOE-BOOKSCRUZADINHAEVENTOSMILK PRO SUMMITINTERLEITE BRASILDAIRY VISIONFÓRUM MILKPOINT MERCADOPRÓXIMOS EVENTOSTOP 100EMPRESASCEVA: JUNTOS, ALÉM DA SAÚDE ANIMALDELAVAL - PRODUÇÃO DE LEITE EFICIENTEMSD SAÚDE ANIMAL - MAXI-LEITENOVIDADES DOS PARCEIROSMILKIACONTATONEWSLETTERANUNCIEENVIAR UM ARTIGOFALE CONOSCOTRABALHE CONOSCOQUEM SOMOS

POLÍTICA DE PRIVACIDADE

Copyright © 2026 MilkPoint - Todos os direitos reservados

MilkPoint Ventures Serviços de Inteligência de Mercado LTDA. - CNPJ 08.885.666/0001-86

Avenida Cezira Giovanoni Moretti, nº 905, sala 11A - Loteamento Santa Rosa, Inova Park - Torre A - Piracicaba/SP - CEP: 13.414-157

Usamos cookies e tecnologias semelhantes para aprimorar sua experiência em nossos serviços, personalizar anúncios e oferecer conteúdo relevante. Ao continuar navegando em nosso site, você concorda com o uso dessas tecnologias. Confira nossa Política de Privacidade para mais detalhes sobre como protegemos seus dados.

Qual a sua dúvida hoje?