Do K-pop às cafeterias: como os K-Cafés conquistam consumidores no mundo todo

Segundo especialistas, o movimento, impulsionado pela cultura pop coreana e pelas redes sociais, tem potencial para se espalhar rapidamente por outros mercados ao redor do mundo.

Publicado por: MilkPoint

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Bebidas inspiradas nos cafés coreanos, conhecidas como K-Cafés, estão se consolidando como uma das maiores tendências de inovação nos cardápios de cafeterias, bares e restaurantes da América do Norte. Segundo especialistas, o movimento, impulsionado pela cultura pop coreana e pelas redes sociais, tem potencial para se espalhar rapidamente por outros mercados ao redor do mundo.

A conclusão faz parte do relatório "Emerging Beverage Trends in Foodservice 2026", elaborado pela consultoria canadense Leo & Dragon com base em dados da MenuData. De acordo com o fundador e CEO da Leo & Dragon, Joseph Chen, a crescente influência da cultura K-pop e a força das plataformas digitais devem acelerar a expansão desse novo conceito de cafeterias para diferentes países.

Um dos principais diferenciais dos K-Cafés é a experiência altamente personalizada. Os consumidores podem escolher a base da bebida, coberturas e ingredientes adicionais, criando combinações exclusivas e com forte apelo visual. O cardápio reúne opções pouco conhecidas no Ocidente, como Hojicha Latte, Black Sesame Latte e Sweet Potato Latte, além de bebidas geladas como Strawberry Milk e Cloud Foam Coffee.

Segundo o relatório, o cuidado quase obsessivo com a apresentação, o design das bebidas e a experiência oferecida ao consumidor tem chamado a atenção do público internacional e influenciado a reformulação dos cardápios das principais redes ocidentais.

"Nossa visão é que a tendência dos cafés coreanos se tornará global, porque tanto a demanda quanto o público já são globais. O conteúdo sobre K-Cafés circula intensamente em plataformas como TikTok e YouTube, permitindo que consumidores do mundo inteiro conheçam essas bebidas antes mesmo de elas chegarem aos seus mercados", afirmou Chen.

O executivo acredita que países como Reino Unido, Canadá e Austrália devem liderar essa expansão, já que reúnem dois fatores importantes: uma forte cultura de cafeterias e uma população já familiarizada com a gastronomia e os produtos de beleza coreanos. Segundo ele, nesses mercados a adoção do conceito tende a acontecer rapidamente, especialmente após a comprovação do sucesso comercial do modelo nos Estados Unidos.

Já em países onde a influência da cultura coreana ainda é menor, a chegada dos K-Cafés deve ocorrer de forma mais gradual, provavelmente impulsionada por grandes redes internacionais que utilizarão o conceito em lançamentos sazonais e campanhas por tempo limitado.

k-cafés coreanos

Artigo de Michelle Perrett, publicado no Dairy Reporter, traduzido e adaptado pela Equipe MilkPoint. 

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