Com intuito de atualizar nossos leitores sobre o cenário do mercado do leite, o MilkPoint, em parceria com o MilkPoint Mercado, trará um panorama geral sobre os acontecimentos mais relevantes da quinzena no setor lácteo.
Confira abaixo a última atualização:
Leite Spot - Segundo dados do MilkPoint Mercado, na segunda quinzena de julho o preço do leite spot manteve-se praticamente estável, com acréscimo de R$0,01 em relação à quinzena anterior, alcançando R$2,78 por litro.
Preços Internacionais - No 384º leilão da plataforma Global Dairy Trade (GDT), realizado nesta terça-feira, 15 de julho, o mercado apresentou certa estabilidade nos produtos comercializados, após quatro leilões indicando quedas nos preços. O preço médio dos produtos negociados ficou em US$4.380 por tonelada, refletindo uma melhora de 1,1% no GDT Price Index, em comparação com o evento anterior.
Leite UHT - O preço médio do leite UHT em São Paulo ficou em R$4,44 por litro nesta semana, com apenas ajustes pontuais em relação ao período anterior. Segundo empresas consultadas, o mercado mostrou menor apetite de compra, o que limitou tanto os avanços nas cotações quanto o fechamento de volumes maiores de vendas.
Muçarela - O mercado de queijos manteve ritmo fraco nesta semana, com a muçarela sendo negociada a uma média de R$30,4 por quilo. De acordo com as empresas consultadas, houve muita especulação e dificuldades para fechar novos negócios. Algumas marcas precisaram reduzir os preços para conseguir maior giro e movimentar os volumes no mercado.
Leite em Pó - O mercado de leite em pó segue pressionado pela baixa no interesse comercial, refletindo também o cenário internacional. O leite em pó integral (LPI, 25 kg) teve média de R$27,70 por quilo, enquanto o desnatado (LPD, 25 kg) recuou mais fortemente, com média de R$24,60 por quilo. Já o leite em pó fracionado (LPF, 400 g) manteve preços estáveis, com média de R$32,80 por quilo, sustentado por uma demanda de varejo menos volátil.
Milho – O milho registrou nova queda nos preços, com a média parcial do mês girando em torno de R$ 63,6 por saca, cerca de R$4,50 a menos em relação à média final do mês anterior. Essa retração é atribuída, principalmente, à entrada da segunda safra no mercado, que elevou a oferta e intensificou a pressão sobre as cotações.
Soja – Já a soja registrou um acréscimo de aproximadamente R$2,2 por saca em relação ao mês anterior, com a média parcial alcançando cerca de R$136,6 por saca. Esse avanço é reflexo, principalmente, do encerramento da colheita e das movimentações nas cotações internacionais e na taxa de câmbio, fatores que impactam diretamente os preços da soja brasileira.
Oferta – No cenário de oferta, observa-se um aumento na produção de leite, tanto no Brasil quanto nos principais parceiros comerciais. Com o fim do período de entressafra, a sazonalidade passará a exercer menor pressão, o que favorece a recuperação gradual dos índices produtivos e, consequentemente, o avanço da oferta no mercado.
Demanda – Apesar de alguns indicadores econômicos, como a queda no desemprego e o avanço da massa salarial, sinalizarem uma possível melhora no consumo, outros fatores, como a taxa Selic elevada e o comportamento do IPCA, apontam para um cenário mais desafiador. Na prática, o mercado ainda relata movimento contido, com os produtos lácteos enfrentando uma demanda enfraquecida.
