Setor de alimentos e bebidas cresce 150% no digital durante a quarentena

O primeiro semestre de 2020 foi marcado pela pandemia do novo coronavírus e por transformações importantes do comércio, entre elas a migração dos consumidores para o mundo das compras no ambiente digital. Por isso, o Pagar.me analisou, durante seis meses, o comportamento do varejo eletrônico, comparando o período pré-pandemia com o período de isolamento social de nove setores da economia brasileira.

Publicado por: MilkPoint

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O primeiro semestre de 2020 foi marcado pela pandemia do novo coronavírus e por transformações importantes do comércio, entre elas a migração dos consumidores para o mundo das compras no ambiente digital. Por isso, o Pagar.me analisou, durante seis meses, o comportamento do varejo eletrônico, comparando o período pré-pandemia com o período de isolamento social de nove setores da economia brasileira.

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Para muitos empreendedores, vender em canais digitais foi o caminho para a sobrevivência dos negócios. O segmento que obteve mais destaque nesse período de isolamento e conseguiu evitar a queda foi o de Alimentos e Bebidas com aumento de 150% no volume de pagamento semanal. Dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, a ABComm, ajudam a corroborar a estimativa. Segundo a associação, houve um crescimento de 270% nos pedidos on-line em supermercados e 85% de pedidos em aplicativos de entrega e englobam os itens dessa categoria. Pessoas que antes compravam apenas em supermercados e diretamente das lojas físicas passaram a consumir em e-commerce.

A cervejaria artesanal carioca Hocus Pocus é um exemplo de negócio que surfou a onda dessa migração. Com o fechamento do seu ponto de vendas, viu seu faturamento ir a quase zero, mas ao mesmo tempo observou o aumento da demanda de pedidos on-line, que antes era minoria. Diante desse desafio, a empresa se obrigou a migrar para a venda digital do dia para a noite. Adotou algumas soluções da Stone Co. e viu o que era apenas 5% de faturamento correspondente ao comércio digital saltar para 92%. Com essa experiência, decidiram investir em um e-commerce e seguir nas vendas multicanais.

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O estudo também aponta a evolução de outros setores, como o de vestuário que teve aumento de 90% na média do volume transacionado semanalmente, seguido por beleza, que aumentou 100% com a venda de produtos de autocuidado, já as pequenas e micro empresas que prestam serviço de beleza estavam de portas fechadas.

Durante a pandemia, o e-commerce também colaborou no aumento de demanda para o setor de logística e transporte, que faturou 120% a mais por semana. Segundo o Movimento Compre & Confie, que analisa e mensura a reputação de lojas on-line, o comércio digital no Brasil cresceu 71% entre fevereiro e março de 2020, se comparado com o mesmo período de 2019. Esse crescimento ajuda a puxar outros setores da economia, como nesse caso.

Em compensação, alguns setores sofreram quedas significativas. Turismo e Eventos foram os que mais sofreram com as quedas de volume de pagamento que chegaram a -90% em ambos os casos. Apesar de grandes eventos terem sido prejudicados, a pesquisa aborda também os fornecedores menores que sofreram perdas significativas com eventos particulares como casamentos, formaturas, festas de 15 anos, bodas e noivados.

As informações são do Newtrade.

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