Rio Grande do Norte: produtos do Seridó ganham mercado

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O primeiro carregamento dos tradicionais queijos manteiga, coalho e manteiga do sertão da marca Santana, produzidos pela Cooperativa de Energia e Desenvolvimento do Seridó (Cersel), no Rio Grande do Norte, chegou ontem ao mercado pernambucano.

A expectativa é de comercializar algo em torno de oito toneladas semanais neste primeiro mês, volume que deverá ser duplicado já no segundo mês das operações. Segundo o presidente, José Mariano Neto, a projeção de faturamento inicial é de algo em torno de R$ 150 mil. No total, o setor de laticínios da Cersel tem um faturamento médio mensal de R$ 800 mil.

Além de Pernambuco, a Cooperativa já iniciou os primeiros contatos para comercializar os produtos em grandes redes cariocas. Na semana passada, Mariano Neto participou de uma rodada de negócios na Bolsa de Gêneros Alimentícios do Rio de Janeiro, a convite do Banco do Nordeste, e prevê bons negócios. “Apresentamos os produtos, fizemos uma sessão de degustação e saímos da rodada com pelo menos 15 bons contatos. O mais promissor é com o grupo Sendas”, adianta Neto.

O processo de comercialização dos produtos para o Recife deverá elevar em 20% a produção de laticínios e o faturamento, que, no ano passado, ficou na casa dos R$ 15 milhões. No acumulado do ano de 2001, a Cersel produziu 8,2 milhões de litros de leite pasteurizado, 540 mil litros de iogurte, 900 mil litros de bebida láctea, 180 toneladas de queijo coalho, 200 toneladas de queijo manteiga e 2,8 toneladas de suco de caju, outra agroindústria da cooperativa.

Para atuar em novos mercados, a Cersel fez investimentos da ordem R$ 1,389 milhão em máquinas, equipamentos e frota de caminhões frigoríficos. Deste total, R$ 34 mil foram aplicados no segmento de queijos. O principal avanço foi no processo de embalagem dos queijos tipo coalho e manteiga, com tecnologia a vácuo. A embalagem eleva de três para 30 dias o prazo de validade dos produtos.

No início do ano, a Cooperativa recebeu o selo definitivo do Serviço de Inspeção (SIF) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A certificação abriu espaço para comercializar os derivados de leite produzidos na usina em todos os estados, começando por Pernambuco, onde a cooperativa já vinha mantendo contato com distribuidores.

Fonte: Gazeta Mercantil (por Aloísio Pontes), adaptado por Equipe MilkPoint
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