Reajuste do preço do leite não satisfaz produtores alagoanos

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O presidente do Sileal, Ricardo Sampaio, diz que as indústrias não podem dar um aumento maior

A definição do preço mínimo do leite em Alagoas é motivo de polêmica entre fornecedores e indústrias de laticínios. Os produtores acham que existe uma espécie de cartel das fábricas, que são acusadas de pagar pouco pela matéria-prima e de aumentar, a cada dia mais, o preço para o consumidor. As indústrias, por sua vez, dizem que não podem pagar mais pelo litro do leite, porque há excesso de oferta do produto no mercado, senão quem sairia prejudicado seria o consumidor.

No dia 4 deste mês foi firmado acordo, definindo o novo preço do leite, entre o Sindicato Rural da Bacia Leiteira de Alagoas (Sindileite) e o Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado de Alagoas (Sileal). O preço básico para o produtor foi tabelado em R$ 0,32 para cada litro de leite. A partir do dia 1o de abril, o litro terá outro pequeno aumento de R$ 0,02, passando para R$ 0,34 por litro. Segundo os produtores, a dificuldade é o baixo preço, que varia entre R$ 0,30 e 0,36 centavos por litro. O valor não seria suficiente para cobrir os custos de produção.

Preço mínimo

A solução, defende o Sindileite, é o governo estabelecer um preço mínimo compatível com a realidade e com os custos de produção em Alagoas ou colocar em prática o Programa do Leite, cuja proposta é a distribuição do produtor para as escolas municipais, através do Programa da Merenda Escolar, e também a distribuição do leite para famílias de baixa renda.

O Programa do Leite já está funcionando nos estados da Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco, garantindo uma remuneração mínima de R$ 0,43 por litro para o produtor. "As indústrias dizem que não podem pagar mais, senão vão ter que aumentar o preço de venda para o consumidor. Acontece que a cada dia o preço do leite sobe. Estamos sofrendo uma pressão cartelizada. A indústria está tendo lucro nas nossas costas" afirma o presidente do Sindileite, Ricardo Barbosa.

No dia 1o de abril, sindicatos e produtores vão se reunir novamente, para discutir o novo reajuste do preço.

Fonte: Gazeta de Alagoas, adaptado por Equipe MilkPoint
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