Queijo Colonial da Serra Gaúcha ganha associação de produtores durante a Expointer

A ata de criação da entidade foi assinada durante a apresentação do projeto de Indicação Geográfica (IG) do produto.

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Dez agroindústrias de queijo colonial da Serra Gaúcha fundaram a Associação das Queijarias do Queijo Colonial, com a ata assinada durante a 49ª Expointer. Presidida por Dainel Cichelero, a associação visa fortalecer a identidade do queijo e expandir seus mercados. O projeto de Indicação Geográfica, em parceria com a Seapi e a Ufcspa, busca reconhecer o produto e seus produtores, ressaltando características regionais e a produção artesanal. A valorização da origem pode abrir novas oportunidades no mercado.
Dez agroindústrias produtoras de queijo colonial da Serra Gaúcha se uniram para criar a Associação das Queijarias do Queijo Colonial da Serra Gaúcha. A ata de criação da entidade foi assinada durante a apresentação do projeto de Indicação Geográfica (IG) do produto, realizada pela Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (Ocergs), na 49ª Expointer.

Figura 1
Dez agroindústrias processam o leite para transformar em queijo colonial - Foto: Fabrízio Fernández/Expointer.

Presidida por Dainel Cichelero, a nova associação reúne produtores de leite que utilizam o leite de suas propriedades para a fabricação do queijo colonial. A expectativa é que a organização contribua para fortalecer a identidade do produto e ampliar seu valor agregado e acesso a novos mercados. Entre os diferenciais destacados pelos produtores estão as características do território da Serra Gaúcha, como altitude e microclima, além da tradição e do saber fazer associado à produção artesanal do queijo.

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O projeto de Indicação Geográfica vem sendo desenvolvido há dois anos em parceria entre a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustável e Irrigação (Seapi), a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (Ufcspa) e produtores da região. Segundo a pesquisadora da Ufcspa Isabel Kasper, o trabalho busca contribuir para o reconhecimento tanto do produto quanto dos produtores. Ela também destacou a importância de aproximar os estudantes das cadeias produtivas.

Durante o encontro, Danilo Gomes, técnico do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (Ddpa) da Seapi, ressaltou que a pesquisa agropecuária e a compreensão sobre a importância da Indicação Geográfica passam a integrar cada vez mais o projeto.

Para o presidente do Sistema Ocergs, Darci Hartmann, a valorização da origem e da história por trás dos produtos pode abrir oportunidades para o queijo colonial gaúcho nos mercados nacional e internacional. “É preciso contar histórias verdadeiras e mostrar para o consumidor como é produzido o queijo colonial e produtos lácteos do RS”, afirmou.

As informações são da Expointer, adaptadas pela Equipe MilkPoint. 

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