Dez agroindústrias processam o leite para transformar em queijo colonial - Foto: Fabrízio Fernández/Expointer.
Presidida por Dainel Cichelero, a nova associação reúne produtores de leite que utilizam o leite de suas propriedades para a fabricação do queijo colonial. A expectativa é que a organização contribua para fortalecer a identidade do produto e ampliar seu valor agregado e acesso a novos mercados. Entre os diferenciais destacados pelos produtores estão as características do território da Serra Gaúcha, como altitude e microclima, além da tradição e do saber fazer associado à produção artesanal do queijo.
O projeto de Indicação Geográfica vem sendo desenvolvido há dois anos em parceria entre a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustável e Irrigação (Seapi), a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (Ufcspa) e produtores da região. Segundo a pesquisadora da Ufcspa Isabel Kasper, o trabalho busca contribuir para o reconhecimento tanto do produto quanto dos produtores. Ela também destacou a importância de aproximar os estudantes das cadeias produtivas.
Durante o encontro, Danilo Gomes, técnico do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (Ddpa) da Seapi, ressaltou que a pesquisa agropecuária e a compreensão sobre a importância da Indicação Geográfica passam a integrar cada vez mais o projeto.
Para o presidente do Sistema Ocergs, Darci Hartmann, a valorização da origem e da história por trás dos produtos pode abrir oportunidades para o queijo colonial gaúcho nos mercados nacional e internacional. “É preciso contar histórias verdadeiras e mostrar para o consumidor como é produzido o queijo colonial e produtos lácteos do RS”, afirmou.
As informações são da Expointer, adaptadas pela Equipe MilkPoint.
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