Projeto integra arroz e leite no RS

Publicado por: MilkPoint

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Empresa é do grupo que produz o arroz "Tio João"

Com início de operação previsto para setembro deste ano, o Rio Grande do Sul ganhará um novo projeto de produção de leite. A Granja 4 Irmãos, que planta uma área anual de cerca de 6000 hectares de arroz irrigado e abate 5500 novilhos de corte por ano, confinados e em pastagens, dará início ao projeto que pretende, após 3 anos, produzir em uma primeira etapa 12500 litros diários, a partir de 500 vacas holandesas. A Granja 4 Irmãos é coligada a Josapar, que produz e comercializa o arroz "Tio João". O quadro acionário das duas é praticamente o mesmo.

"Há possibilidade de triplicar esse valor, pois temos área disponível, maquinário e mão-de-obra", afirma Sérgio Oliveira, diretor da empresa. A área está localizada no município de Rio Grande, às margens da rodovia BR 471, que vai ao Chuí, distante 70 km da cidade de Pelotas.

Oliveira explica que a decisão de entrar no leite começou no início de 2004, quando o grupo buscou alternativas de investimento. "Como plantamos arroz irrigado, com dois terços da área em pousio a cada ano, temos área disponível para outras culturas. Porém, em função da cultura do arroz irrigado, a má drenagem do solo inviabiliza culturas como o milho. Já as pastagens são uma alternativa viável", completa.

Além disso, a empresa já adquire concentrados, tem boa parte do maquinário e mão-de-obra, especialmente as esposas dos funcionários que trabalham na cultura do arroz que, para Oliveira, representam uma excelente fonte de trabalho para a atividade leiteira. "Esta operação se agrega às atuais, diluindo nossos custos fixos sem substituição das existentes", explica Oliveira.

Com tudo isso, e considerando que a aquisição de matrizes holandesas será feita na base da substituição de parte dos animais Aberdeen Angus, de corte, o investimento total foi relativamente modesto para um empreendimento desta natureza: incluindo toda a área de construção civil e equipamento de ordenha, cerca de R$ 1,5 milhão.

Para definir o projeto técnico, baseado em pastagens com suplementação, foram à Argentina e Uruguai, cujas condições climáticas mais se assemelham às encontradas na propriedade. Do Uruguai também deve vir parte das 600 a 650 matrizes que serão adquiridas. As outras deverão ser adquiridas na região de Bagé, RS, e em Castro, no Paraná. "Nosso projeto estará totalmente pago 5 anos após estarmos operando na capacidade total, o que deve ocorrer daqui a 3 anos", explica Oliveira.

Inicialmente, o projeto prevê a comercialização do leite "in natura", mas Oliveira deixa em aberto a possibilidade de verticalização. "O Tio João é uma marca bastante forte, além de ter uma distribuição nacional", constata. "É possível que venhamos a compor alguma parceria no sentido de utilizar esses ativos, mas não estamos pensando nisso ainda", informa.

Fonte: Equipe MilkPoint
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