Produtor e indústria de Goiás negociam acordo

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Representantes de produtores e das indústrias de laticínios sentaram-se à mesa de negociações, ontem, para uma primeira rodada de debates com vistas à formalização das relações comerciais entre os dois segmentos. O diretor-administrativo da Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg), Guilherme Lourenço de Castro, afirma que a principal reivindicação do produtor é saber, com determinada antecedência, quanto receberá pelo leite que entregará ao laticínio no mês seguinte.

"Sem essa garantia mínima ele não tem como programar a sua própria atividade, pois nunca sabe se está tendo lucro ou prejuízo", diz. Castro defende que as relações entre os dois segmentos sejam reguladas por um contrato escrito, no qual estejam claramente previstas as obrigações do produtor em relação à quantidade e qualidade do produto a ser entregue, mas também as obrigações do laticínio quanto à garantia de recebimento do produto e divulgação antecipada do preço, pelo menos até o dia 25 de cada mês.

O Sindicato das Indústrias de Laticínios (Sindileite) declara-se disposto a negociar essas garantias pretendidas, mas antecipa que adotará o documento final apenas para recomendação ao segmento. Para um assessor da entidade, que preferiu não ser identificado, a adesão a esse tipo de contrato deve ser de livre arbítrio, tanto por parte da indústria quanto do produtor. Ambas as partes admitem, entretanto, que as negociações estão apenas começando e que demandará algum tempo para que se chegue a conclusões mais consistentes.

Em outra ação para prevenir novas crises no setor de leite, representantes da Faeg entregaram ao governador Marconi Perillo, um documento em que solicitam um Fundo de Aval no valor de R$ 70,5 milhões, para garantir o financiamento de um laticínio para o sistema cooperativo, capaz de processar um milhão de litros de leite diariamente. De acordo com Guilherme de Castro, a indústria beneficiaria diretamente 60 mil produtores goianos, funcionando como mecanismo estabilizador do mercado lácteo no Estado.

Fonte: O Popular/ GO (por Edimilson de Souza Lima), adaptado por Equipe MilkPoint
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