Pratini de Moraes anuncia R$ 12,5 milhões para melhorar qualidade do leite
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Integrada ao Programa Brasileiro de Melhoria da Qualidade do Leite, a rede realizará análises laboratoriais para fiscalização de amostras de leite in natura, recolhidas em propriedades rurais e em laticínios. Para realizar o trabalho, o ministério já conta com o Laboratório Oficial de Referência, em Pedro Leopoldo (MG). Além dele, serão credenciados, inicialmente, laboratórios em Curitiba (PR), Juiz de Fora (MG), Piracicaba (SP), Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Goiânia (GO), São Paulo (SP) e Passo Fundo (RS).
De acordo com Pratini de Moraes, a rede terá a coordenação geral da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do ministério. Além disso, contará com um conselho consultivo formado por representantes dos produtores, indústrias de laticínios, laboratórios credenciados, Laboratório Oficial de Referência e Conselho Brasileiro de Qualidade do Leite. A SDA fixará as demais condições para operacionalização da Rede Brasileira de Laboratórios de Controle de Qualidade do Leite.
Portaria 56
O ministro disse ainda que será realizada, no dia 30 deste mês, a partir das 9 horas, uma audiência pública no auditório do ministério para redefinir os prazos de cumprimento da portaria 56, que fixa novas normas para produção e comercialização de leite no País. "Estamos ajustando os prazos para que todos os produtores, principalmente os pequenos, consigam cumprir as novas exigências".
Ele adiantou que os pequenos produtores terão prazos mais alongados para realizar os investimentos necessários à granelização do produto. "Todo o leite será resfriado logo após a coleta, guardado em tanques isotérmicos e depois levado para as unidades de processamento", disse.
Centro Oeste
Goiás terá o único laboratório do Centro-Oeste para a Rede Brasileira de Laboratórios de Controle de Qualidade do Leite. Em novembro de 2000, o ministério já havia assinado convênio para o funcionamento do laboratório no Centro de Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal de Goiás (UFG).
Por meio de pesquisas realizadas no centro, os produtores terão a real avaliação do leite do Estado, podendo melhorá-lo e, com isso, reduzir custos. Entre as ações do centro está a de realizar a contagem de células somáticas (CCS), medida padrão de qualidade no plano mundial.
A partir dessa referência as indústrias poderão estabelecer limites para o recebimento do leite.
Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Gazeta Mercantil, adaptado por Equipe MilkPoint
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PEREIRA BARRETO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO
EM 24/04/2002
Sou a favor da normativa, porém minha preocupação é quanto aos pequenos que não aderirem à norma; vão colocar seu leite onde? Com certeza, este é o maior problema, que vai aumentar o mercado informal, o tal leite da canequinha, e, com isso, temo pela saúde pública, que consumirá um leite sem qualquer controle higiênico sanitário. Melhor abrir os olhos para isto também, Sr. Ministro.