Pesquisadores americanos buscam reduzir o uso de antibióticos em casos de mastite

Após receber um subsídio de US$ 3 milhões do Instituto Nacional de Alimentos e Agricultura do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a Universidade de Michigan fez um projeto para integrar programas de mastite visando reduzir o uso de antibióticos.

Publicado por: MilkPoint

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Após receber um subsídio de US$ 3 milhões do Instituto Nacional de Alimentos e Agricultura do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a Universidade de Michigan fez um projeto para integrar programas de mastite visando reduzir o uso de antibióticos.

A mastite é uma das doenças infecciosas mais comuns em vacas leiteiras da América do Norte, custando cerca de US$ 300 a US$ 600 por infecção e afetando de forma adversa a produção de leite e a saúde do animal.

O subsídio de cinco anos é uma continuação de um projeto cooperativo que reduziu a incidência de mastite. O professor da Faculdade de Medicina Veterinária da MSY, Ron Erskine, disse que esse subsídio ajudará em mais progressos.

“Nos últimos dez anos, houve um progresso lento, mas estável, na redução da mastite, mas sempre há espaço para melhorar”, disse ele. “Em Michigan, temos a sorte de ter uma forte aliança entre produtores, cooperativas de leite, a Extensão da MSU, a Faculdade de Medicina Veterinária e os profissionais da regulamentação. Michigan é consistentemente um dos principais estados no controle de mastite e qualidade do leite”, complementa Erskine.

A bactéria que causa mastite é mais frequentemente transmitida por contato com a máquina de ordenha, através das mãos ou materiais contaminados e a severidade da patologia pode diferir dramaticamente de casos suaves, que nem são tratados, a outros que requerem antibióticos e outros medicamentos.

Segundo Ron Erskine, “isso gera uma série de custos aos produtores – o custo dos medicamentos, do trabalho de administrar as drogas e as questões com o descarte do leite, afinal, o leite de uma vaca que foi tratada com medicamentos não pode ir ao mercado. Se pudermos encontrar formas melhores de prevenir a ocorrência da doença, não precisaríamos usar medicamentos, o que seria bom para os produtores, consumidores e bom para a saúde das vacas. É uma situação onde todos ganham. Esse é o objetivo do projeto do USDA: evitar que a mastite ocorra”.

A prevenção começa na sala de ordenha. “É aí onde se vê os primeiros sinais de mastite. As pessoas que fazem as ordenhas estão com as botas no chão”, disse Erskine. “Se não for feito um esforço para manter as vacas limpas, secas e confortáveis, todo o planejamento e pesquisa do mundo não irá para lugar nenhum”, ele afirma.

Erskine disse que muitos produtores continuam lutando com a adoção de práticas de controle da mastite, entretanto, ele completa que, “em particular, o alcance e a educação não conseguiram mudar o comportamento e as atitudes dos produtores e funcionários com relação ao controle da mastite”.

Outra questão é a adesão a procedimentos padronizados. Erskine explica que “na maior parte do tempo, o protocolo feito é o que diferencia entre o sucesso e fracasso na sala de ordenha. Precisamos de esforços redobrados no emprego de treinamento e educação nas fazendas leiteiras e enfatizar a importância dos protocolos. É da natureza humana que as pessoas façam o treinamento e, então, abandonem o protocolo posteriormente. Estamos buscando formas na comunidade de produção de leite de manter protocolos em prática e não ter pessoas deixando de aplicar os procedimentos adequados”.

Outro fator que gera esforços para reduzir a mastite é que a indústria de lácteos dos Estados Unidos está cada vez mais diversa no tamanho dos rebanhos, na diversificação das instalações, mão de obra qualificada e modelos de gestão. “Precisamos desenvolver e fazer programas de Extensão que resolvam as barreiras comportamentais e ter flexibilidade para resolver a diversidade da indústria de lácteos dos Estados Unidos”, diz Erskine.

Para alcançar essa meta, os pesquisadores planejam desenvolver e testar uma ferramenta de auditoria de qualidade do leite com um processo de intervenção para operações leiteiras. Adicionalmente, pretendem desenvolver e testar um programa de certificação de qualidade do leite e, então, avaliar o impacto destas intervenções nas fazendas leiteiras.

A reportagem é do TheCattleSite, traduzida e adaptada pela Equipe MilkPoint.
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