Pesquisa: BPF em empresas produtoras de ração animal - esse tema gera dúvidas?

Muito embora a legislação seja datada de 2007 (normativa 4/2007), ainda encontramos muitos profissionais da área de ração animal com dificuldades na implementação e manutenção do Programa de Boas Práticas de Fabricação (BPF). E você? Tem dúvidas sobre esse assunto? Participe de nossa pesquisa!

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Muito embora a legislação seja datada de 2007 (normativa 4/2007), ainda encontramos muitos profissionais da área de ração animal com dificuldades na implementação e manutenção do Programa de Boas Práticas de Fabricação (BPF).

Segundo essa normativa, todo o estabelecimento que produza, fabrique, manipule e fracione produtos destinados à alimentação animal deve, obrigatoriamente, estar registrado no MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Para isso, esses estabelecimentos devem estar adequados à legislação vigente, que inclui a implantação de um programa de BPF. O programa deve ser escrito e documentado na forma de um manual - com procedimentos e registros - e deverá ser apresentado ao órgão governamental em auditorias e fiscalização.

A grande maioria dos fabricantes têm instalações antigas, de um tempo em que não havia preocupação com contaminações, possuem colaboradores que precisam aprender sobre Boas Práticas e serem sensibilizados para adoção da sistemática.

Você, responsável pelo programa na sua empresa, ainda tem dúvidas sobre documentação exigida pelo MAPA? Sabe como implementar a auditoria interna, planejar a rastreabilidade para que ela funcione com eficiência ou realizar a gestão de pessoas para que elas realizem suas tarefas adequadamente?

O manual de Boas Práticas de Fabricação é um documento onde estão descritas as atividades e procedimentos que as empresas que produzem, manipulam e fracionam alimentos, e praticam para garantir a inocuidade (isenção de contaminação) na ração animal produzida.

Ele contém a rotina de trabalho descrita nos POP´s (Procedimentos Operacionais Padrão), que são:

• Qualificação de fornecedores e controle de matérias-primas e de embalagens;
• Limpeza/Higienização de instalações, equipamentos e utensílios;
• Higiene e saúde do pessoal;
• Potabilidade da água e higienização do reservatório;
• Prevenção de contaminação cruzada;
• Manutenção e calibração de equipamentos e instrumentos;
• Controle integrado de pragas;
• Controle de resíduos e efluentes e
• Programa de rastreabilidade e recolhimento de produtos (Recall).

Muitos cursos de Boas Práticas em Fabricação de Ração Animal oferecidos no mercado tem um conteúdo muito teórico, que não trazem soluções para os problemas do dia a dia na fábrica. Além disso, sempre ficam dúvidas: como montar o manual de Boas Práticas, quais são os documentos obrigatórios e como é a auditoria do MAPA?

Pensando nestas questões, gostaríamos de saber a sua opinião sobre este tema:

 
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Material escrito por:

Isabela Machado Ferrari

Isabela Machado Ferrari

Engenheira Química, Mestre em Bioprocessos Industriais e Biotecnologia. Trabalha nas áreas de gestão da produção e tecnologia de processo, garantia da qualidade, desenvolvimento de novos produtos e projetos de indústrias de alimentos e agroindústrias

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Lidiani Junqueira da Rocha
LIDIANI JUNQUEIRA DA ROCHA

TAQUARI - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 07/08/2019

Pois bem! E eu também não entendo como uma fábrica consegue atravessar o estado e entregar ração ao mesmo preço da ração produzida na região! Mas o produtor na maioria das vezes compra preço e não qualidade. Oferecem qualquer vantagem e já mudam de fornecedor, muitas vezes toda estas vantagens custam a qualidade do seu produto! Continue mandando para análise e terás muitas surpresas! Abraço e boa sorte!
Isabela Machado Ferrari
ISABELA MACHADO FERRARI

CURITIBA - PARANÁ - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 13/08/2019

Olá, Lidiane, Obrigada por sua contrinuição. Realmente, quando o produtor compra ração por preço e não por qualidade ele ainda não sabe os prejuízos que terá com a produtividade. Esta é uma evidência da qual ele não tem a informação sobre "conversão", ou seja, quanto se investe na produção animal e quanto se recebe de volta. E o tal do lema "semeia mal, colhe mal. " abraços.
Eder Ghedini
EDER GHEDINI

TAPEJARA - RIO GRANDE DO SUL

EM 31/05/2016

Uma realidade que infelizmente os fabricantes "empurrão com a barriga", e o órgão fiscalizador só autua o fabricante se houver denúncia. Este é o nosso país, onde o descaso e o cinismo prevalecem em qualquer situação frente a transparência e a honestidade. Falo isso com certa propriedade pois ao mandar analisar ração para bovinos consumida em minha propriedade tive a certeza de que estava "comprando gato por lebre", ao contatar com a empresa frente esta falha o gerente em questão disse me que cliente como eu não era bem vindo pois "encomodava",  e ainda eu,  na condição de sócio da cooperativa. É preciso mais seriedade , respeito e conhecimento tendo em vista que o "UPA, UPA , lê, lê, continua descaradamente com o órgão fiscalizador dando guarita.
Roberto Maciel de Oliveira
ROBERTO MACIEL DE OLIVEIRA

LAVRAS - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 30/05/2016

A mais pura verdade. Há oito anos a legislação está vigente e ainda existem duvidas quanto a implementação dela. Um curso mais prático traria maiores resultados na implantação e implementação desta normativa.
Qual a sua dúvida hoje?