Paulistas querem mais proteção no leite
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O imposto interestadual para o produto já é de 12%. Mas alguns estados, como Goiás, financiam 73% do imposto em até 15 anos ou aceitam receber um valor bem menor, argumenta o presidente da Câmara Setorial do Leite de São Paulo, Daniel Felippe. "Na prática sai mais barato para os supermercados comprar longa vida de outros estados", diz.
Os produtores reivindicaram ao governo de São Paulo que baixasse o ICMS interno, que é de 7%, como forma de incentivo à produção local. Eles temem que outras soluções, como as sobretaxas, possam demorar anos até serem resolvidas na Justiça. O secretário, no entanto, mostrou-se mais disposto a interferir pelas vias normais que reduzindo impostos. "Não entraremos na guerra fiscal", disse.
Os produtores paulistas argumentam que os incentivos dados por outros estados têm favorecido a evasão de investimentos de São Paulo.
A cadeia leiteira paulista também está se preparando para a implantação de um selo de qualidade do governo estadual nos lácteos, a começar pelo leite B. A idéia é incentivar o consumo de produtos com um padrão superior de qualidade e preço. Qualquer produto lácteo industrializado em São Paulo poderá ter o selo, mesmo que a matéria-prima tenha vindo de outras regiões. Ainda não há data definida para implantação nem quantas empresas devem aderir à proposta.
Fonte: Valor On Line (por Giuliano Ventura), adaptado por Equipe MilkPoint
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OUTRO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 30/04/2002

VALINHOS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 23/04/2002
Hoje, o maior problema é a guerra fiscal praticada por quase todos os estados contra S. Paulo, que dão às suas indústrias de laticínios incentivos fiscais. Em alguns casos, o ICMS a ser pago é apenas 2%, mas transferem para o varejista paulista 12% de ICMS, enquanto este varejista vende o leite comprado de outro estado com débito de ICMS de 7%, restando-lhe saldo credor de 5%. Nesses casos, os supermercados, podem vender o leite a preços inferiores aos de compra e ainda assim ter lucros.
Esclareço que, após muitas análises, chegamos a conclusão que o mais viável seria a isenção dentro do estado, de todo tipo de leite, tanto o pasteurizado, como o esterilizado.
Para os cofres do estado seria um ganho, já que se fizerem um levantamento da conta Leite, verão que a mesma para o estado é negativa. Para os produtores paulistas, haverá vantagens, pois o leite produzido no estado se tornará mais competitivo que os produzidos em outros estados.
A aplicação de uma tributação de 12%, como disse o Sr. Secretário da Agricultura, já existe, e não é empecilho nenhum para o leite que vem de fora do Estado, já que os incentivos fiscais existentes nos outros Estados anulam esta tributação, tornando inócua qualquer atitude neste sentido.
Por outro lado, como disse o Sr. Secretário, no caso dos frangos, que o estado de S. Paulo tomou tal atitude, os Estados prejudicados entraram com ação de inconstitucionalidade, anularam o efeito, e até hoje, após mais de 4 anos, ainda não foi resolvida, estando pendente na Justiça.
No caso de se aplicar uma tributação, é meu parecer, o Estado poderia tributar todos os produtos lácteos a 18%, dando aos laticínios paulistas créditos correspondentes, nas compras de leite de produtores do Estado.
Quanto ao estado não entrar na guerra fiscal, para os incautos pode parecer uma atitude louvável, mas, com isso, estamos perdendo muitas indústrias, e iremos perder muitas mais, se não for tomada uma atitude urgente, ficando para o Estado o desempregado e, nós, produtores de leite, termos de vender nosso gado para o abate, pois, não haverá comprador, e vamos arrendar nossas terras para plantio de cana de açúcar.

BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 23/04/2002