Para curtir o leite
Artigos Especiais: O Brasil é um dos países mais populares e populosos nas redes sociais. Perde apenas para os Estados Unidos. Dos 901 milhões de usuários do Facebook no mundo, 67 milhões moram no Brasil e no Twitter, dos 500 milhões de usuários, 30 milhões vestem a camisa verde-amarela. Dentro do espaço de 140 caracteres, os brasileiros discutem sobre novela, futebol, fatos insólitos da TV, tragédias, temas políticos e polêmicos. O universo do agronegócio leite é bem menos popular nas redes, mas, aos poucos, vem ganhando adeptos.
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O Brasil é um dos países mais populares e populosos nas redes sociais. Perde apenas para os Estados Unidos. Dos 901 milhões de usuários do Facebook no mundo, 67 milhões moram no Brasil, segundo levantamento feito em 2012 e publicado pela empresa norte-americana Socialbackers, que monitora o uso das redes sociais. No Twitter, dos 500 milhões de usuários, 30 milhões vestem a camisa verde-amarela. Dentro do espaço de 140 caracteres, os brasileiros discutem sobre novela, futebol, fatos insólitos da TV, tragédias, temas políticos e polêmicos. O universo do agronegócio leite é bem menos popular nas redes, mas, aos poucos, vem ganhando adeptos. Para ter uma ideia da dimensão desse fenômeno, a reportagem analisou como o agronegócio leite do Brasil, atua nas redes sociais. São fazendas, cooperativas, órgãos estatais e portais que perceberam o “poder” e passaram a utilizar essas ferramentas de reconhecida eficiência para disseminar ideias e fazer negócios.
A Fazenda Agrindus S/A, 2ª maior produtora de leite do Brasil em 2012, segundo o levantamento Top 100 2013 do portal MilkPoint, está na dianteira entre as fazendas que industrializam a própria marca (Letti). Mantém contas no Twitter, Google +, Youtube e no Facebook. Destas, a mais forte é a do Facebook, que possui 4.683 fãs. Além de manter o espaço para fazer o marketing de seus produtos, o leite Letti publica dicas de boa alimentação, benefícios do leite e derivados, curiosidades culinárias, equipes esportivas patrocinadas pela empresa (ciclismo), links de reportagens sobre a marca e seus donos, e a programação de leilões da fazenda Agrindus. Em 14 de abril, a Letti mostrava para os seguidores a foto da primeira garrafa de um novo produto sendo envasado. O post recebeu 241 curtidas, 46 compartilhamentos e inúmeros comentários. “Um post que chega a alcançar 400 mil usuários é fascinante e resultado de um conteúdo atraente e que vai ao encontro às necessidades dos usuários de redes sociais”, explicou a assessora de imprensa da fazenda, Nívea Noriega.
Dentre as cooperativas, a Castrolanda, com matriz em Castro/PR, que reúne alguns dos maiores produtores individuais de leite do país, merece destaque. Com o objetivo de disseminar as notícias da entidade e novidades do setor entre cooperados, clientes e internautas, possui um canal de vídeo (Castolanda na TV) e páginas no twitter e no facebook, este último podendo ser considerado um sucesso com mais 8 mil seguidores. Em um esforço para conservar sua história, a cooperativa mantém dentro do facebook uma página dedicada aos seus fundadores e presidentes. Também é destaque a página com as marcas comercializadas pela Castrolanda, que englobam desde sal mineral para o gado a aperitivos tipo snacks de batata, cortes de cordeiro, e principalmente derivados de leite. A página é atualizada três a quatro vezes ao dia. Os canais no twitter e Youtube são atualizados com menor regularidade.
A Sekita Agronegócios, grupo de São Gotardo/ MG, que fornece para a Itambé e para a DPA - joint venture entre Nestlé e Fonterra, se difere das demais por manter ativas contas no Linkedin, rede de relacionamentos profissionais criada nos Estados Unidos em 2003, que alcançou a marca de 3 milhões de usuários no Brasil e no Flickr, site de hospedagem e partilha de imagens fotográficas, onde mantém quase 450 imagens das atividades da fazenda. O twitter da empresa, apesar de ativo, não é atualizado desde janeiro.
Segmentação
As redes sociais segmentadas ganham espaço entre aqueles que querem as funcionalidades de redes sociais convencionais, mas em um ambiente mais restrito e com preferências semelhantes.
De acordo com a pesquisadora de redes sociais da Universidade Federal de Juiz de Fora, Patrícia Gonçalves Rossini, é exatamente essa segmentação de propostas que faz com que a internet sempre tenha espaço para novas redes. “A tendência de fragmentação da internet vem se desenvolvendo desde o surgimento dos primeiros fóruns, salas de bate papo e comunidades virtuais, criando espaços estruturados para facilitar o encontro de pessoas que compartilham interesses e/ou motivações”, explica.
No leite não seria diferente. Há dois anos, o projeto Núcleo para Valorização dos Produtos Lácteos na Alimentação Humana (NUVLAC), do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e com a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), trouxe uma inovação para a discussão sobre o leite e seus derivados ao colocar no ar uma rede social voltada exclusivamente para o tema.
A rede, que pode ser acessada pelo endereço www.nuvlac.com.br, nasceu com objetivo de organizar e divulgar informações, estudos científicos, benefícios e eventos ligados à área dos lácteos, além de gerar discussões e criar um ambiente de debate para o assunto. Para o professor do Departamento de Nutrição da UFJF, Paulo Henrique Fonseca da Silva, o NUVLAC cumpre um papel importante na sociedade atual, onde a academia precisa estar comprometida com a geração de conhecimento e a formação de pessoas com talento e competência para atuar no setor de lácteos. "O projeto possui grande importância em um momento em que as pessoas estão voltadas para a qualidade de vida, da qual a alimentação saudável é um pilar insubstituível. Ao mesmo tempo, empresas são desafiadas, aplicando princípios éticos e de responsabilidade social, a ofertar produtos lácteos nutritivos, seguros e inovadores."
Em 2013, o NUVLAC lançou uma ferramenta para quem se interessa pelo leite UHT, a WIKI UHT. Nela, encontra-se conceitos atrelados à produção, processo e o consumo do leite UHT. A WIKI é uma ferramenta para construção colaborativa de conceitos. A participação é aberta a todos e as atualizações são moderadas para que não sejam disseminados conceitos errôneos. Até o momento os textos foram produzidos por mestrandos em Leite e Derivados, curso oferecido pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Alguns dos conceitos disponíveis são: estabilidade térmica do leite, rastreabilidade, shelf-life do leite UHT, etc. Outro destaque do Núcleo é a página no facebook com cerca de 800 seguidores.
No grupo das empresas estatais, uma referência é a Embrapa Gado de Leite que mantém uma rede própria desde 2011, a Repileite - Rede de Pesquisa e Inovação em Leite. Participam da Repileite pesquisadores da Empresa e de outras instituições, produtores rurais, técnicos e estudantes ligados à pecuária leiteira. Os 2.143 membros podem iniciar discussões ou apenas acompanhar os temas propostos em fóruns, blogs, chats, fotos, vídeos e transmissões ao vivo ou fazer o download de publicações como o Guia de Boas Práticas na Pecuária de Leite.
Aos interessados, basta acessar http://repileite.ning.com e se cadastrar.
A Embrapa Gado de Leite mantém ainda uma página no Youtube desde 2010 com mais de 63.350 visualizações. Os 42 vídeos inseridos possuem temáticas variadas como o controle da cigarrinha das pastagens, o uso da cana-de-açúcar na alimentação de vacas, manejo da água para bovinos e o consórcio milho-braquiária. A última postagem é um teatro de fantoches montado no município de Lima Duarte/MG que busca a valorização do produtor de leite da região.
Mas, a iniciativa de maior êxito na cadeia leiteira em relação à quantidade de público são as páginas do twitter e facebook do portal MilkPoint, (www.milkpoint.com.br) com 2.357 e 75.893 seguidores, respectivamente.
As páginas são alimentadas com as notícias publicadas no portal, mas com uma linguagem mais informal, com direito a charges, enquetes rápidas e fotos. Claro, com espaço para postagens dos artigos técnicos e matérias de destaque. “Nossa fan page no facebook tem uma linguagem diferente da utilizada no site e o público é, em parte, também um pouco distinto, mais jovem e às vezes não ligado do ponto de vista de negócio e profissão ao leite, mas sim apreciadores da atividade e de lácteos”, diz Marcelo Pereira de Carvalho, coordenador do site. “Estamos ainda aprendendo a lidar com uma outra rede social que não a nossa, apesar do grande número de seguidores”.
Há treze anos no ar, o MilkPoint, que possui versões mobile e aplicativos para Android e IOS, desenvolveu diversos produtos e hoje conta com instrutores capacitados para cursos online, realiza eventos, tem artigos escritos pelos melhores consultores e professores, e ainda oferece trabalhos de consultoria de mercado e viagens técnicas para os países que são hoje exemplos de produção.
*Renato Ponzio Scardoelli é Assessor de Comunicação da Sociedade Rural Brasileira
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Material escrito por:
Renato Ponzio Scardoelli
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SÃO PAULO - SÃO PAULO - MÍDIA ESPECIALIZADA/IMPRENSA
EM 30/10/2013
Falamos por email.
Abs
Renato

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - MÍDIA ESPECIALIZADA/IMPRENSA
EM 24/10/2013
Posso reproduzí-lo na revista no Silemg - Sindicato das Indústrias de Laticínios de Minas Gerais?
Me passe seus contatos por e-mail, por favor: hellem@redecomunicacao.com. Abs,

GOVERNADOR VALADARES - MINAS GERAIS
EM 13/05/2013
SÃO PAULO - SÃO PAULO - MÍDIA ESPECIALIZADA/IMPRENSA
EM 26/04/2013
As boas ações do setor estão por toda a parte e precisam ser mostradas.
Abraço

SÃO PAULO - SÃO PAULO - MÍDIA ESPECIALIZADA/IMPRENSA
EM 26/04/2013

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS
EM 26/04/2013
NOVA FRIBURGO - RIO DE JANEIRO - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS
EM 26/04/2013
As redes sociais já sao uma otima ferramenta de divulgação e informação.
Que seja assim tambem para o setor leiteiro.
So acrescentando, a nossa empresa Caprilat - que trabalha com leite e derivados de cabra ja possui tambem no Facebook a sua pagina.Quem quiser conhecer
acesse m.facebook.com/Caprilat e http://www.caprialt.com
Paulo