A companhia está em busca de um ou mais master franqueados, que ficarão responsáveis pela expansão da marca no país. Já há pelo menos cinco reuniões agendadas com potenciais parceiros. O perfil procurado é de grupos capitalizados, com experiência na operação de restaurantes e capacidade para desenvolver a rede no mercado brasileiro.
A busca não começou agora. A Papa Johns conversa há alguns anos com potenciais operadores. Em 2011, inclusive, a rede chegou a anunciar entrada no país, mas os planos não foram para frente porque a companhia não encontrou um parceiro que considerasse adequado. "Não tínhamos as conexões certas com o mercado", lamenta John Matter, diretor global de desenvolvimento da Papa Johns.
Em 2026, porém, a entrada no Brasil passou a figurar entre as prioridades estratégicas da companhia. "Queremos estar aqui há muito tempo e estamos muito animados com a oportunidade de trazer nosso produto e fazer com que a população local experimente nossa pizza", afirma Matter. A expectativa é ter a primeira unidade funcionando em São Paulo até o fim de 2027 ou início de 2028.
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O Brasil foi colocado entre as prioridades da estratégia de expansão internacional da Papa Johns. A aposta combina o tamanho da economia e, principalmente, o apetite do brasileiro por pizza. Só na cidade de São Paulo são produzidas mais de 800 mil pizzas por dia, segundo dados da Associação Pizzarias Unidas do Brasil (Apubra). A cidade só fica atrás de Nova York no consumo de fatias.
A movimentação faz parte de uma ofensiva internacional mais ampla. Recentemente, a Papa Johns escolheu a KM Capital como nova parceira de franquias no México e renovou acordos de desenvolvimento em mercados como Chile, Equador, Panamá, Costa Rica, Guatemala e República Dominicana. A empresa também avança em novos países, entre eles a Índia.
A companhia avalia que o desempenho da marca em outros países latino-americanos abre espaço para repetir a estratégia por aqui, mas vê particularidades no consumidor brasileiro. A adaptação ao gosto local deverá, por isso, fazer parte do cardápio desde o início. “Para realmente sermos bem-sucedidos aqui, queremos garantir uma parceria com um parceiro local forte, que entenda esse mercado único e consiga trazer os sabores que sabemos que os brasileiros querem encontrar em suas pizzas”, diz Matter.
A chegada colocará a Papa Johns em uma disputa na qual redes internacionais como Pizza Hut e Dominos já dividem espaço com milhares de pizzarias independentes. A estratégia não será brigar apenas por preço. A companhia pretende se posicionar como uma opção premium entre as grandes redes, sem tentar ocupar o mesmo espaço das pizzarias artesanais de tíquete mais elevado.
É no produto que a Papa Johns pretende marcar distância das concorrentes. “Nossa massa é feita com seis ingredientes simples e nunca é congelada. Nossos vegetais são frescos e cortados nas próprias lojas. Nenhuma das nossas carnes tem sabores artificiais ou aditivos. Temos orgulho da nossa promessa: melhores ingredientes, melhor pizza”, diz o executivo.
As informações são da Exame, adaptadas pela equipe MilkPoint.
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