O Responsible Dairy se concentrará em acelerar a inovação, adotar novas tecnologias e práticas e promover ganhos ambientais e de produtividade de forma mais eficiente para manter a competitividade global. O governo anunciou o grande investimento no setor de laticínios em 10 de junho como parte de seu pacote mais amplo de Flexibilidade de Uso da Terra (Land Use Flexibility).
O financiamento total do programa soma NZ$ 45,85 milhões (US$ 26,57 milhões) ao longo de sete anos, com o Fundo de Crescimento do Setor Primário (Primary Sector Growth Fund) do Ministério das Indústrias Primárias (MPI) contribuindo com NZ$ 18,34 milhões (US$ 10,63 milhões). Até NZ$ 19,73 milhões (US$ 11,44 milhões) serão provenientes da taxa já existente da DairyNZ, e o restante será composto por contribuições financeiras ou em espécie de uma coalizão de parceiros.
Os altos interesses do setor leiteiro
Este programa dará suporte a um setor que possui grande importância econômica para o país. “O setor leiteiro da Nova Zelândia é um pilar da economia nacional, contribuindo significativamente para as exportações, o emprego e o desenvolvimento regional. No ano encerrado em 30 de junho de 2025, a Nova Zelândia exportou um recorde de NZ$ 27,15 bilhões (US$ 15,56 bilhões) em produtos lácteos. O setor leiteiro agora gera mais de um em cada quatro dólares das receitas cambiais da Nova Zelândia provenientes das exportações de bens e serviços e emprega mais de 55 mil pessoas”, afirmou o CEO da DairyNZ, Campbell Parker.
Apesar dessa dimensão, Parker destacou que o setor leiteiro neozelandês está estagnado. “Desde aproximadamente 2015, o setor leiteiro atingiu um platô de produtividade. O Responsible Dairy aumentará a resiliência e o valor do setor leiteiro ao ajudar todos os produtores a alcançar um novo patamar de produtividade, eficiência e sustentabilidade em suas propriedades individuais, ao mesmo tempo em que continuará impulsionando avanços ambientais em todo o setor”, disse.
Ao mesmo tempo, a concorrência global se intensificou, alertou Parker. “Nossos concorrentes globais enxergam a mesma oportunidade que nós. Eles estão inovando e se adaptando em um ritmo incrível e, em comparação, talvez não tenhamos nos desafiado tanto quanto poderíamos como setor.”
Parker enfatizou a importância de acelerar a inovação, ampliar a adoção de novas práticas e tecnologias e promover ganhos ambientais e de produtividade de forma mais eficiente. “Pode-se argumentar que os produtores de leite fizeram mais para elevar os padrões do que qualquer outro setor. Passamos anos investindo em melhorias ambientais, melhor infraestrutura, plantio, manejo de efluentes, genética e sistemas produtivos mais resilientes. Esse progresso oferece uma base sólida para a próxima fase de mudanças. Mas ficar parado não é uma opção.”
Parker acrescentou que o cofinanciamento por parte do governo e da indústria foi fundamental. “Espera-se que isso acelere o ritmo com que o setor adota tecnologias transformadoras, colocando-as em uso ativo anos antes do que ocorreria de outra forma, para manter o leite da Nova Zelândia competitivo globalmente. Para proteger valor e permanecer à frente da concorrência global, nosso desafio é fazer o setor crescer e evoluir de maneiras que fortaleçam os resultados ambientais e a licença social para operar, ao mesmo tempo em que aprimorem os atributos de origem e sustentabilidade que sustentam os prêmios que clientes e consumidores de alto valor estão dispostos a pagar pelo leite da Nova Zelândia”, acrescentou.
Metas: crescimento, meio ambiente e rentabilidade
O Responsible Dairy foi concebido para construir resiliência e valor de longo prazo para o setor. O programa utilizará inovação orientada pela ciência e ações coordenadas, colocando ferramentas práticas nas mãos dos produtores para melhorar a resiliência e o desempenho econômico do setor. Nos dois primeiros anos, o programa estabelecerá uma rede nacional de 35 a 40 fazendas parceiras para demonstrar sistemas de produção com baixa pegada ambiental e alta produtividade.
Também irá avaliar e testar novas tecnologias e soluções baseadas na natureza, próximas da comercialização, além de desenvolver um plano nacional para um setor leiteiro resiliente, integrando mapeamento espacial, modelagem econômica e análise de resiliência climática. “A realidade é que o crescimento futuro de valor será diferente do passado. Haverá uma abundância de oportunidades para sistemas leiteiros apoiados por infraestrutura moderna, melhor gestão ambiental, genética aprimorada e tecnologias emergentes”, disse Parker.
“O Responsible Dairy dará opções aos produtores — ferramentas e informações que eles poderão escolher para melhorar a eficiência, a produtividade e os resultados ambientais.” Até 2050, espera-se que o Responsible Dairy entregue aproximadamente 20% de crescimento na produção de sólidos do leite por meio das fazendas existentes e de mudanças no uso da terra, uma redução de 20% na lixiviação de nitrogênio por hectare e um aumento de 13% na rentabilidade do setor.
As metas ambientais incluem um aumento de 60% no plantio de vegetação ciliar e um aumento de 50% nas áreas úmidas protegidas, com a ambição declarada de dobrar a presença da natureza nas fazendas. O programa conta com o apoio de uma ampla coalizão que reúne ciência, produção agropecuária, finanças, tecnologia, fertilizantes e governo.
Entre os parceiros estão Craigmore Sustainables, Dairy Holdings, Pamu, a Associação de Fertilizantes da Nova Zelândia (Fertiliser Association of New Zealand), Rabobank, Halter e Gallagher. A expertise científica será fornecida pelo Bioeconomy Science Institute Maiangi Taiao e pela Earth Sciences New Zealand.
As informações são do Dairy Reporter, traduzidos e adaptados pela equipe MilkPoint.
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