Segundo ela, a demora na implementação de ações voltadas ao campo se deve ao fluxo intenso de demandas, e lembrou que a prioridade no momento é o setor de Saúde.
“O problema realmente é tempo. Eles [equipe econômica] estão lá com uma demanda enorme e precisam liberar. Não tem nada contra o agro, não vamos enxergar fantasma onde não existe. O que existe é um excesso de demandas”, disse. “O governo não assina um cheque e põe na conta das pessoas. Tem responsabilidade fiscal, tem burocracia, tem lei, tem portaria”, continuou.
Desde a semana passada, o setor produtivo e o próprio Ministério da Agricultura pleiteiam a realização de uma reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional (CMN) para que medidas de apoio ao campo sejam aprovadas, mas até agora sem sucesso.
Tereza Cristina afirmou que o problema do Rio Grande do Sul, que apresentou uma série de demandas de socorro aos produtores rurais prejudicados pela estiagem que afetou lavouras desde o fim de 2019, está “equacionado”. Ela participou hoje de uma videoconferência com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezzano, e entidades do Estado.
O pacote de medidas, no entanto, também esbarra na falta de tempo da equipe econômica. “Estamos assegurando que eles vão receber [ajuda], mas infelizmente não é no nosso tempo".
“Está tendo compreensão, estamos conversando todos os dias com a Economia e está fluindo. A partir dessa semana ainda várias medidas de apoio no Rio Grande do Sul e para enfrentar o coronavírus vão começar a sair da Economia”.
As informações são do Valor Econômico.