Marca de suplementos Maxinutri investe R$ 67 milhões em fábrica e novo centro logístico no Paraná

Presente em mais de 83 mil farmácias, a Maxinutri quer ampliar a capacidade produtiva e atingir R$ 500 milhões em faturamento em 2027.

Publicado por: MilkPoint

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A Maxinutri, fundada há 19 anos em Arapongas, Paraná, começou com três produtos e hoje fabrica mais de 200, com presença em 83 mil pontos de venda. Em 2026, investirá R$ 67 milhões em expansão industrial e logística, incluindo uma nova fábrica e centro de distribuição. A receita projetada para 2023 é de R$ 425-430 milhões, com meta de R$ 500 milhões em 2027. A empresa aposta no crescimento no segmento de gomas e na distribuição eficiente, além de explorar novos mercados como higiene e beleza.
Há 19 anos, a indústria de suplementos Maxinutri começou em um espaço de 70 metros quadrados, em Arapongas, no norte do Paraná, produzindo apenas três itens: um shake, um chá e uma sopa para emagrecimento. Hoje, a empresa fabrica mais de 200 produtos, está presente em mais de 83 mil pontos de venda no país e prepara um novo salto de crescimento.

Em 2026, a companhia está tirando do papel um investimento de R$ 67 milhões para ampliar sua operação industrial e logística. O pacote inclui uma expansão de fábrica de R$ 45 milhões e a construção de um novo centro de distribuição de R$ 22 milhões, ambos em Arapongas. "Estamos construindo uma estrutura para sustentar os próximos ciclos de crescimento. O que está sendo feito agora foi pensado para os próximos anos da companhia", afirma Fernando Ferdinandi, fundador e CEO da Maxinutri.

Após alcançar receita de R$ 345 milhões em 2025, a projeção de Ferdinandi é de encerrar este ano com faturamento entre R$ 425 milhões e R$ 430 milhões — e alcançar a marca de R$ 500 milhões em receita em 2027, quando a empresa completa 20 anos de fundação. Nos últimos três anos, a empresa cresceu 128,8%, ritmo que colocou a companhia entre as que mais avançam no mercado brasileiro de suplementação proteica.

Maxinutri investe R$ 67 milhões em fábrica e novo centro logístico no Paraná

Foto: Maxinutri/Divulgação

Como se dá a expansão da Maxinutri

O principal investimento da empresa está concentrado na fábrica. A Maxinutri opera atualmente em uma planta industrial de 20 mil metros quadrados em Arapongas. A sede própria começou a ser construída em 2016 e foi inaugurada em 2018. Agora, a empresa finaliza uma nova expansão de 5 mil metros quadrados, que deverá entrar em operação em janeiro do próximo ano. O projeto contempla novas linhas de produção, incluindo líquidos, cápsulas softgel, pré-misturas e um novo setor de embalagem, além da ampliação do laboratório de controle de qualidade.

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Uma das principais apostas é a entrada mais forte no segmento de suplementos em gomas. "É um movimento que vem crescendo de maneira muito acelerada. É um formato que apresenta grande aderência em diferentes públicos, desde jovens até idosos, pela facilidade de consumo", diz Ferdinandi. Somente a linha de produção de gomas demandou R$ 18 milhões em investimentos entre equipamentos e estrutura produtiva.

Como melhorar um gargalo de logística

Paralelamente à expansão industrial, a empresa está construindo um novo centro de distribuição de 8 mil metros quadrados em frente à fábrica. O empreendimento terá capacidade para armazenar 9 mil posições de pallets de produtos acabados e deve entrar em operação entre o fim deste ano e o início do próximo. Segundo o executivo, o crescimento da companhia acabou transformando a logística em um dos principais desafios operacionais.

Hoje, a Maxinutri abastece praticamente todo o território nacional a partir de Arapongas. "Chegou um momento em que percebemos que precisávamos ganhar eficiência logística para continuar crescendo no ritmo que vínhamos apresentando." A decisão de investir na distribuição começou há quatro anos. A empresa comprou um primeiro caminhão para testar uma operação própria. O resultado levou à aquisição de novos veículos. Hoje, a companhia possui uma frota de 16 carretas.

Em termos financeiros, o ganho não foi tão expressivo. Segundo Fernando, a economia de custos ficou abaixo de 10%. Os benefícios vieram em outras frentes. "Tivemos uma redução drástica de avarias e um ganho muito expressivo de qualidade de serviço, previsibilidade e tempo de entrega."

Maxinutri investe R$ 67 milhões em fábrica e novo centro logístico no Paraná

Foto: Maxinutri/Divulgação

A força do canal farmacêutico

A expansão da empresa também se apoia em um modelo comercial pouco usual quando a Maxinutri foi criada. No início dos anos 2000, a maior parte dos suplementos era comercializada em lojas especializadas em nutrição esportiva. A categoria praticamente não existia dentro das farmácias. Foi justamente nesse espaço que a companhia decidiu apostar.

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A decisão foi influenciada pela própria trajetória do fundador. Filho de agricultores, Ferdinandi começou a trabalhar aos 12 anos em uma farmácia de Arapongas. Permaneceu ali por cinco anos, passando por diferentes funções e aprendendo também sobre manipulação.

Mais tarde, cursou Farmácia, comprou uma drogaria junto de um colega de faculdade e abriu uma segunda unidade. Foi dessa experiência que surgiu a percepção de que as farmácias poderiam se tornar um importante canal para vitaminas e suplementos. "Quando começamos, precisávamos convencer distribuidores e farmacistas de que essa categoria tinha potencial."

A estratégia exigiu um trabalho de longo prazo. Hoje, a companhia opera por meio de 180 distribuidores espalhados pelo Brasil. Eles representam cerca de 85% do negócio e formam uma estrutura comercial de quase 5 mil vendedores. O resultado é uma capilaridade rara para uma empresa do segmento: mais de 83 mil farmácias brasileiras possuem pelo menos um produto da Maxinutri em suas prateleiras. Para Fernando, essa é a principal vantagem competitiva da empresa. "Nossa cadeia de parceiros é o ativo mais valioso que construímos. Ela reduz risco de concentração, reduz inadimplência e nos dá capacidade de escalar o portfólio."

Quais serão os próximos passos da Maxinutri

Os investimentos atuais não encerram o processo de expansão. Neste ano, a companhia adquiriu mais uma área de 20 mil metros quadrados ao lado da fábrica. O terreno vai abrigar novos projetos industriais, incluindo a possibilidade de entrada no mercado de higiene e beleza. A lógica, segundo Fernando, é ampliar a jornada de cuidado oferecida ao consumidor. "Hoje ajudamos as pessoas a cuidar da saúde de dentro para dentro. Faz sentido também participar do cuidado de fora para dentro."

A empresa projeta crescer entre 15% e 17% no próximo ano e atingir a marca de R$ 500 milhões em faturamento em 2027. Para um negócio que começou com R$ 80 mil de investimento e uma pequena fábrica instalada em um espaço de 70 metros quadrados, o meio bilhão de reais em receita tem um significado particular. "Seria uma maneira muito simbólica de comemorar os 20 anos da empresa. Mostraria que valeu a pena insistir quando tudo parecia ter dado errado."

As informações são da Exame, adaptadas pela equipe MilkPoint.

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