Mais leite no mercado pressiona spot e muçarela, mas preços internacionais sobem

Com o objetivo de atualizar os leitores sobre os principais movimentos do mercado lácteo, o MilkPoint, em parceria com o MilkPoint Mercado, traz um panorama quinzenal com os acontecimentos mais relevantes de preços no setor.

Publicado por: MilkPoint

Publicado em: - 3 minutos de leitura

Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 1

Sem tempo? Leia o resumo gerado pela MilkIA
No 410º leilão Global Dairy Trade, o índice de preços subiu 2,3%, atingindo USD 3.873 por tonelada, com vendas de 41.054 toneladas, um recorde para 2026. Em agosto, os preços do leite spot caíram para R$ 3,008, impactados por menor consumo e reduções nos derivados. Os ajustes de preços do leite variaram entre estados, com Mato Grosso subindo 3,4% e Rio Grande do Sul caindo 1,01%. O mercado de muçarela teve quedas, enquanto leite em pó apresentou altas. Milho e soja também valorizam, refletindo a demanda. A oferta de leite cresceu, mas a demanda se manteve estável.
Leilão GDT: no 410º leilão Global Dairy Trade, o índice de preços da plataforma subiu 2,3%, atingindo o valor médio de USD 3.873 por tonelada. O resultado confirma a alta contínua dos preços internacionais dos lácteos após um período de pouca oscilação, mostrando uma reação positiva no ambiente de negócios. O volume total de vendas somou 41.054 toneladas, alta de 1,4% frente ao leilão passado, que já havia apresentado forte avanço na quantidade negociada. Esse valor estabelece um novo recorde para 2026, ultrapassando os níveis de 2024 e chegando perto das maiores marcas de 2025, registradas nos leilões de outubro, época de pico da produção na Oceania.

Leite spot: na segunda metade de agosto de 2026, os preços do leite spot caíram em todos os estados monitorados. A média do país encerrou a quinzena em R$ 3,008, o que significa uma queda de R$ 0,067 em relação à quinzena anterior. Além das questões de oferta, o setor perdeu força devido ao desempenho do consumo na ponta final. Reduções de preço nos principais derivados lácteos, sobretudo no leite UHT, ajudaram a pressionar as negociações no mercado spot. 

Conseleite: os preços projetados pelos conselhos estaduais foram variados neste mês. Mato Grosso definiu um ajuste positivo de 3,4% no leite a ser pago em agosto, chegando a 2,7254 R$/l. O Paraná registrou um ajuste positivo mais leve, de 0,24% levando o valor do leite padrão a ser pago em setembro a 2,6179 R$/l. Minas Gerais indica uma projeção com aumento de 1,2% no leite que será pago em setembro, ficando em 2,9299 R$/l. Citando aumento da oferta de leite, o Rio Grande do Sul registrou leve um ajuste de -1,01%, com valor de referência de 2,4754 R$/l.

Continua depois da publicidade

Muçarela: o mercado de muçarela registrou reduções nas cotações após um período de maior estabilidade. O aumento no volume ofertado frente a uma demanda estagnada minou a sustentação dos preços, pressionando os valores para baixo na maioria dos locais acompanhados. A maior desvalorização foi observada no Rio de Janeiro, com -R$ 0,6 (R$ 35,6), seguido por São Paulo, que apontou retração de -R$ 0,5 (R$ 33,7). Na contramão do movimento geral, a Região Centro-Oeste e parte do Sudeste mantiveram fôlego positivo: Goiás registrou a maior alta semanal, com +R$ 0,4 (R$ 35,7), e Minas Gerais teve avanço de +R$ 0,3 (R$ 35,7). No Sul, o Paraná apresentou -R$ 0,2 (R$ 33,6), enquanto Santa Catarina e Rio Grande do Sul registraram os menores ajustes negativos do período, ambos com queda de R$ 0,1 (R$ 33,1 e R$ 32,1, respectivamente).

Leite em pó: o setor de leite em pó registrou altas em suas cotações. Com a procura um pouco mais aquecida e um ambiente de negócios mais firme, os valores ganharam maior sustentação, apresentando uma leve valorização no período. O leite em pó integral obteve um aumento de R$0,1, chegando a R$24,4 em São Paulo. Com um ajuste maior, o leite em pó desnatado recebeu uma valorização de R$0,3 e chegou a R$22,3 em São Paulo. No segmento do leite em pó fracionado, São Paulo chegou a R$30,2 com um ajuste positivo de R$0,1 e o Nordeste a R$30,2 com valorização de R$0,3.

Milho: nesta quinzena, o mercado de milho apresentou tendência de alta nas cotações. Os valores futuros exerceram pressão positiva sobre os preços, enquanto a oferta elevada limitou uma valorização mais expressiva. Com isso, a média da saca ficou em R$67,90/saca, registrando alta de 3,7% em relação à quinzena anterior.

Soja: alinhado ao movimento observado no milho, o mercado de soja também apresentou valorização na segunda quinzena de agosto. A demanda mais firme, combinada à valorização no mercado internacional, contribuiu para sustentar as cotações, que registraram alta de 5,3%, alcançando R$ 153,18 por saca.

Oferta: a oferta de leite seguiu o movimento sazonal da produção, mantendo trajetória de crescimento na região Sul e ampliando a disponibilidade de matéria-prima no mercado. Ainda assim, os volumes permanecem em patamares semelhantes aos observados no mesmo período do ano anterior. 

Demanda: o cenário de demanda permanece estável, com o consumo na ponta indicando aumento nas movimentações. Apesar disso, os derivados seguem apresentando retrações nas cotações, sinalizando um mercado com menor sustentação dos preços em relação aos períodos anteriores. 

Veja mais informações sobre preços e produção aqui.

Vale a pena ler também:

Citando aumento da oferta de leite, Conseleite/RS registra leve ajuste de -1,01%

Conseleite/MG projeta aumento de 1,2% no leite que será pago em setembro, entenda!

QUER ACESSAR O CONTEÚDO? É GRATUITO!

Para continuar lendo o conteúdo entre com sua conta ou cadastre-se no MilkPoint.

Tenha acesso a conteúdos exclusivos gratuitamente!

Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 1

Publicado por:

Foto MilkPoint

MilkPoint

O MilkPoint é maior portal sobre mercado lácteo do Brasil. Especialista em informações do agronegócio, cadeia leiteira, indústria de laticínios e outros.

Deixe sua opinião!

Foto do usuário

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração.

Qual a sua dúvida hoje?