O projeto que regulariza o "leite modificado" no Brasil, que esteve em consulta pública até o último dia 27, deve ganhar uma solução que contente, em parte, produtores e empresas que pretendem fabricar o produto. "A tendência é que seja permitida a fabricação de produtos com a adição de soro, mas não poderão ser chamados de leite modificado", diz o chefe do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura, Rui Vargas.
Se aprovado, o projeto original permitiria a comercialização de leite longa vida ou pasteurizado com até 20% de outros ingredientes, rotulado como "leite modificado".
As associações de produtores e a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) tomaram posição contrária à proposta. Em comunicado oficial, a CNA declarou que o leite modificado é "uma fraude para o consumidor, que compra um produto de qualidade muito inferior por um preço apenas um pouco mais barato".
Segundo o presidente da Leite Brasil, entidade que representa os produtores, Jorge Rubez, o projeto permitiria a legalização da adição de soro no leite comum, o que, segundo produtores, é prática irregular. Eles só admitem que seja chamado de leite, além da bebida pura, os produtos que recebem adição de vitaminas, ácidos graxos ou aromatizantes em pequenas quantidades, como o longa vida com ômega 3.
Propostas de alteração no projeto estão em análise no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Depois o projeto deve ser encaminhado para audiência pública no Congresso.
Fonte: Valor On Line (por Giuliano Ventura), adaptado por Equipe MilkPoint
"Leite modificado" não deverá ser aprovado
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