Lactose causa inflamação? Entenda a verdade

A lactose não é inflamatória por si só. Intolerantes sofrem com sintomas digestivos, mas estudos mostram efeito neutro ou até benéfico dos lácteos.

Publicado por: MilkPoint

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A lactose é um dissacarídeo do leite que requer a enzima lactase para ser digerido. A deficiência dessa enzima causa intolerância à lactose, resultando em sintomas como gases e diarreia. A lactose não é inflamatória para indivíduos saudáveis, e seu consumo não eleva marcadores inflamatórios. Porém, pode agravar sintomas em pessoas com doenças intestinais ou alergia à proteína do leite. Recomenda-se que intolerantes ajustem a ingestão, optando por produtos com menos lactose.

A lactose é o principal açúcar presente no leite e em seus derivados. Trata-se de um dissacarídeo formado pela união da glicose e da galactose, que precisa ser quebrado pela enzima lactase no intestino delgado para ser absorvido adequadamente. 

Quando há deficiência dessa enzima, o organismo não consegue digerir totalmente a lactose, o que leva a sintomas como gases, cólicas, distensão abdominal e diarreia sendo esses, sintomas bastante comuns e conhecidos para quem possui intolerância à lactose.

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Do ponto de vista da nutrição, é importante diferenciar a intolerância de uma reação inflamatória sistêmica. A lactose, em si, não é considerada uma substância inflamatória para pessoas saudáveis que produzem lactase em quantidade suficiente. 

E portanto, o desconforto causado em indivíduos intolerantes está mais relacionado à má digestão e à fermentação da lactose pelas bactérias intestinais, resultando em sintomas gastrointestinais locais, mas não em inflamação generalizada.

As evidências científicas atuais reforçam essa ideia. Revisões sistemáticas e meta-análises mostram que o consumo de leite e derivados não está associado ao aumento de marcadores inflamatórios, como proteína C reativa (PCR), interleucina-6 (IL-6) ou fator de necrose tumoral alfa (TNF-α). 

Pelo contrário, em muitos estudos os lácteos apresentam efeito neutro ou até levemente anti-inflamatório, especialmente quando se trata de produtos fermentados, como iogurte e kefir. 

Por outro lado, em pessoas com doenças intestinais crônicas (como doença de Crohn e colite ulcerativa), a presença de intolerância à lactose é mais comum devido ao comprometimento da mucosa intestinal. Nesses casos, o consumo de lactose pode intensificar sintomas gastrointestinais, mas isso ocorre por sensibilidade local e não por uma ação inflamatória direta da lactose.

Além disso, em casos de alergia à proteína do leite de vaca, há sim uma resposta inflamatória mediada pelo sistema imunológico, o que é diferente da intolerância à lactose que não envolve o sistema imune.

Portanto, dentro da perspectiva nutricional e científica atual, a lactose não deve ser vista como inflamatória por natureza. O que existe é uma resposta individual que depende da capacidade de digestão da lactose e da condição intestinal de cada pessoa. Para a população em geral, a lactose pode sim ser consumida sem riscos inflamatórios. 

Já para indivíduos intolerantes ou com patologias gastrointestinais específicas, a recomendação é ajustar a ingestão, optar por derivados com menor teor de lactose ou versões sem lactose, sempre respeitando a individualidade biológica e, de preferência, com acompanhamento profissional.

As informações são do Nsc total.

 

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