IFCN: Custo de produção do leite brasileiro se iguala ao custo dos EUA

O IFCN divulgou recentemente um relatório contendo informações de custos, referente ao ano de 2011. Foi observado um aumento médio de US$ 5 por 100 quilos de leite. Um importante direcionador foi o aumento de 38% no preço dos alimentos para animais.

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O IFCN divulgou recentemente um relatório contendo informações de custos, referente ao ano de 2011.

Interessante analisar que o custo de produção do Brasil aumentou de um ano para outro. Em 2010, o custo de uma fazenda brasileira de tamanho médio estava entre US$ 30-US$ 40, ao lado de países como Rússia e Índia. Já em 2011, o Brasil mudou de patamar, compartilhando os mesmos US$ 40- US$ 50 dos Estados Unidos e Reino Unido.

Desde 2007, percebe-se um alinhamento dos custos de produção de leite no mundo, com aumento mais acentuado nos países em desenvolvimento, principalmente devido à valorização de algumas moedas, podendo destacar o Real, e aumento no custo de mão de obra, caracterizando um desafio grande para os países em desenvolvimento.

De uma forma geral, houve aumento nos custos de produção na maioria dos países. Foi observado um aumento médio de US$ 5 por 100 quilos de leite. Um importante direcionador foi o aumento de 38% no preço dos alimentos para animais. Além disso, foram pontuados aumentos nos preços da energia e dos fertilizantes.

O custo médio para todos os países analisados foi de US$ 40,6 por 100 quilos de leite.

Custo da produção de leite em fazendas de tamanho médio por país em 2011
Figura 1


Os países podem ser agrupados nas seguintes categorias de custo:

- Custos abaixo de US$ 30: Argentina, Chile, Peru, Indonésia, Paquistão e países da região central da África.

- Custos de US$ 30-US$ 40: Oceania, África do Sul, Índia, países selecionados da África do Norte e Leste Europeu.

- Custos de US$ 40- US$ 50: Estados Unidos, Brasil, Reino Unido, Irlanda e Tunísia.

- Custos > US$ 50: um amplo número de países da Europa Ocidental, Polônia, México, Colômbia, Marrocos, Israel, Jordânia, Irã, Turquia e China. Muito provavelmente, Japão e Coreia também estão nesse segmento.

Em 2012, os custos deverão aumentar em cerca de 5% comparado com 2011. Os principais direcionadores para o aumento de custos são: maiores preços dos alimentos para animais, altos custos da energia e maior competição no mercado mundial de terras. Do lado do retorno, o preço médio do leite de janeiro a agosto caiu em 24% em 2012 comparado com o mesmo período de 2011. Dessa forma, a lucratividade das fazendas leiteiras deverá declinar significantemente em 2012, comparado com 2011.

O IFCN usa um indicador de custo que inclui todos os custos da contabilidade de perdas e ganhos das fazendas e também custos de oportunidade para mão de obra, terra e capital. No cálculo são deduzidos os retornos não provenientes do leite, como as vendas de vacas, novilhas e bezerros descartados, esterco, etc., e também pagamentos diretos. Para a criação do mapa mundial, foram utilizados os níveis de custo em fazendas com tamanho médio.

Desenvolvimentos nos preços dos alimentos para animais e impactos nos lácteos
Figura 2

Os preços dos alimentos para animais quase triplicaram desde 2006, de US$ 13 para US$ 42 por 100 quilos de alimento.

- Janeiro de 2006 a novembro de 2007: +70%, de US$ 13 para US$ 22/100 kg de alimento, direcionados pelo preço do petróleo e políticas de biocombustíveis.

- Agosto de 2010 a fevereiro de 2011: +50% de US$ 22 a US$ 32/100 kg de alimentos.

- Abril de 2012 a agosto de 2012: +30% de US$ 32 a US$ 41 por 100 kg, direcionado pela previsão de escassez na oferta que, por sua vez, foi direcionada principalmente pela extensiva seca nos Estados Unidos.

A razão entre o preço do leite e o preço da ração (milk feed ratio) está abaixo de 1. Esse é um indicador muito simples que ilustra quando as economias das fazendas leiteiras estão sob pressão devido à transmissão dos preços nos mercados mundiais ao nível da fazenda. Sistemas agrícolas baseados em alto consumo de alimentos concentrados são afetados a uma extensão maior.

Efeitos dos altos preços mundiais dos alimentos para animais em um período mais longo sobre as economias agrícolas

- Passo 1: Transformação do preço mundial dos alimentos para animais em preço nacional para concentrados.

- Passo 2: Aumento dos custos de compra de alimentos para animais dependendo da quantidade de alimentos comprados e da duração de contratos futuros dos produtores.

- Passo 3: Aumento dos valores da terra, especialmente para terras aráveis para culturas comerciais. Isso transforma em maiores custos de arrendamento de terras dependendo dos mercados locais das terras e também dos contratos de aluguel de terras.

- Passo 4: Custos de oportunidade para aumentos em sua própria terra à medida que os produtores podem obter lucros melhores vendendo as colheitas que produzem ao invés de fornecê-las a suas vacas. Um aumento desse custo depende da percepção e da decisão de cada produtor de leite.

- Passo 5: Se os preços dos alimentos para animais permanecerem mais tempo no nível atual, os preços de terras para pastagens também aumentarão, o que, por sua vez, levará a um aumento nos custos dos sistemas de pastoreio.

Em tempos de altos preços dos alimentos para animais, as fazendas leiteiras que têm baixo consumo de concentrados têm uma vantagem competitiva.

A matéria é da Equipe MilkPoint, com informações do IFCN.

Veja o relatório completo (em inglês) clicando aqui
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Guilherme Alves de Mello Franco
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 04/11/2012

Prezado Néude Côrtes Braga: Aí está o grande erro da pecuária leiteira nacional - criar gado de corte para a produção de leite. Opte por criar gado de corte ou por dedicar-se ao gado de leite. A denominada "DUPLA APTIDÃO" não tem futuro, em um campo tão limitado como a produção de leite, que não admite falhas. Se você não pode se especializar, não critique quem pode. Infelizmente, saia do mercado leiteiro e fique adstrito à produção de carne. Esta é a regra para a pecuária de leite no mundo inteiro e, no Brasil, não é - e, não pode - ser diferente. Os aventureiros das vacas de cinco litros não terão chance de continuar vivos, em um futuro bem próximo.


Um abraço,
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO


FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG


=HÁ SETE ANOS CONFINANDO QUALIDADE=
Luís Otávio da Costa de Lima
LUÍS OTÁVIO DA COSTA DE LIMA

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO

EM 01/11/2012

Caros colegas,



É sempre bom ler os posts e tentar entender as diferentes visões sobre os temas. A questão do custo de produção sempre será um desafio, visto que somos influenciados por vários fatores independentes entre si. O que precisamos é sair deste "apaixonamento" por sistema A ou B, de forma cega e ideologica entre os que defendem mínimo custo ou máxima produtividade... O desafio é máxima rentabilidade e ponto!



O Brasil é um dos únicos países onde se pode trabalhar com diferentes sistemas e sim, ganhar dinheiro com isso! Particularmente, acredito que nosso desafio é saber utilizar TODOS os fatores disponíveis em cada região.



No Brasil, o sistema NZ com certeza não é o mais rentável e o mesmo vale para o sistema norte americano. Possuímos o melhor dos dois mundos: Potencial de produção de pasto de qualidade em quase todas as estações do ano, alto potencial de produção de alimentos conservados e um custo benefício fantástico na utilizaçao de concentrado (mesmo com estes preços!).



Acreditar que vaca em pasto (e não digo SOMENTE a pasto) deve ter produtividade medíocre e vacas estabuladas devem ter um custo astronomico, é reflexo de visão curta..



Abraço

Luis Otávio
Eduardo Amorim
EDUARDO AMORIM

PATOS DE MINAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 31/10/2012

Prezados colegas produtores de leite,



O pecuarista Neude é criador de gado de corte e o seu comentário em sintese é uma critica aos produtores de leite que usam sistema intensivo,  entretanto, um dos maiores exemplos de sucesso do sistema de produção intensivo de leite está no Estado de Goiás, seu Estado,  que é a Fazenda Figueiredo do renomado criador de gado holandes e amigo Reinaldo "MPF" Figueiredo. É fato que não somente produtores de leite, mas todos que produzem proteina animal estão vivendo um periodo dificil com os altos custos do milho e da soja, prova disto é que os produtores de leite em sistema extensivo da Nova Zelandia também estão com dificuldades de fechar as contas. Os preços do leite precisam se ajustar a nova realidade mundial dos preços de commodities agricolas, parece que existe um teto, um valor máximo para litro de leite pago ao produtor, valor que gira em torno de R$ 1,00 desde 2008 e que atualmente não cobre os custos de produção. Ocorre que nos ultimos 5 anos tivemos 24,66% de inlação segundo IGPM, sem falar dos atuais e estratosfericos preços do farelo de soja e do milho que corroeram as margens de lucro dos produtores de leite, daí a necessidade de uma recomposição urgente dos preços ao produtor.



Grande Abraço



Eduardo Amorim

Faz. Caatingueiro/W.Amorim Gado Holandes

Patos de Minas
Néude
NÉUDE

ITUMBIARA - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 31/10/2012

Caro colega Guilherme: O seu sistema de confinamento só é viável no seu caso que tem vacas de 46 Litros, de alta genética. Agora vai eu com vacas que produzem 15 a 18 litros  em pastagens de mombaça (algumas até 30 Litros) irrigada o ano todo e cana Picada para fornecer na seca para vacas de menor potencial.



Fornecer silagem milho para vacas que produzem no máximo média de 19 litros, aí é para dar um tiro no pé... kkkk. A não ser que o Laticínio pague 1,00 no Litro e o preço da ração seja de 20 reais a ração com 22% de PB.



Nos tempos futuros que já se encaminham quem não conseguir reduzir os custos de produção irão se retirar das fazendas Leiteiras e procurar algo para fazer na cidade.

Carlos A. Oliveira
CARLOS A. OLIVEIRA

TERESÓPOLIS - RIO DE JANEIRO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 31/10/2012

Temos experiência em fazer custo de produção na atividade leiteira há mais de 12 anos.  Tivemos a oportunidade de participar de projeto financiado pela Comunidade Européia, denominado de Alfa Neruda, onde, entre outros, fez comparativo entre modelos de exploração e seus respectivos custos, em 5 países da América Latina e 5 países europeus.

Entre algumas conclusões em que o grupo chegou, uma delas indicou que, em situação de normalidade econômica nos países onde houveram as análises de custo de produção do leite, os preços praticados representavam o valor da sobrevivência dos produtores considerados medíocres (médios) em sua forma de desenvolver a atividade.  

Ou seja, os atores fora da porteira pagavam o valor para manter os produtores em atividade (vivos).

Portanto, de alguma forma, havia forte indicação que o preço médio pago aos produtores representavam o seu custo de produção sem remuneração de suas depreciações.

A relação entre o custo de produção e a relação com subsídios por parte de alguns países europeus, não representavam impacto no preço pago, já que os mesmos eram de formas diversas e visavam a manutenção do produtor na atividade, independente do preço pago.

A situação em que o Brasil vive hoje, com a valorização do real frente ao dólar, assim como a crise européia, prejudica a análise de comparação do custo de produção entre os diversos países, já que a força do valor da moeda sobrepõe a forma de que cada país explora sua pecuária leiteira.

Nos estranhou, na análise do IFCN, a colocação do Uruguai com o custo maior que a Argentina e nos mesmos patamares que a Austrália e Nova Zelândia.

O Projeto Alfa Neruda, pode concluir que o país que tinha o menor custo de produção para leite na época era o Uruguai, seguido da Argentina, Austrália, Nova Zelândia e Brasil.

Nos USA, o custo chegava a quase o dobro do BR. Neste estudo o IFCN demonstra custos semelhantes para estes dois países, será que os modelos produtivos mudaram nestes países?

Projeto Geroleite

Prof.Carlos A Oliveira

UFRRJ-IZ
Guilherme Alves de Mello Franco
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 29/10/2012

Prezado Néude Cortes Borges: Tudo bem, continue a produzir cinco litros/animal/dia, enquanto nós, os "errados" confinadores, produzimos trinta ou mais (eu, quarenta e seis e meio).


Quando vier a seca, seus pastos acabarem, faça como a cigarra da lenda: procure-nos, porque "formiguinhas" que somos, temos sempre nossas provisões armazenadas, com fartura, para o ano todo. Quem sabe poderemos lhe ajudar.


Um abraço,

GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO


FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG


=HÁ SETE ANOS CONFINANDO QUALIDADE=
Ronaldo Marciano Gontijo
RONALDO MARCIANO GONTIJO

BOM DESPACHO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 27/10/2012

A Argentina tem custo baixo, e os produtores recebem um valor que não cobre os custos, quem acompanha as noticias do país vizinho sabe que a situação por lá está igual ou pior que a nossa. Não importa se produz caro ou barato, o problema é que em qualquer lugar não se recebe um preço justo.
Eduardo Amorim
EDUARDO AMORIM

PATOS DE MINAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 26/10/2012

   Se todos adotassem o modelo extensivo não conseguiríamos atender a demanda mundial por leite. Pegue o levantamento anual dos 100 maiores produtores do país e veja qual sistema adotam. Você acha que esta turma toda está errada, gente que está há decadas produzindo leite inclusive já tendo produzido leite a pasto. As vacas na Argentina, Nova Zelândia e Uruguai também comem milho e soja, pensar em produção de leite sem milho e soja é surreal. Imagine a produção de proteina animal no mundo (carne suina, carne e leite bovinos e carne de aves) sem o milho e a soja, o resultado seria catastrófico. Malthus já dizia 200 anos atrás que as necessidades são crescentes e os recursos escassos. Abraço.

Eduardo
Paulo R. F. Mühlbach
PAULO R. F. MÜHLBACH

PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 26/10/2012

Prezado João Henrique Cardoso Costa,

Em relação ao meu comentário e sua interpretação do mesmo, devo fazer a seguinte ressalva: produzir volumoso de alta qualidade, para rebanhos de maior produtividade, não preclui o uso de sistemas mais intensificados, com confinamento.


Essa é uma questão que não pode ser dogmatizada, pois a adoção de determinado sistema de produção depende de uma série de variáveis (custo da terra, condição sócio-econômica, infraestrutura fundiária, disponibilidade de mão de obra, gerenciamento, mercado de insumos, etc,) e até da preferência pessoal do produtor de leite em questão.


Ao referir-me à alfafa, a melhor forrageira para a produção de vacas de alta produtividade, parto do pressuposto que ela pode ser empregada de várias maneiras, nos diferentes sistemas de produção: através de pastoreio, cortada e fornecida verde no cocho, ou conservada na forma de silagem ou feno, à vontade do freguês.
Néude
NÉUDE

ITUMBIARA - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 26/10/2012

"A PRODUÇÃO DE LEITE CONFINADO DEVERIA SER ABOLIDA PELOS PRODUTORES DE LEITE, É MELHOR PRODUZIR MENOS E GANHAR MAIS"



Existem muitos produtores de leite que "gostam" de amargar prejuízo, o governo incentiva cada vez mais produzir mais e mais  sem orientar as pessoas, fazendo-as acreditar que produzir muito leite seja a salvação para diminuir custos, usando para isso todos os meios possíveis um desses meios que deveria ser abolido da produção leiteira seria o confinamento de vacas leiteiras, que é uma tecnologia extremamente cara e com custos fixos gigantes englobando maquinários e rações constantes o que acaba detonando pequenos, médios e grandes produtores.

O confinamento de gado de leite promove uma quantidade imensa de animais em uma pequena área favorecendo grandes produtividades por área...

Porém essa tecnologia que abusam das rações transformam o produtor de leite em colecionador de prejuízos.

O Leite pode ter no máximo 60% do seu valor em custo, o que passar disso é ineficiencia!

Ter margem de 0,05 centavos por litro ou menos é ridículo, melhor mexer com outras atividades, dá mais lucro vender o gado de leite, maquinário e estrutura do que ficar pelejando com uma atividade falida!
JNC AGRO
JNC AGRO

GOIÂNIA - GOIÁS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 25/10/2012

Pelas informações do IFCN (custos do Brasil e USA  semelhantes) me sinto muito feliz.

Já pensaram no dia em que:  

a média de leite vaca/dia for de 15 litros ao invés de 3,78 litros no Brasil?

A vaca produzir 5.000 litros de leite ao ano, ao invés dos 1.382 litros?

Tivermos o leite com CBT e CCS semelhante ao leite americano?

Reduzirmos o Intervalo entre partos?

Pagarmos impostos justos?

Os impostos pagos revertidos em infraestrutura (estradas, energia)?

Entre muitos outros...........,

Vale lembrar que a mão de obra nos USA é tão escassa quanto a nossa e de custo muito alto, no Brasil está difícil e com custo se elevando ( 3 a 4 vezes a menos ainda que USA), soja e milho mesma situação em ambos países,  fatores abióticos cada um com  suas vantagens e desvantagens. Penso que ninguém nos segura, vendo que com todos esses índices, que podem ser melhorados e alguns entraves estamos igual aos produtores americanos no quesito custo. E no dia em que melhorarmos????  
Joao Henrique Cardoso Costa
JOAO HENRIQUE CARDOSO COSTA

FLORIANÓPOLIS - SANTA CATARINA - PESQUISA/ENSINO

EM 25/10/2012

Caros,



N minha opinião a reportagem deixou um ponto de suma importância esquecido, como bem levantado pelo Dr. Paulo R. F. Mühlbach,  o modelo de intensificação para sistemas confinados e semi-confinados, escolhidos como modelo produtivo para a produção de leite do Brasil por muitos de todas as clases, produtiva, serviços, fazendeiros e pesquisadores, é totalmente errôneo para as condições climáticas de um país tropical como o Brasil. Enquantos países como a NZ e os nossos vizinhos Chile e Argentina,localizados em clima temperado, com produção de pastagem em apenas parte do ano, baseiam sua produção de leite em pastoreio e qualidade de leite, já no Brasil todo ano nos brindam com cursos, idéias e tecnologias para transformar nossas vacas leiteiras ruminantes em comedoras de milho e soja. Óbvio que isso tem um reflexo no custo de produção, além dos fatores explicitados n reportagem.
rosicleiton garcia da silva
ROSICLEITON GARCIA DA SILVA

SANTA HELENA DE GOIÁS - GOIÁS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 25/10/2012

Vejo que atividade  do leiteira no Brasil, ainda vai piorar bastante, pois não vejo melhoras  nem a curto e nem a longo prazo para a atividade. Pois hoje está muito mais viável arrendar as terras para cana de açúcar ou grãos , que proporciona um lucro liquido em torno de 600 a 900 R$ / hectare, do que fica com imensos capital investido em leitei para amargura prejuízo. e sem nenhuma qualidade de vida, pois todos sabem que está e uma atividade que num para sendo executado todos os dias de manha e a tarde.

Quem é da atividade leiteira sabe que o maior problema da atividade hoje também e a mão- de- obra, pois contratamos o funcionários remuneramos bem, pagados direitos e outros tantos, e mesmo assim não encontramos pessoas que realmente faça o trabalho adequado, sendo que hoje o trabalhadores apenas empurra  os deveres para que o mês passa e o salários deles caem na conta. Ou pior, as vezes nem executa suas atividades e mesmo assim somos obrigados a pagalos pelo prejuízo que eles nos dão.

Vejo que as leis trabalhista melhorou muito e sou  de todo favor a elas, mas hoje as leis deveriam ser repensadas, pois o custo da mão-de-obra já e muito carra . Como que você contrata um profissional para executa a atividade e ele não executa ou ainda faz algo de errado para dar prejuízo e mesmo assim ele está certo.  O Brasil está criando leis de 1° mundo mas esquece que ainda e país de 5° mundo pois não temos nenhuma estrutura como os país de 1° mundo seja ela, politica, organizacional  estrutura, comercial  e outras.

E quando vejo que o País ainda nada se atentou pela necessidade de informatiza e robotiza a atividade leiteira fico exaustado. Sendo que a robótica no pais traria muito mais benefícios, não só aos produtores mas a toda população sendo que a qualidade final do leite seria muito superior . Acho que já está na hora do pais viabilizar a robótica pois muitos estão deixando a atividade por falta de mão-de-obra, de poio politico, de renda liquida.  E já que estamos querendo ser país de 1° mundo vamos fazer como USD.

Hoje um animal de leite tem um custo muito elevado quando contabilizado desde o nascimento ate sua produção de leite. e e muito fácil  perde-la por falta de uma ordenha incorreta, ou zelo adequado.

Com isso afirmo que e melhor sair do campo e ir para cidade. pois com arrendo das áreas se torna muito mais lucrativo do que trabalha na atividade.
Paulo R. F. Mühlbach
PAULO R. F. MÜHLBACH

PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 24/10/2012

Tudo muito interessante.


Chama a atenção este grupo dos custos abaixo de US$ 30: Argentina, Chile, Peru, Indonésia, Paquistão e países da região central da África.


Na Indonésia, Paquistão e países da região central da África, certamente, o baixo custo da mão de obra seria um dos responsáveis pelo menor custo de produção.


Talvez esse mesmo fator seja influente no caso do Peru.


Entretanto, o Peru também cultiva 120.000 ha de alfafa; na Argentina a alfafa ocupa mais de 6 milhões de ha! Pastagens de azevém perene e silagem de alfafa são alimentos comuns no Chile.


No Brasil com produtividade/vaca abaixo da média mundial, temos, segundo a Embrapa, apenas 26.000 ha de alfafa.


Quando mais alfafa na alimentação da vaca, tanto menor a necessidade de concentrado.
Qual a sua dúvida hoje?