Inteligência artificial tem menos normas de segurança que o leite, alerta presidente da Microsoft

Brad Smith afirma que o setor lácteo tem padrões de segurança mais rigorosos que as novas tecnologias e defende regras globais urgentes.

Publicado por: MilkPoint

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Brad Smith, presidente da Microsoft, afirmou que a inteligência artificial (IA) enfrenta menos exigências de segurança do que o leite nos EUA, destacando a necessidade de uma regulação global para tecnologias emergentes. Ele propôs a criação de regras específicas para a IA, como mecanismos de segurança e obrigatoriedade de relatórios de incidentes. Smith elogiou o Reino Unido por sua abordagem regulatória através do AI Security Institute, em contraste com a União Europeia.
Segundo o presidente da Microsoft, Brad Smith, a inteligência artificial (IA) enfrenta, atualmente, menos exigências de segurança do que leite no mercado norte-americano. O executivo fez essa afirmação ao alertar sobre a necessidade urgente de uma regulação global para as novas tecnologias.

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Enquanto cada caixa de leite que chega aos supermercados passa por inspeções minuciosas e regras sanitárias para garantir a saúde do consumidor, a IA ainda opera sem salvaguardas equivalentes. Para ilustrar o nível de rigor com que a cadeia produtiva do leite trabalha, basta observar o cenário nos Estados Unidos, onde a segurança do leite Grau "A" e dos laticínios é orientada pelo "Pasteurized Milk Ordinance" (PMO), cujos padrões mínimos são estabelecidos pela Food and Drug Administration (FDA). Esse regulamento atua como o padrão da indústria americana para as especificações de fazendas leiteiras e fábricas de processamento de alimentos. 

Em contraste com a segurança e transparência da cadeia leiteira, Smith ressaltou que a inteligência artificial precisa estabelecer seu próprio conjunto global de regras. O executivo defende a criação de mecanismos como um "freio de emergência" e notificações obrigatórias caso o sistema de um usuário seja violado por um agente autônomo corrompido. Além disso, ele argumentou que as empresas de tecnologia deveriam ter a obrigatoriedade jurídica de elaborar relatórios de incidentes, aproveitando o conhecimento de segurança já aplicado a outros produtos cotidianos e altamente regulados, como o leite e até mesmo os eletrodomésticos. Essa urgência por controle já tem motivado companhias como Anthropic e OpenAI a divulgarem publicamente os comportamentos indesejados de seus agentes de IA, em meio a um forte debate global e alertas de pesquisadores sobre potenciais ameaças existenciais à humanidade.

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Na busca por um modelo ideal, o presidente da Microsoft destacou que o Reino Unido se encontra em uma posição privilegiada para liderar a regulação da tecnologia através de seu AI Security Institute, diferenciando-se da União Europeia, que regula a inteligência artificial com base em níveis de risco por meio de seu AI Act. Por meio de acordos voluntários, o instituto britânico já consegue avaliar previamente as capacidades e riscos dos modelos antes de sua comercialização, embora autoridades locais não descartem a imposição de regras obrigatórias no futuro, provando que o setor tecnológico pode ter muito a aprender com a regulamentação do nosso setor leiteiro.

As informações são do Valor Econômico, adaptadas pela equipe MilkPoint.

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