O governador de Goiás, Marconi Perillo, reafirmou o compromisso com o estabelecimento de preço mínimo e contrato de compra entre as indústrias e os produtores de leite. O anúncio foi feito durante reunião com produtores rurais, sindicato rural e líderes cooperativistas no salão do Rotary Clube, em Piracanjuba. Na última quarta-feira, em Morrinhos, ele disse que o governo estava em negociações com as indústrias para que as mesmas garantam a compra da produção.
Marconi invoca os subsídios concedidos às indústrias, via Fomentar, como instrumento para sensibilizar os empresários do setor leiteiro. "O governo concede incentivos fiscais às indústrias. É justo que elas retribuam o apoio, tratando dignamente o produtor. No ano passado, chegou-se a pagar 0,18 o litro de leite ao produtor, enquanto ao consumidor o produto foi vendido por até R$ 1,00. Não se justifica uma margem de lucro tão alta com o sacrifício do produtor goiano", afirma.
Por determinação do governador, o Conselho Deliberativo do Fomentar iniciou entendimentos com as indústrias, através do sindicato do setor, o Sindleite. Negociações entre o sindicato patronal e a Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg) também foram iniciadas.
Contrato
O ex-secretário da Agricultura, Leonardo Vilela (PPB) explica que a principal exigência do governo é o estabelecimento de um contrato anual de compra por parte das indústrias. Na situação atual o produtor é refém dos grandes grupos, alega. A idéia é que o contrato seja feito de abril deste ano a março do ano que vem. "As indústrias utilizam subsídios do governo, que é bancado com o dinheiro dos impostos, portanto, com esforço de toda a sociedade. É justo, portanto, que retornem à sociedade esses incentivos, na forma de um contrato com os produtores", defende.
Segundo Vilela, Piracanjunba constitui a maior bacia leiteira do Estado, sendo a segunda no País. Ao todo, dois mil produtores estão envolvidos na produção de 250 mil litros de leite por dia. Desde o início do governo, foram oferecidos às indústrias subsídios e a queda do ICMS de 17% para 12% e 7%. "O produtor goiano não pode ficar exposto ao abuso do poder econômico. O governador Marconi Perillo demonstra sensibilidade ao corrigir esse erro na cadeia produtiva", resume.
Fonte: Diário da Manhã/ GO, adaptado por Equipe MilkPoint
Governo de Goiás quer preço mínimo do leite
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