Fonte: NSC Total.
A história começou em 2011, quando oito ovelhas chegaram à propriedade da família. Na época, os Bianchi também trabalhavam com gado de leite, mas enfrentavam uma limitação comum em pequenas propriedades: a falta de espaço para ampliar a produção. A alternativa encontrada foi investir na ovinocultura. As ovelhas demandavam menos alimento e, ao mesmo tempo, produziam um leite com maior valor agregado. Por alguns anos, as duas atividades foram mantidas na propriedade. Em 2022, porém, a família decidiu deixar a produção de leite de vaca e se dedicar integralmente às ovelhas.
Desde então, a Casa Bianchi ampliou o rebanho e passou a investir também no processamento do leite. A propriedade produz queijos, doce de leite e licores, além de trabalhar com melhoramento genético dos animais.
Fonte: NSC Total.
Produção acima da média
Uma das estratégias adotadas pela família para aumentar a produtividade é justamente o melhoramento genético do rebanho. De acordo com Andressa Bianchi, a média considerada como referência é de aproximadamente 1,5 litro de leite por ovelha ao dia. Na propriedade, a produção chega a uma média de 2,2 litros por animal. “Qualquer 10, 20 ou 30 ml a mais que elas dão por dia já torna o nosso negócio mais rentável”, explica.
A produção conquistou autorização para comercialização em todo o território nacional em 2022 e, atualmente, os produtos chegam a diferentes regiões do país. A propriedade também aposta no turismo de experiência como uma forma de diversificar as atividades. Grupos são recebidos para conhecer o processo de produção, degustar os produtos e saber mais sobre a trajetória da família.
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Produtos são levados a evento em Florianópolis
A Casa Bianchi participa desde 2023 do programa de ovinocaprinocultura do Sebrae/SC e, neste ano, participou pela terceira vez do Startup Summit, em Florianópolis.
Durante o evento, a empresa apresentou produtos como queijos, doce de leite e licores feitos a partir do leite de ovelha. A participação também se tornou uma oportunidade para conquistar novos consumidores e manter o contato com clientes de diferentes partes do país. “As pessoas que compraram nos outros anos vêm para comprar de novo”, conta Andressa.
Segundo ela, o público do evento reúne pessoas de diferentes estados, o que amplia as possibilidades de comercialização. Nesta edição, o doce de leite levado pela empresa chegou a esgotar. “A gente tem muito mercado aqui dentro, o nosso mercado é gigante”, afirma a produtora.
Para a família, a possibilidade de crescimento ainda está principalmente no mercado brasileiro, antes de pensar em uma eventual expansão para outros países.
Segundo o Sebrae, Santa Catarina possui 349.499 ovinos, equivalentes a 1,6% do rebanho brasileiro, distribuídos entre cerca de 17,9 mil criadores. O Estado ainda produz quase metade do leite de ovelhas do Brasil, cerca de 390 mil litros, o equivalente a 41,5% do volume nacional.
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As informações são do NSC Total.
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