Exportação de leite terá incentivo

Publicado por: MilkPoint

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Os produtores de leite terão financiamento para estocagem para sustentar o programa permanente de exportação de laticínios, garantiu o ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, que se reuniu, na quinta-feira passada, com entidades sindicais do setor e com as empresas Nestlé, Elegê e Itambé. "É preciso garantir a exportação de forma permanente e não só quando há excesso de produção", disse. O ministério deverá propor ao Conselho Monetário Nacional (CMN) a criação de uma linha de Empréstimos do Governo Federal (EGF), a juros e prazos favorecidos, para financiar a estocagem por parte do setor privado.

Uma tentativa anterior de incluir o leite em pó na política de preços mínimos do governo enfrentou resistência do Ministério da Fazenda. O EGF, vinculado à exportação, não exigirá recursos além das verbas já destinadas ao crédito agrícola, avalia Pratini. Ele informou aos representantes da indústria que espera concluir, até abril, um programa de garantia de qualidade para a produção nacional de leite, medida indispensável para garantir a exportação para mercados como o Japão e a Coréia. "Não é que o padrão do leite seja ruim, o problema é que não há padrão", comenta o chefe do Departamento Econômico da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Vicente Nogueira Netto, que apóia a idéia do ministro.

O ministério, porém, tem cautela na discussão sobre qualidade porque pecuaristas, principalmente em assentamentos, têm dificuldades para realizar os investimentos necessários. Os técnicos pretendem criar prazos para adaptação dos produtores. Pratini imagina que o sistema de EGF permitirá a estocagem de aproximadamente 200 milhões de litros equivalentes em leite em pó.

Os pecuaristas de leite reivindicam a extensão do EGF para estocagem de produtos industrializados, como leite condensado e doce de leite. O EGF para os cerca de 200 milhões de litros consumiria de R$ 90 milhões a R$ 100 milhões anualmente, calcula a CNA.

O País, tradicional importador de leite, exportou cerca de 13 milhões de litros em 2000 e 25 milhões, em 2001, apesar de ter sido importador líquido do produto, devido a antigos contratos e à demanda no início do ano, ainda de produto não afetado pelas medidas anti-dumping baixadas no ano passado. O pequeno excedente de 2001 levou muitos produtores a receber menos de R$ 0,30/litro, bem abaixo dos R$ 0,45, no mínimo, praticados antes do Plano Real.

Essa é apenas uma das medidas que podem ser tomadas pelo governo para estimular o aumento das exportações brasileiras de lácteos, que cresceram 87% em 2001. “Precisamos criar demanda para os excedentes de produção, que antes só ocorriam em épocas de safra”, explica Nogueira Netto. Em 2001, a produção de leite aumentou, gerando sobras durante quase todo o ano. Vicente acredita que se esse excesso não for exportado, pode ocorrer queda nos preços ao produtor, que normalmente não são repassadas ao consumidor.

Fonte: Valor On Line (por Sergio Leo) e O Popular/ GO, adaptado por Equipe MilkPoint
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João Maroca Russo
JOÃO MAROCA RUSSO

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 24/04/2002

A cultura de importação e exportação é benéfica para o ambiente mercadológico. "A Alemanha produz 28 bilhões de litros de leite, importa 5 bilhões, exporta 9 bilhões e consome 24 bilhões".

Esta maturidade em relacionar-se com as práticas mercantis, inibe psicologicamente um ambiente predatório nas práticas comerciais, e mantém, institucionalmente, o segmento atento, informado nas condições internacionais e não locais.

Seria importante fazer materias sobre o assunto, como outros países resolveram de forma edequada este processo?
Qual a sua dúvida hoje?