Estudo: alto consumo de lácteos pode melhorar resistência à insulina

Pesquisadores da Universidade de Buffalo (UB) e da Universidade de Manitoba descobriram que o consumo de grandes quantidades de alimentos lácteos com baixo teor de gordura reduzem a resistência à insulina em adultos saudáveis. Além disso, uma dieta rica em lácteos não tem efeitos adversos para o peso corpóreo, composição corpórea, gastos de energia, pressão sanguínea, níveis de glicose no sangue e nas respostas de lipídios e lipoproteínas do sangue.

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Pesquisadores da Universidade de Buffalo (UB) e da Universidade de Manitoba descobriram que o consumo de grandes quantidades de alimentos lácteos com baixo teor de gordura reduzem a resistência à insulina em adultos saudáveis. Além disso, uma dieta rica em lácteos não tem efeitos adversos para o peso corpóreo, composição corpórea, gastos de energia, pressão sanguínea, níveis de glicose no sangue e nas respostas de lipídios e lipoproteínas do sangue.

“O estudo descobriu que aqueles que consumiram quatro porções de lácteos por dia durante um período de seis meses responderam com uma redução de 9% na insulina do plasma e com uma redução de 11% em um marcador de resistência à insulina”, disse o professor assistente do departamento de exercícios e ciências da nutrição da Escola de Saúde Pública e Profissões de Saúde da UB, Todd Rideout.

O estudo foi feito com 23 adultos entre as idades de 18 a 75 anos, que foram avaliados como saudáveis antes do estudo. “Eles completaram o estudo aleatório e cruzado em 12 meses. A pesquisa foi designada a examinar especificamente os efeitos do leite e iogurte com baixo teor de gordura. Isso é importante, à medida que diferentes alimentos lácteos mostraram induzir respostas metabólicas diferentes. Determinar os benefícios específicos para a saúde de produtos lácteos específicos e componentes bioativos isolados dos lácteos será crítico para futuras pesquisas com lácteos”, disse ele.

As pessoas que participaram do estudo foram primeiramente separadas em dois grupos de tratamento: um de alto consumo, com 4 porções diárias de lácteos (restritas à leite desnatado ou iogurte) e outro grupo com baixa quantidade de cálcio, de no máximo duas porções de lácteos desnatados por dia. As pessoas seguiram esses tratamentos por seis meses. Nos seis meses seguintes, os grupos trocaram de tratamento, ou seja, os que estavam consumindo bastante lácteos passaram a consumir pouco e vice-versa. Durante ambas as partes do estudo, foram avaliadas as respostas metabólicas no começo, no meio e no fim do período.

Nos grupos com alto consumo de lácteos, os níveis de insulina plasmáticas caíram em média em 9% e a resistência à insulina caiu em 11% quando comparado ao outro grupo. “A resistência à insulina é uma condição em que o corpo produz insulina, mas não a utiliza efetivamente. Quando a pessoa tem resistência à insulina, a glicose se acumula no sangue ao invés de ser absorvida pelas células, levando à diabetes tipo 2 ou à pré-diabetes”, de acordo com o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos.

A reportagem é do http://tonawanda-news.com, traduzida e adaptada ao MilkPoint.

 
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