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Bolsonaro determina compensações ao fim de antidumping ao leite em pó

O presidente da República, Jair Bolsonaro, arbitrou em favor do Ministério da Agricultura a disputa com o Ministério da Economia envolvendo o fim das tarifas antidumping que incidiam sobre as importações de leite em pó oriundo da União Europeia e Nova Zelândia.

A tendência é que o governo aumente as tarifas de importação de leite em pó, apurou o Valor. Procurado pela reportagem, o Palácio do Planalto informou que ainda não tem um posicionamento sobre o assunto. No último dia 6 de fevereiro, o Ministério da Economia decidiu não renovar as tarifas antidumping, que vigoravam há 18 anos. A decisão provocou revolta no setor de lácteos, que teme que europeus e neozelandeses inundem o mercado de leite em pó, derrubando os preços.

No fim de semana, Bolsonaro conversou por telefone com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, sobre o assunto. O presidente, que está internado no Hospital Albert Einstein, teria demonstrado preocupação com o cancelamento do antidumping, segundo uma fonte. De acordo com uma outra fonte do governo que participa das negociações, a simples volta das tarifas antidumping é improvável. Uma revisão na decisão do Ministério da Economia demandaria estudos. Além disso, a volta atrás também poderia suscitar questionamentos ao Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC). Diante disso, uma fonte do governo diz que o mais provável é que seja articulada a elevação de 28% para até 42% da tarifa de importação de leite. 

Essa medida teria o mesmo efeito prático da retomada das tarifas antidumping, que eram de 3,9% para o leite da Nova Zelândia e de 14,4% para o produto europeu. Nesta segunda-feira, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, foi ao gabinete de Tereza Cristina para tratar do tema -- em sua agenda oficial constava que o encontro seria no Palácio do Planalto.

O gesto político de Onyx foi visto como uma estratégia do Palácio do Planalto para não se indispor com a bancada ruralista, que pode render votos a favor da Reforma da Previdência, tema prioritário para o governo. "O Paulo Guedes é um ministro entre tantos e com certeza vai ter que ouvir o setor. A FPA [Frente Parlamentar Agropecuária] não vai fazer isso de qualquer maneira a criar qualquer tipo de atrito, mas quer um tipo de relacionamento com o governo que assegure no mínimo previsibilidade. Não dá para ter um ministro que decide de acordo com a sua cabeça como bem entende", disse ao Valor o líder da bancada ruralista, deputado Alceu Moreira (MDB-RS).

As informações são do jornal Valor Econômico.

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CRAIG BELL

JABORANDI - BAHIA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 12/02/2019

97% das importações de leite em pó vem da Argentina, Uruguai e Chile, e aumentando a tarifa para outros países vai salvar o setor. Boa!! Só pode ser brincadeira!! Quando vamos ver ações positivos e não só políticas?
ANDERSON

BOA ESPERANÇA - PARANÁ - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 13/02/2019

Alem de ser da Argentina, Uruguai e Chile a maior parte das importações, estes países importam o leite europeu e colocam no Brasil quase sem impostos, para se ter ideia a quantidade de leite trazido do Uruguai é tao absurdo que para este pais exportar tanto leite para o Brasil as vacas de la teriam que ter uma media de 80 litros de leite dia em 365 dias por ano...
EM RESPOSTA A ANDERSON
CRAIG BELL

JABORANDI - BAHIA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 13/02/2019

Prezado Anderson, Suposto triangulação foi investigado pela MAPA e eles não encontraram uma pedaço de evidencia. É uma lenda que os politicos gostam de utilizar, más não existe. Se o Sr tem fatos e numeros reais ao contrario, por favor compartilhe com nós.

Importações, sejam do Mercosul ou fora do Mercosul, so reagem a demanda no Brasil que a produção local não tem condições de atender por uma falta de produtividade. Esse é muito claro pois o mais que o Brasil importa, maior o premio do preço do leite no Brasil sobre o preço internacional de leite. Seria o oposto se importações estavam causando dano a industria local, e por isso, essa nova medida do governo não vai mudar nada. Em seis meses a industria vai ter mais um "crise", e seria o crise de sempre, um crise de produtividade.