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Ministério quer aumentar tarifa de importação de leite em pó para 42%

Diante da reação negativa do setor de lácteos ao fim das tarifas antidumping que incidiam sobre as importações de leite em pó da União Europeia e da Nova Zelândia, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, estuda uma forma de contornar a decisão tomada pelo Ministério da Economia e anular o efeito prático do fim das barreiras.

Com o apoio de produtores de leite e da bancada ruralista, a ministra quer aumentar a tarifa de importação de leite de 28% - essa é a alíquota paga por países de fora do Mercosul - para até 42%. Com isso, as importações de Nova Zelândia e União Europeia seriam dificultadas, preservando a situação anterior ao fim das tarifas. A estratégia visa a aplacar a indignação de representantes do setor de lácteos. Ao não renovar as tarifas antidumping, que venceram em 6 de fevereiro, o Ministério da Economia derrubou uma barreira que já vigorava há quase 20 anos.

Uma fonte que participa das conversas dentro do governo explica que a Organização Mundial do Comércio (OMC) permite que as tarifas de importação incidentes sobre o leite sejam de até 55%, o que comportaria, portanto, espaço para a tarifa de 42% a ser proposta.

A tendência, no entanto, é que a proposta do Ministério da Agricultura encontre dificuldades. Há também problemas burocráticos que podem atrasar uma solução para o caso. As tarifas teriam de passar pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), cujos membros nem foram nomeados. "Provavelmente a Economia não vai acompanhar a demanda da Agricultura", diz a fonte, lembrando que o Camex atualmente está subordinada ao Ministério da Economia.

Uma reunião sobre o tema com o secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Comerciais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, está agendada para amanhã. Participarão do encontro a ministra da Agricultura, técnicos da Pasta e dirigentes da Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite).

No encontro, o aumento da tarifa de importação não será a única proposta. Segundo o presidente da Abraleite, Geraldo Borges, a entidade defende a desoneração de impostos cobrados na aquisição de insumos. A sugestão vai de encontro ao discurso liberal da equipe econômica - e deverá encontrar resistência.

Enquanto busca uma alternativa ao antidumping, o setor privado teme que europeus e neozelandeses inundem o mercado nacional com leite em pó, derrubando os preços. 

No Congresso Nacional, a bancada ruralista também pretende tratar do assunto. O fim das sobretaxas será a principal pauta da reunião da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que ocorrerá amanhã. O presidente da FPA, o deputado Alceu Moreira (MDB-RS), informou que a bancada estuda medidas para "minimizar os impactos" do fim das tarifas antidumping.

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As informações são do jornal Valor Econômico, resumidas pela Equipe MilkPoint. 

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RODGER DOUGLAS

PRODUÇÃO DE LEITE

EM 11/02/2019

Isso e uma medida popular para sossegar esse barulho todo depois do fim das medidas antidumping. Tirando as medidas antidumping nao faz nada no mercado e a realidade economica. A tarifa externo comum (TEC) de 28% ja limita a entrada de produto de fora do Mercosul e pelos mesmo motivos aumentando de 28 para 42% nao vai fazer diferenca algum para o mercado local.

Estamos dentro do MERCOSUR junto com Uruguai e Argentina que juntos geram um superavit de 2-3 bilhoes de litros equivalentes com Brasil levando 0.5 - 1.5 disso. O resto tem que ser vendido nos mesmo mercados aonde vende o UE e Nova Zelandia pelo preco internacional desses commodities, por isso NZ/UE nunca vao pagar o TEC e exportar seu produto para Brasil, com ou sem antidumping e mesmo com o TEC de 28 ou 42%. Sempre faria mais sentido trazer leite em po da Argentina do que da NZ.

Limitacoes ao nivel de importacao de dentro do Mercosul e o unico jeito de ter um efeito sobre o mercado local, mesmo explodindo esse acordo e fechando as fronteiras vai liberar um crescimento de 3% ao producao nacional - daqui 18 meses volta ao mesmo cenario. Ate o produtor Brasileiro nao tem competividade para exportar a situacao vai continuar igual.

Ao longo prazo nenhum dessas medidas vai fazer diferenca ao fato que centenas de milhares de produtores vao ter que deixar a atividade ao longo da proxima decada - se 250 mil produtores de 50 litros diarios chegava a 500 litros diarios (necessario ter um vida digna dentro de uma sociadade desenvolvido) o Brasil aumentaria sua producao em 40 bilhoes de litros anuais - quer fazer isso produzindo mais caro que os produtores da Nova Zelandia, EUA, Irlanda?

A realidade economica e dura, mas 90% dos produtores que estao enfrentando dificuldades de lucratividade/fluxo de caixa hoje nao vao mais estar produzindo leite daqui uma decada - nem medidas de antidumping nem aumentando o TEC vai mudar isso. Se encaixa nesse perfil e estao esperando para o governo te salvar, sugiro que no proximo pico de preco e euforia de mercado que vende o plantel e mude de atividade.
DAVI DE ARAUJO SILVA

VOLTA REDONDA - RIO DE JANEIRO - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA LATICÍNIOS

EM 11/02/2019

Bom acho que está colocando todos no mesmo balaio e os que vão sobreviver? Os produtores mesmo que estão em uma situação mais favorável vão ser prejudicado pelo fim do antidupping porque hoje a Argentina e Uruguai incomodam muito mais, porque o leite da Europa e NZ com a tarifa ficam inviável comercialmente mas na entressafra com os últimos anos veremos o mercado ser inundado por estas importações.
EM RESPOSTA A DAVI DE ARAUJO SILVA
RODGER DOUGLAS

PRODUÇÃO DE LEITE

EM 11/02/2019

Se NZ/Irlanda consegue botar leite em po de 3000 USD/t mais frete/seguro + 28% TEC dentro do mercado nacional e por que eu produtor com escala estaria recebendo R$1.80-2.00/l e rindo. Bom de pensar mas acho muito mais provavel que vou estar recebendo R$1.40 - R$1.50/l na entresafra e eles vao continuar exportando zero produto para o Brasil.
ANTÔNIO FÁBIO SEVERO LIMA

PRODUÇÃO DE LEITE

EM 11/02/2019

NO CASO DO LEITE SOLUÇAO E UM PROTESTO GERAL SENAO VAMOS QUEBRAR
JORGE ANTONIO LOEBENS

VERA CRUZ - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 11/02/2019

Aos produtores de leite que votaram no Boçalnaro e seu super ministro da economia do exterior começam a sentir que efetivamente foram enganados. Se já estava difícil produzir, vamos lembrar que essa época era só refresco.
FELICIO MANOEL ARAUJO

CARIACICA - ESPÍRITO SANTO - ESTUDANTE

EM 11/02/2019

Meu amigo Jorge os produtores de leite do Brasil sempre sofreu com esta quedas de preços,.
Todo ano é a mesma luta devido a falta de respeito com os produtroes,isto é herança dos Governos anteriores.
So que todos eaquecem que se parar os produtores lacteos ,vai fechar todas as fabricas de raçoes,para os produtos farmacologicos ,para todas as empresas envolvidas,só que ate hoje todas estas empresas nao acordaram ainda para,brigar pelos produtroes