Quais produtos importados da União Europeia devem ficar mais baratos após a aprovação do acordo?

O acordo provisório entre Mercosul e União Europeia entrou em vigor no dia 01 de março de 2026. Nesta primeira etapa, passa a valer a esfera comercial do acordo que promove, dentre outras coisas, a redução de tarifas, compras governamentais e facilitação de comércio.

Publicado por: MilkPoint

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O acordo entre Mercosul e União Europeia começou a valer em 1º de março de 2026, focando na redução de tarifas e facilitação do comércio. Mais de 5 mil produtos do Mercosul terão tarifa zero na UE, representando 80% das importações europeias de bens brasileiros. O Mercosul abrirá 1.075 linhas tarifárias para a UE. Produtos sensíveis, como açúcar e carnes, terão acesso restrito com quotas tarifárias.
O acordo provisório entre Mercosul e União Europeia entrou em vigor no dia 01 de março de 2026. Nesta primeira etapa, passa a valer a esfera comercial do acordo que promove, dentre outras coisas, a redução de tarifas, compras governamentais e facilitação de comércio.

De acordo com dados calculados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mais de 5 mil produtos do Mercosul terão tarifa zero no mercado europeu assim que o acordo entrar em vigor, o que seria equivalente a mais de 80% das importações da União Europeia de bens brasileiros em 2025. Desses produtos, 2.932 passarão a ter tarifa zero, com mais de 80% das importações da União Europeia de bens brasileiros em 2025. Desses produtos, 2.932 passarão a ter tarifa zero, com mais de 90% sendo de bens industriais.

Já o Mercosul irá abrir 1.075 linhas tarifárias para a União Europeia de forma imediata, o que representa 10,7% do total de linhas beneficiadas ofertadas pelo bloco latino americano. Entre os produtos que terão redução imediata, se destacam os setores de máquinas e equipamentos, que correspondem a 21,8% das reduções de tarifas, alimentos, 12,5%, e produtos de metal, 9,1%.

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Com menos tarifas ou taxas zeradas, as mercadorias da UE que passarão a entrar no Brasil tendem a ficar mais baratos. Veja abaixo os produtos da UE que passam a entrar no país com tarifas zeradas ou reduzidas:

  • Lácteos: leite em pó, formulas infantis, manteiga, queijos;
  • Óleos: azeite, xarope de lactose, óleos vegetais;
  • Frutas frescas: maçãs, peras, kiwis, ameixas, laranjas, framboesa, amoras;
  • Insumos para a indústria e plantas: cones de lúpulo (essencial para a indústria cervejeira) e mudas de plantas ornamentais, especificamente orquídeas;
  • Produtos de origem animal: carnes de peixes de diversas famílias, carnes e tripas de suínos, salmoura;
  • Ítens agrícolas: sementes de produtos hortícolas para semeadura, batatas-doces, cuscuz, extrato de malte, cacau em pó, café torrado;
  • Bebidas: licores, vodka, uísques, vinhos, cerveja de malte, espumantes;
  • Massas e chocolates: glúten de trigo, panetone, farinha de trigo, massas alimentícias não cozidas, chocolate recheado e não recheado;
  • Fertilizantes: adubos ou fertilizantes minerais/químicos;
  • Metalurgia: trilhos de aço, alumina calcinada e folhas de cobre;
  • Medicamentos: contendo ciclosporina A, fluspirileno, propofol ou bussulfano;
  • Maquinário pesado: partes de máquinas e aparelhos de terraplanagem e fornos industriais.

Acordo Mercosul-UE tem limite para produtos sensíveis

O acordo Mercosul-UE estabeleceu que 93% das 9.377 linhas tarifárias da UE terão taxas eliminadas em prazos que podem chegar a até dez anos. Já do lado do Mercosul, 91% das 10.030 linhas tarifárias serão eliminadas ao longo de um período máximo de quinze anos, com 31% das linhas agropecuárias zeradas de forma imediata.

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Para os produtos considerados sensíveis pela UE e Mercosul, o acesso ao mercado não terá liberalização plena. Açúcar, carne bovina, queijo, fórmulas infantis, alho e leite em pó estão entre essas mercadorias. Para isso, os dois blocos instituíram quotas tarifárias (tariff-rate quotas – TRQs). As TRQs serão um volume anual predeterminado que pode ser exportado com tarifa reduzida ou zero. Quando esse volume for atingido, o excedente exportado será novamente tarifado.

As informações são do Valor Econômico, adaptadas pela equipe MilkPoint.

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