Argentina: setor leiteiro tem poucos avanços nas negociações

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A reunião ocorrida entre os produtores e os membros da indústria do setor leiteiro da Argentina, que foi realizada terça-feira no Ministério da Agricultura, Pecuária, Indústria e Comércio de Santa Fé (Magic) durante mais de 5 horas, terminou sem uma proposta concreta que agrade ambas as partes. Ao contrário disto, os produtores seguem firmes, pedindo 30 centavos (US$ 0,10) o litro, enquanto a indústria ofereceu um aumento de 2 centavos (US$ 0,01), com o qual o preço do litro de leite passaria para 22 centavos (US$ 0,08).

"Esta oferta está muito longe do que, nós, os produtores, estamos pedindo", disse o encarregado da Confederação das Associações Rurais de Santa Fé (Carsfe) na Mesa Provincial de Leiteria, Gustavo Vionnet. Ele disse, no entanto, que algumas indústrias presentes na reunião preferiram não divulgar preços, enquanto outras, disseram que pretendiam negociar de forma direta com seus produtores.

Agora, os produtores de leite de Santa Fé estão aguardando os resultados da reunião entre a indústria e o setor produtivo da Província de Córdoba, e, ainda nesta semana, os produtores das províncias argentinas voltarão a se reunir em São Francisco, para decidir em conjunto qual decisão será tomada.

O secretário da Agricultura de Santa Fé, Oscar Alloatti, disse que, juntamente com o secretário de Córdoba, poderá participar desta reunião em São Francisco.

Segundo Vionnet, tanto os produtores como as indústrias estiveram muito bem representados nesta reunião. Um exemplo disso foram as empresas La Sereníssima e Verónica, que até então não tinham participado de encontros deste tipo, e desta fez o fizeram. Também esteve presente o presidente do Centro da Indústria Leiteira (CIL), Ricardo James.

Queda na produção em Buenos Aires

A produção de leite na Argentina vem caindo com uma velocidade sem precedentes, como já era previsto. Na província de Buenos Aires, após a queda de 10,8% na produção em janeiro de 2002, em comparação com a produção de janeiro de 2001, em fevereiro a queda foi de 15,5%, com relação à fevereiro do ano passado, sendo que, no acumulado dos dois meses, essa queda foi de 13%.

Mais pronunciada ainda foi a queda na Bacia de Abasto. A produção no norte desta bacia caiu 21% nos 2 primeiros meses de 2002, com relação ao mesmo período de 2001, enquanto que, em Abasto Sul, a queda foi de cerca de 22,6%. Comparando com o mesmo período de 2000, a queda acumulada foi de 30,4 e 29,7%, respectivamente.

Fonte: El Litoral e Infortambo, adaptado por Equipe MilkPoint
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