Argentina: definição do preço do leite foi postergada

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As negociações por um novo preço do leite aos produtores na Argentina para o mês de abril entraram, na semana passada, em um "compasso de espera", devido à flutuação do mercado observada nos últimos dias. Os produtores passaram a reivindicar até 38 centavos (US$ 0,13) o litro de leite, pedido ao qual a indústria - que atualmente paga 20 centavos (US$0,07) pelo litro - recusou. Há cerca de 10 dias a discussão no país vem sendo em torno dos 24 centavos (US$ 0,08) o litro, mas, segundo o vice-presidente da Confederação das Associações Rurais de Buenos Aires e La Pampa (Carbap), Jorge Asurmendi, com o aumento do dólar, os custos de produção dispararam até 38 ou 40 centavos por litro.

Neste contexto, o secretário de Concorrência, Desregulamentação e Defesa do Consumidor, Pablo Challú, convocou, na sexta-feira passada, uma reunião, da qual participaram o vice-secretário da Alimentação e Mercados, Roberto Domenech, representantes da indústria e da produção.

Nesta reunião, Challú solicitou, frente ao iminente anúncio de novas medidas econômicas, que o setor lácteo aguardasse para retomar as negociações do preço da matéria-prima correspondente ao mês de abril. Esta proposta foi aceita pelas partes, que se comprometeram a iniciar novamente a discussão nesta semana.

As empresas lácteas, segundo definiram em um comunicado do Centro da Indústria Leiteira (CIL), já estariam absorvendo um aumento dos custos (insumos, embalagens), e o aumento do preço da matéria-prima, realizado há menos de um mês. "Por isso, a indústria está preocupada com a possibilidade de que seja tomada uma nova decisão, que implique em aumento significativo do preço da matéria-prima para abril, e as conseqüências que isso poderia ter sobre o consumo interno".

Cai produção de leite em Buenos Aires

A produção de leite na Província de Buenos Aires registrou uma forte queda no mês de janeiro - a produção mensal recebida pelas indústrias baixou 10,8%.

Com relação à quantidade de propriedades leiteiras, a queda foi de 7,7%, uma vez que 178 foram fechadas, de um total de 2.297 estabelecimentos que enviavam leite para as indústrias em janeiro de 2001. Nos últimos 2 anos, a quantidade de propriedades leiteiras fechadas foi de mais de 370, na região, o que representa uma redução de 14,9%.

Fonte: La Nación e Infortambo, adaptado por Equipe MilkPoint
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