Alagoas: Proleite tem início ainda neste semestre

Publicado por: MilkPoint

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Com uma meta inicial de cinco mil litros por dia, o Programa do Leite foi lançado oficialmente pelo Governo de Alagoas e deve ser iniciado ainda neste semestre. O Proleite, que já funciona em outros estados nordestinos, vai beneficiar inicialmente cerca de cem pequenos produtores da Bacia Leiteira de Alagoas, com a garantia de compra e preço mais alto do que hoje é pago pelas grandes indústrias.

O leite adquirido pelo governo estadual (até o final da semana será anunciado se o programa será de responsabilidade da Secretaria de Agricultura ou de Ação Social) terá como destino um programa social desenvolvido nos municípios mais pobres do interior de Alagoas, aqueles com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) baixo, atendendo crianças de zero a seis anos de idade. Além disso, está previsto um outro programa para atender crianças matriculadas em escolas públicas.

De acordo com o diretor de desenvolvimento e extensão rural da Secretaria de Agricultura, Ironaldo Monteiro, o preço mínimo assegurado pelo programa vai girar em torno de R$ 0,80 por litro de leite. Esse valor será pago aos pequenos laticínios e o produtor recebe metade disso, o que já é um aumento significativo, pois o preço oferecido hoje pelas indústrias é de R$ 0,32. “Isso vai fortalecer bastante a pecuária de leite do Estado”, observa Ironaldo Monteiro, ressaltando que a distribuição do produto, que começará com cinco mil litros diários, deve ir crescendo paulatinamente com o decorrer do programa.

O leite será fornecido por meio da recém-criada Cooperativa dos Produtores de Leite de Alagoas (CPLA), que já conta com mais de trinta associados. Para o presidente da cooperativa, Ricardo Barbosa, este é o primeiro passo para o setor, que hoje vive uma séria crise agravada pela queda de preços e aumento dos custos de produção, retomar o crescimento. “A garantia de um preço mais justo do que os praticados no mercado atualmente vai dar aos produtores um maior poder na hora de negociar”, observa.

Ele prevê uma valorização do produto nos próximos meses com a diminuição da oferta de leite e aumento da concorrência. “A super oferta que vivenciamos atualmente vai acabar e, com o crescimento da demanda, a indústria terá que estimular a produção pagando um preço mais alto”, diz o presidente da cooperativa.

A pecuária de leite em Alagoas é responsável pela geração de aproximadamente cem mil empregos diretos e indiretos e é a principal atividade econômica em mais de 20 municípios da região do Semi-Árido.

Fonte: Gazeta Mercantil (por Milena Andrade), adaptado por Equipe MilkPoint
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