Nordeste: como a tecnologia está revolucionando a pecuária no Ceará

A partir do próximo mês de julho, a Federação da Agricultura e Pecuária (Faec), em parceria com o Sebrae e o governo do estado do Ceará dará partida a um programa de Inseminação Artificial por Tempo Fixo (IATF)

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A partir do próximo mês de julho, a Federação da Agricultura e Pecuária (Faec), em parceria com o Sebrae e o governo do estado do Ceará dará partida a um programa de Inseminação Artificial por Tempo Fixo (IATF). Deverão ser feitos 100 mil inseminações, ao longo dos próximos 7 anos, estimando-se que nascerão 50 mil animais, machos e fêmeas, com genética de corte, para abate na futura unidade industrial do Masterboi. 

Segundo o presidente da Faec, a essa população bovina que virá como fruto do IATF será acrescentada a que está começando a ser gerada, por iniciativa própria dos criadores, nas grandes e médias fazendas cearenses, os quais, usando a mesma tecnologia, também começam a ampliar e a melhorar geneticamente os seus rebanhos. 

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O presidente da Faec informou que, para a plena execução do IATF, a entidade celebrará contratos com empresas veterinárias que produzem e fornecem sêmen de alta qualidade das raças Nelore (a principal raça de corte do país, representando 80% do rebanho nacional), Sindi (um animal zebuíno adaptável a clima árido e semiárido, de dupla musculatura e dupla aptidão, ou seja, para carne e leite) e Angus (raça mundialmente conhecida pela maciez e sabor de sua carne e pela fácil adaptação a todo tipo de clima).  “Pode anotar aí: dentro de 5 a 7 anos, o rebanho bovino do Ceará, que hoje é calculado em 2,8 milhões de cabeças, das quais 800 mil são leiteiras, será o dobro”, diz Amílcar Silveira. 

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Ele transmite outra notícia sobre outro projeto que a Faec, em parceria com o Sebrae, vem executando há dois anos: o programa de Fertitlização in Vitro (FIV), que, anualmente, distribui 2 mil bezerras da seguinte maneira, como explica o presidente da Faec: 

“Nós entregamos, gratuitamente, ao criador, principalmente o de pequeno porte, uma bezerra de 200 quilos de peso. Quando ela alcança 300 quilos, nós colocamos o embrião. Nosso objetivo é, primeiro, melhorar a genética do rebanho bovino leiteiro cearense, que hoje produz, em média, 6,6 litros de leite por vaca; depois, aumentar essa média para 15 litros/dia/ por vaca. Pretendemos alcançar essa média nos próximos 5 anos.” 

As informações são do Diário do Nordeste, adaptadas pela equipe MilkPoint.

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