O diretor explica que o ministério avalia a imunidade para saber se os animais foram realmente vacinados. Isso é possível com a coleta de material (sangue), em várias propriedades, de diversos estados. Essa checagem complementa a declaração de vacinação e a nota fiscal de compra apresentada pelos criadores. Se os auditores fiscais constatarem que o rebanho não foi vacinado, o produtor responderá um processo. “Então é bom todos estarem conscientes do seu papel, fazer a vacinação corretamente, conservando a vacina na temperatura de 2 a 8 graus, aplicando, preferencialmente, debaixo do couro, na tábua do pescoço dos bois e búfalos”, alerta o diretor.
A retirada da vacinação contra aftosa no Brasil está prevista a partir de maio de 2019, no Acre, Rondônia, além de uma parte do Mato Grosso e do Amazonas que faze fronteira com os dois estados. As ações serão estabelecidas por meio de portaria. Neste ano, a vacina continua com a dosagem de 5ml, contendo dois tipos de vírus: O e A. “Estamos trabalhando para que em maio do ano que vem a vacina tenha 2ml”, disse Marques. O criador que, eventualmente, observa algum tipo de lesão vesicular ou animais babando e mancando (suspeita de febre aftosa ) deve comunicar imediatamente o serviço veterinário oficial.
As notificações de casos suspeitos de doença vesicular podem ser feitas no aplicativo Pec.SaúdeAnimal, gratuito, tanto no sistema Android como no IOS. Também serve para notificação da raiva, ataque de morcegos vampiros entre outros problemas sanitários, inclusive para denunciar criadores que não estejam vacinando o gado ou escondendo alguma enfermidade. Este aplicativo também contém toda legislação federal e as regras internacionais de saúde animal; têm os manuais do Ministério da Agricultura que servem como uma orientação aos veterinários privados e oficiais e ao produtor rural em geral.
As informações são do Mapa.