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2018: o que esperar para o mercado lácteo?

POR RAQUEL MARIA CURY RODRIGUES

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 19/01/2018

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Para conhecer quais são as expectativas para este ano, o MilkPoint convidou algumas lideranças e empresários para traçar um panorama sobre o que se espera para 2018.

Marcelo Costa Martins, Diretor Executivo da Viva Lácteos, salienta que no ano passado, o país teve muitas dificuldades para avançar nas exportações de commodities.Ao longo desses últimos anos a participação do leite em pó foi caindo significativamente na balança comercial, fruto da redução da participação da Venezuela. Estamos tentando buscar outros caminhos. Se nós queremos efetivamente ser grandes exportadores de lácteos, temos que pensar nas commodities. Avançamos nas exportações de lácteos de maior valor agregado, como os queijos, com destaque para os processados. De 2015 a 2017 o crescimento foi na ordem de 64%. Hoje nós temos um fluxo contínuo de exportações de queijos para a Rússia e há um processo de inovações tecnológicas ocorrendo para darmos maiores passos”.

A explicação de Marcelo para o não avanço das commodities foram os preços do mercado interno, que estão ‘destabelados’ com relação aos preços do mercado internacional, tornando os percentuais muito desproporcionais. 

“Em 2017 esse percentual caiu e tivemos alguns momentos com valores próximos entre os mercados interno e internacional. Em outubro e novembro de 2017, por exemplo, em virtude da melhoria do preço internacional e das quedas no preço do leite interno, os valores ficaram próximos e, nesse período, exportamos 30% de tudo que exportamos em 2012 de leite em pó. Foi um dos únicos momentos nos últimos anos com essa proximidade de preços”.

Marcelo acrescentou que a Viva Lácteos está focada em angariar novos mercados, aumentar a participação em feiras mundiais, afunilar contato com possíveis importadores para promoção dos lácteos brasileiros, entre outros. Ele pontua que em 2016 exportávamos para 44 países e, em 2017, esse número passou para 53.

“A chave é a melhoria da nossa competitividade e, para continuar crescendo em produção de leite, precisamos exportar mais ou retomar a economia a fim de aumentar significativamente o consumo. O ideal seria que essas duas coisas andassem juntas. Não é ideal continuarmos expandindo a produção se não temos como escoar isso, até porque, para os produtores, o preço recebido também é bastante afetado quando há excesso de oferta”.

Para finalizar, Martins enxerga as inovações e a melhoria da imagem do setor lácteo como itens extremamente importantes para contribuir com o consumo interno. “No ano passado atualizamos o nosso RIISPOA (Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal), iniciamos um sistema automático de produtos, mas, ainda precisamos atualizar outros processos importantes para avançar”.

Nilson Muniz, Diretor Executivo da ABLV (Associação Brasileira de Leite Longa Vida), evidenciou que 2017 foi um ano difícil, mas, que não existiu problemas com relação ao volume, ou seja, todo leite longa vida produzido, foi consumido. “Esperamos um crescimento, não do leite de consumo (longa vida, pasteurizado e parte de leite em pó destinado ao consumo – lata e sachê) de uma forma geral - mas do longa vida – na casa de 2%. Vemos ainda o setor caminhar sobre o leite pasteurizado e sobre o leite em pó também”. Para ele, o UHT sempre crescerá algo a mais do que o total do mercado de leite de consumo.

“Crescemos discretamente, porém, sem rentabilidade. A margem não existiu. 2017 seguramente figura entre os piores anos para o leite longa vida do ponto de vista do resultado do negócio, pois atravessamos um ano inteiro no vermelho. Entramos em 2018 na mesma situação. Temos volume, mas não temos rentabilidade, continuamos no vermelho. Os preços da indústria não deslancharam, e em contrapartida, existe uma estabilidade em níveis que não dão margem para o processamento da matéria-prima”.

Ele ainda acrescenta que o leite longa vida está se apresentando no varejo brasileiro a um preço que não remunera a operação. “Esse é o retrato. Devemos crescer de novo esses 2% em 2018. Acho que será um ano complicado, ainda não sabemos o quanto os negócios podem ser atingidos por todo o processo eleitoral e os possíveis impactos na economia. Estamos apostando no aumento no consumo, mas, mesmo com essa visão otimista, ainda será um ano de grandes desafios para reestabelecermos a margem para o processamento de leite longa vida”.

Fábio Scarcelli, presidente da ABIQ (Associação Brasileira das Indústrias de Queijos), comenta que em 2017, houve uma estabilidade no mercado de queijos, com uma pequena elevação – já aguardada – entre os meses de maio e junho. “De uma forma geral, notamos uma estabilidade nos preços, porém, não diferente das indústrias de UHT e leite em pó, as margens das indústrias queijeiras foram bastante apertadas, e em alguns momentos, negativas. No entanto, creio que de toda a gama de produtos lácteos, os queijos foram os derivados que menos sofreram, já que não passaram 2017 com as margens tão comprimidas como os nossos parceiros”.

 Para 2018, Fábio aposta na estabilidade dos preços do leite visto que a produção da matéria-prima em 2017 foi maior que a demanda dos derivados, não acompanhando o crescimento. “O ano de 2016 foi uma ‘tragédia’ para o setor e pagamos o custo disso em 2017. Talvez em alguns meses deste ano o preço ao produtor melhore e isso dependerá da nossa economia. Já com relação ao crescimento no consumo de queijos, que foi de 2% em 2017, esperamos que agora em 2018 a taxa de expansão não seja menor do que 3%, possibilitando uma certa tranquilidade ao setor”.

Scarcelli lembrou que de até 2014 e 2015, o segmento crescia acima de 7% ao ano visto que a demanda ajudava a compensar o crescimento da produção de leite e consequentemente, na remuneração ao produtor.

“Vale destacar que algumas entidades ligadas ao setor vêm desfazendo os mitos criados sobre a gordura láctea. A população está cada vez mais informada, inclusive dentro das universidades e na área de nutrição, o que faz com que esse quesito já não seja mais um entrave. Com a Copa do Mundo deste ano, possivelmente o consumo de queijos sofrerá um impacto positivo já que as pessoas devem optar pelo produto na mesa do bar acompanhado de cerveja”.

Ele frisou que a ABIQ continuará buscando novidades na área de queijos e novas apresentações, principalmente, para os queijos porcionados. “O consumidor busca embalagens menores, principalmente os que se alimentam fora do lar. As marcas precisam disponibilizar frações menores para o pessoal levar queijo no trabalho, na rua, entre outros. Estamos alertando os nossos associados sobre esta questão”.

Sobre o mercado de sorvetes, Eduardo Weisberg, presidente da ABIS (Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes), pondera que o setor tem investido constantemente em inovação e novas estratégias para se manter ativo no mercado, especialmente após o Brasil atravessar um período de instabilidade econômica, como se viu nos últimos três anos. Por isso, a aposta em sabores diferenciados, com maior custo-benefício e métodos para atrair o consumidor em todas as épocas do ano, merece destaque.

“Em 2017, este foi um dos fatores positivos que contribuiu para seguir em busca da recuperação. Para este ano, esperamos que o mercado consiga alcançar patamares maiores de produção e venda de um dos produtos preferidos na mesa dos brasileiros, que passa a entender o sorvete como um alimento nutritivo e saudável, especialmente por conter vitaminas presentes nas frutas e pelo enriquecimento de cálcio, dos sorvetes à base de leite”.

Eduardo acredita que um forte aliado, mesmo em tempos de crise, pode ser a exportação de sorvetes, utilizando ainda nossa extensa variedade de frutas, nozes e castanhas nativas, que são cada vez mais conhecidas no exterior, como o açaí, entre outras. “Muitos países das Américas e da Europa já têm o consumo como algo cultural, mesmo em nações onde as baixas temperaturas são predominantes, como Estados Unidos, Itália, Finlândia e Suécia. Nosso objetivo é trabalhar para aproveitar este potencial”.

Na visão de Sávio Santiago, Gerente de Captação da Verde Campo, a recuperação leve da economia sinalizada pelo melhor controle da inflação e pela retomada gradual do emprego, nesse momento de preços baixos dos produtos lácteos, desenha uma tendência de estímulo à recuperação parcial da demanda. “O setor vem acumulando perdas substanciais de consumo em quase todas as categorias de produtos a um longo período e inverter a curva para o crescimento mesmo que leve e gradual, é primordial nesse momento. O pilar ‘demanda’ foi com certeza o maior problema de mercado em 2017, sendo agravado pelo constante incremento da produção interna no período”, disse.

Com relação às importações, ele destaca que o ano de 2017 foi marcado por importações controladas e o início de 2018 registra índice ainda mais baixo de compras externas. O movimento de adequação dos preços do leite nacional com os preços pagos lá fora segue desestimulando a entrada de leite em pó, principalmente para fins industriais.

“A retomada das importações vai depender basicamente do comportamento de valorização do leite brasileiro no ano: se o movimento de valorização for sustentado por uma curva progressiva, alinhada com o comportamento das gôndolas, a tendência é de mantermos as importações controladas. Porém, se houver algum momento de pico especulativo, certamente o leite importado virá novamente. O câmbio também deve ser monitorado como ponto de atenção, principalmente se o resultado político em 2018 levar o país a um governo que não esteja focado prioritariamente com as reformas e com políticas econômicas austeras. A chegada ao poder de um outsider ou de algum político com linhas ideológicas mais radicais pode causar uma ebulição na economia e desestabilizar o câmbio”.

Para Sávio, o setor precisa superar o protagonismo que dá às importações. “Os volumes importados são historicamente muito baixos quando comparados à produção nacional. Quaisquer políticas sérias de incentivo às exportações anulariam por completo as possíveis interferências nocivas do leite importado no mercado de leite brasileiro. Para se criar um planejamento de atendimento a novos mercados, precisamos iniciar uma revolução no campo: implantando políticas de boas práticas, melhorando indicadores de qualidade, garantindo origem e segurança sanitária. A partir daí, as indústrias devem se preparar para se habilitar às exportações e o governo precisa auxiliar na tratativa de comércio exterior com regiões estratégicas do mundo”.

Ele acrescenta que – em sua opinião - as exportações de lácteos estão longe de ser o foco comercial de um país como o Brasil, com mais de 200 milhões de consumidores, mas podem auxiliar em momentos de excedentes. “Infelizmente não vejo todo esse movimento como factível para 2018, mas acredito que estamos passando por um período muito forte de adequação da qualidade e eficiência na produção primária”.

Craig Bell, Diretor da Leitíssimo (Fazenda Leite Verde localizada no Estado da Bahia) e da Delicari, presume que este ano será de ajustes devido aos estoques altos de produtos lácteos nos Estados Unidos e na Europa e a recuperação dos preços de milho no Brasil, que estão ficando perto dos preços internacionais nas últimas semanas. “Com o inventário nos EUA e União Europeia, creio que os preços das principais commodities não vão ficar tão diferentes dos de hoje ao longo o ano, inclusive, com chances de serem ligeiramente menores - a fim de desestimular a produção e rebalancear o mercado”.

 

Craig acrescentou que no Brasil, mesmo com o mercado doméstico se recuperando, a sua percepção é que com o aumento na produção de 2017 e a limitação das importações, teremos preços do leite mais próximos aos internacionais e não 20-30% acima como visto no ano passado. “Se a nossa safra for ‘normal’, a margem ao produtor será menor que em 2017 e deveremos ter um ajuste da produção leiteira quando entrarmos na entressafra, já que o preço de leite e os custos de produção limitarão o ritmo produtivo. Precisamos nos preparar para preços do leite cru menor do que o normal e talvez passemos dois trimestres difíceis até que os reajustes ocorram”, completou.

De acordo com Andres Padilla, Analista Sênior do Rabobank, Brasil, em 2018, o mercado internacional deve apresentar preços menores aos observados em 2017 e o aumento moderado da oferta exportadora deve manter as cotações abaixo das registradas até o terceiro trimestre de 2017. “Esperamos uma correção um pouco mais significativa para a manteiga comparada às outras commodities, já que as gorduras apresentaram altas históricas em 2017 e têm maior espaço para cair com uma melhora na oferta exportadora. A demanda chinesa deve manter o ritmo de crescimento e a economia do gigante asiático deve avançar em torno de 6% (PIB) em 2018 - limitando a queda nas cotações internacionais”.

Já com relação ao Brasil, Andres enxerga que o cenário para os preços ao produtor deve ser mais positivo em 2018, comparado com 2017. E, do lado da demanda, o consumo deve melhorar com a economia em recuperação trazendo crescimento moderado nos volumes de venda nos supermercados.

“Quanto à oferta, o crescimento em 2018 deve ser menor que em 2017. O custo da ração provavelmente será um pouco mais elevado como resultado das tendências para o milho (a safra de milho será 10% menor em 2017/18 comparada com 2016/17, impulsionando as cotações domésticas). Por outro lado, as margens restritas de 2017 devem limitar a capacidade dos produtores de leite de investir em aumento da capacidade produtiva no início de 2018. Assim, o Rabobank projeta que a oferta de leite no Brasil deve aumentar ao redor de 2% em 2018, comparado com avanço de 4% em 2017”.

Ele acrescenta que os preços ligeiramente menores no mercado internacional e uma taxa de câmbio relativamente estável, devem gerar um aumento moderado nas importações de lácteos no Brasil em 2018. “Porém, um aumento na volatilidade do câmbio, como consequência do cenário político, pode inviabilizar a recuperação das importações em 2018”.

Roberto Denuzzo, Diretor da RDC Consultoria e executivo experiente no ramo de alimentos, relatou que 2017 foi caracterizado por dois momentos distintos. “Nós iniciamos o ano com um grande impacto da crise e uma demanda bastante fraca. Os consumidores passaram a buscar os produtos e fazer as suas compras focadas na redução dos preços, no consumo dentro do lar e apostando nas famosas ‘marmitas’. Depois, no 2º semestre, passamos a notar uma certa reação e um maior movimento. Com o food service em si, também houve uma retomada: não no ritmo tradicional, mas que foi interessante, de 3 a 5%”.

Especificamente na área de lácteos, o especialista citou alguns fatos interessantes, como a maior participação de milk shakes entre o portfólio de algumas redes. “Parte das indústrias aproveitou isso e outras não. Os laticínios precisam enxergar o que está ocorrendo com as redes de alimentação e partir para cima. Na mesma linha, fazendo uma retrospectiva de 2017, algumas empresas de fast food divulgaram muito na mídia o queijo cheddar e suas variadas combinações, tanto na batata, como em lanches. Esse é um caso de mídia espontânea que a meu ver, foi mal aproveitada. Nesse caso, uma maior oferta de produtos dessa linha poderia ser ofertada no varejo, assim como, promoções, disponibilidade em outros formatos, entre outros”.

Denuzzo aposta que essa tendência vai voltar e quem estiver consolidado e com uma boa oferta de cheddar – para vender para outras redes e para o varejo – pode se surpreender.

“Não há a menor dúvida de que a retomada da economia está em curso e dados mostram menores taxas de desemprego. Com esses itens mais fortes, há mais consumo fora de casa e as indústrias precisam estar de olho. A Copa do Mundo é sempre uma grande oportunidade para snacks, o que aumenta a chance dos produtos porcionados. Esse consumo vai depender dos horários dos jogos, mas, independente disso, é interessante para o setor, pois tanto no café da manhã como no almoço, conseguimos pensar em estratégias para o café da manha e lanches. O setor lácteo é muito rico em ofertas e deve ser melhor explorado”.

Roberto lembra que os efeitos da crise ainda estão presentes e que não devemos perder o foco no quesito preço e em produtos mais populares. “Essa questão é de extrema importância para não perdemos consumo, assim como, a apresentação do produto e disponibilidade. As indústrias vêm pecando um pouco em não investir em embalagens menores e precisamos direcionar os lançamentos naquilo que os consumidores necessitam, sem esquecer o custo-benefício. As pessoas querem praticidade e não vão comprar 1 kg de queijos por R$ 40-50 e cortar em casa, por exemplo. Esse queijo precisa estar em porções, assim, o consumidor não deixará de consumir e por um preço não tão alto como ele pagaria pela peça inteira. Isso significa acessibilidade”.

Valter Galan, sócio do MilkPoint Mercado, ressalta que a produção de leite terminou 2017 com crescimento em desaceleração, em função da forte queda de preços no segundo semestre do ano e do aumento dos preços dos grãos (milho e farelo de soja). “O ano de 2018 começa com este mesmo cenário para a produção, isto é, preços ainda baixos e milho e soja mais caros que no início do ano passado. Desta forma, acredito que o crescimento da produção, no início de 2018, será pequeno e acelerará ao longo do ano, na medida em que os preços no mercado interno comecem a se recuperar. O crescimento da produção no total ano de 2018 deve ser menor do que em 2017, mas ainda positivo – acreditamos em uma taxa de crescimento entre 2,5 e 3% em 2018 vs. 2017”.

Sobre as importações, apesar dos preços internacionais baixos, ele aposta que elas começarão 2018 em queda em relação aos volumes do início de 2017, principalmente em função dos preços baixos no mercado interno brasileiro, que reduzem o interesse pelo produto importado. “Conforme os preços internos brasileiros subam, deve aumentar a competitividade/atratividade das importações que, no total ano de 2018, tendem a serem maiores em volume do que o observado em 2017. Além dos preços no mercado brasileiro, a taxa de câmbio (que num ano eleitoral tende a ser mais volátil do que em outros anos) tem uma influência importante neste cenário”.

Para o consumo interno, Galan enxerga que a demanda interna de lácteos deve seguir tendência de recuperação, observada a partir de julho de 2017 e destaca que os preços da maioria dos lácteos entram em 2018 mais baixos do que entraram em 2017 – por exemplo, a média do UHT em dez/17 é, em valores deflacionados (isto é, já descontada a inflação), 10,4% menor do que em dez/16. Para a muçarela, a queda real de preços é de -7,6% no mesmo período.

“Preços mais baixos certamente estimulam o consumo de lácteos. Ao mesmo tempo, o (ainda lento!) retorno da atividade econômica traz de volta um (relativo) otimismo aos agentes de mercado e a sinalização de recuperação de 2,5% do PIB em 2018, o que sinaliza a recuperação de consumo em 2018. As exportações não tendem a ser fator relevante no balanço de oferta & demanda para 2018, mas é importante mencioná-las aqui porque a abertura de novos mercados e o aumento sustentável das nossas exportações lácteas exigem ações estruturantes de médio/longo prazos, ligadas à nossa eficiência produtiva e aos nossos custos de produção (em fazendas, nas fábricas e na logística de exportação), à qualidade e especificações dos nossos produtos e à negociação para abertura e acesso a mercados”.

Finalizando, neste cenário de oferta & demanda, Valter conclui que os preços internos do leite e dos derivados lácteos podem iniciar um processo de recuperação e, na média do ano, podem ter variação (em relação a 2017) próxima ou mesmo acima da inflação projetada para o ano, que é de cerca de 4%.

RAQUEL MARIA CURY RODRIGUES

Zootecnista pela FMVZ/Unesp de Botucatu e Coordenadora de Conteúdo dos Portais MilkPoint e MilkPoint Indústria

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