Leite Flavorizado: processamento e inovação

Leite flavorizado fornece nutrientes e pode ser funcional com adição de fibras e probióticos. Reformulação e novas tecnologias são pontos-chave. Confira!

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O leite flavorizado representa 28,1% do consumo total de leite fluido, com baixa acidez e textura homogênea, sendo composto por leite e agentes aromatizantes. O mercado global alcançou US$ 6 bilhões em 2023, com projeção de US$ 12 bilhões em 10 anos. Ele fornece nutrientes essenciais, sendo comum em merendas escolares. O processamento envolve pesagem, homogeneização, pasteurização, acondicionamento e estocagem. A reformulação é necessária devido ao alto teor de açúcar, e há potencial para adição de fibras e probióticos.
O leite flavorizado é um produto lácteo amplamente consumido no mundo representando 28,1% do consumo total de leite fluido, sendo caracterizado por  ter baixa acidez, fluidez e textura homogênea. Como  ingredientes obrigatórios em sua formulação temos leite e um agente aromatizante, geralmente cacau em pó, baunilha ou sucos de frutas (morango em particular) e entre os ingredientes opcionais é relatado a presença de  açúcar, adoçantes, aromatizantes, corantes, estabilizantes e espessantes.

É frequentemente confundido com “bebida láctea”, porém é importante ressaltar que bebidas lácteas podem adicionar soro de leite à sua formulação, o que não é uma característica do leite flavorizado, que contém basicamente leite e agentes aromatizantes.

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O mercado global de leite flavorizado tem se tornado cada vez mais importante, atingindo US$ 6 bilhões em 2023 e com projeção de atingir US$ 12 bilhões mundialmente em 10 anos e do ponto de vista nutricional, ele tem a função de fornecer nutrientes essenciais como nutrientes essenciais como proteínas, minerais e vitaminas. Nos Estados Unidos é parte integrante da merenda escolar oferecida nas escolas, em particular como leite achocolatado ou leite flavorizado sabor morango.

O processamento do leite flavorizado envolve etapas normalmente realizadas pelos laticínios na produção de leite de consumo:

Dado muitas vezes o alto teor de açúcar em sua formulação trata-se de um produto que necessita de reformulação enquanto que é uma oportunidade para ingestão diária de leite e derivados pelo público infantil.

Simultaneamente pode ser um adicionado de fibras prebióticas e bactérias probióticas que aumento seu potencial funcional enquanto o uso de tecnologias não convencionais como alta-pressão, ultrassom em alta intensidade, micro-ondas e aquecimento ôhmico devem ser investigados.

Ramon S. Rocha1,2,

Gustavo Luís P. A. Ramos1,3,

Adriano G. Cruz1

 

1Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, Departamento de Alimentos

2Universidade de São Paulo, Faculdade de Farmácia

3Universidade Federal Fluminense, Faculdade de Farmácia

Referências bibliográficas

Chen, B. et al. (2023) Determination and Risk Assessment of Flavor Components in Flavored Milk. Foods, 11, 2151.

Kayalvizhi, V. et al. (2021). Processing flavoured milk by thermal and non thermal methods. Asian Journal of Dairy Food Research, 40, 129-135.

Mahato, D.K. et al. (2020). Sugar reduction in dairy food: an overview with flavoured milk as an example. Foods, 10, 1400.

Rocha, R.S. et al. (2022). Ohmic heating treatment in high-protein vanilla flavored milk: Quality, processing factors, and biological activity. Food Research International, 161, 111827.

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Material escrito por:

Ramon da Silva Rocha

Ramon da Silva Rocha

Programa de Pós-Graduação em Hig. Vet. E Proc. Tec. de POA, Faculdade de Veterinária,Universidade Federal Fluminense - UFF, Niterói, RJ e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, Departamento de Alimentos, Rio de Janeiro, RJ

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Adriano Gomes da Cruz

Adriano Gomes da Cruz

Engenheiro Químico, Doutor em Tecnologia de Alimentos (UNICAMP), Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ) - Departamento de Alimentos.

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